terça-feira, 22 de maio de 2007

Pergunta (acerca da dissonância cognitiva)

Caro André Azevedo Alves:

Fiquei deveras surpreendido com a sua resposta ao meu post. Deixe-me ver se me entendi: ao facto de eu achar que o senhor tem uma dissonância cognitiva porque acha mais grave uma montra partida e uns graffitis do que os milhares de mortes pelas quais são responsáveis Pinochet e seus pares, o senhor contrapõe que eu estou a usar métodos soviéticos para pessoas anti-comunistas.

Vamos lá er se lhe explico isto em termos simples: achar que milhares de mortes são mais graves que graffitis e uma montra partida não é ser comunista. Desculpe-me se o surpreendi, mas é mesmo verdade.

Libertando-o do seu pior pesadelo - ser considerado comunista - pergunto-lhe em termos simples:

Acha ou não que os crimes do regime de Pinochet foram mais graves que os factos ocorridos na manifestação do 25 de Abril?

Se a sua resposta é Sim, entra em discordância com os comentários que fez em relação às duas situações no seu blog, mas pelo menos ficamos com a certeza que tudo não passou de mais uma manifestação triste e histriónica de esquerdofobia e que a sua sanidade mental se mantém.

Se a sua resposta é Não, lamento imenso, mas não há outro remédio senão psiquiatrizá-lo. E não é para manter o sistema como está como os soviéticos faziam (até porque eu não concordo com este sistema), é só porque acho que é preferível admitir que o senhor sofre de alguma perturbação psiquiátrica. A outra hipótese é pensar que é tão hipócrita ao ponto de se dizer um defensor da vida na questão do aborto e depois fechar os olhos aos crimes de Pinochet, e ainda voltar a abri-los para apontar o dedo a uma montra partida e a uns graffitis.

Agradecia imenso que respondesse à pergunta que lhe coloquei. O meu obrigado antecipado.

Manuel Neves

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