quinta-feira, 10 de maio de 2007

A candidata que a esquerda exige


Recordam-se aqui as palavras do Luis Palácios em comentário a este meu post, no rescaldo das últimas autárquicas:

«O outro candidato, direi a outra candidata é a presidente da ordem dos arquitectos Helena Roseta. Para mim a melhor de todos, com conhecimento técnico da mais importante questão de Lisboa, o urbanismo, com frontalidade e coragem de tentar politicas arrojadas e inovadoras para a cidade, com uma consciência social invulgar no PS e uma capacidade de agregar as esquerdas como mais nenhum. Evidentemente que pensar nela como candidata é utopia. As posições por si assumidas nos últimos anos, em clara e constante demarcação da linha oficial, fazem dela uma figura pouca querida pela grande maioria da cúpula do PS.»

Pelos vistos, Roseta sabe-o tão bem como o Palácios, daí que tenha optado por sair do PS. Este, em particular na capital, afunda-se em jogos de bastidores e guerras de protagonismo, como se viu muito bem nesta metade de legislatura que ora finda. Não tenho dúvidas: Helena Roseta é a minha candidata. Se conseguir construir uma base de unidade ampla à esquerda, que tem de incluir José Sá Fernandes e o BE, embora não deva pedir emprestada a sigla a ninguém, estamos perante uma oportunidade quase única de demonstrar que é possível formar projectos ganhadores progressistas, e que escapam à lógica do centrão e ao neoliberalismo.

7 comentários:

Anónimo disse...

Estou quase a 75 por cento de acordo com o A.Carapinha. Mas existem outras candidaturas possíveis( e ganhadoras) como a do António Mega Ferreira. Que tem, obviamente, chances e perfil para ser um belíssimo presidente da autarquia alfacinha. FAR

Anónimo disse...

Já não me lembrava que o tinha escrito duma forma tão entusiástica. Sinto-me como aqueles escritores que olham para as suas páginas de juventude com distância quando não com repulsa. Helena Roseta sendo uma excelente candidata, acabou,com a sua decisão, por perder toda a razão. Revela sede de protagonismo e divide, em vez de unir, as esquerdas. Proíbe o PS de apoiar uma candidatura participada por si. É um erro claro. E é dum taticismo absoluto ao tentar condicionar toda a discusão.

Quanto ao Mega Ferreira, desculpa-me FAR, mas é do pior que lisboa pode ter. Olhe-se para o que fez do parque das nações e compreenda-se a visão de cidade que têm e dos acordos inenarráveis que é capaz. Tornou um dos espaços previlegiados da cidade num privilégio para os cosntrutores civis.

Se tivesse de escolher um candidato na área do PS não tenho dúvidas que seria Ferro Rodrigues.

lp

Anónimo disse...

Relativamente a Helena Roseta, LP tem toda a razão. Infelizmente.

André Carapinha disse...

Luis, se o PS a fosse apoiar ela não tinha saido do partido. E mais importante do que ganhar "a esquerda", and so on, é se a equipa camarária é ou não boa, se inclui gente com estratégia para o futuro ou apenas o aparelhismo tachista as usual.

Está na cara que o PS, embora obrigado a apresentar um nome forte perante a oposição que (agora) têm- e isso já é uma vitória da HR- se prepara para incluir o aparelho lisboeta, dos migueis coelhos aos dias baptistas, em posição de destaque nas listas.

Estou agora a ouvir a HR na 2 e a gostar muito. Mas voltaremos ao tema.

lc disse...

HR propôs-se há 6 meses e o PS nunca respondeu. Antes assim. Se é para a esquerda concorrer divida, prefiro votar HR

Armando Rocheteau disse...

Não me parece que hostilizando o PS se consiga uma candidatura ganhadora. É preciso lembrar que João Soares foi o melhor presidente que Lisboa teve. Lisboa terá talvez outro/a, mas o PS terá que estar nesse arranjo. Pensar o contrário é abrir portas ao PSD.
Confesso que o PSD não é para mim o lobo mau. Prefiro uma lista PS+PCP+BE

Táxi Pluvioso disse...

Estou admirado por não se falar no nome de António Vitorino. Quando aparecia uma vaga num ministério, na presidência da república, numa secretaria, na portaria do largo do Rato, era o primeiro nome a surgir. O Sebastião socialista.

João Soares foi nefasto para Lisboa. Descaracterizou a sua principal avenida. Tornou-a numa ruela para passar carros. Retirou da avenida da Liberdade as empresárias em nome individual que labutavam pelo rendimento no fim do mês.