sábado, 12 de maio de 2007

Por uma nova Esquerda: as teses de Cohn-Bendit e da ultra-esquerda no Libération

O debate avança e os diagnósticos para combater Sarkozy crescem...
O Libé operou uma maravilhosa transmutação, sob a conduta de Laurent Joffrin. Mesmo com a pressão dos accionistas, onde se destaca Edouard Rothschild, a redacção fez das "fraquezas força" e avança com conteúdos muito dinâmicos e radicais. É o que se passa com o debate sobre o futuro de uma Nova Esquerda. O dirigente ecolo, Cohn- Bendit, tenta ultrapassar as dificuldades dos ségolenistas e do seu clã pela proclamação de uma nova aliança entre o PS, os Verdes e os centristas de Bayrou, ler texto aqui. Por seu turno, Yves Salesse, clicar aqui, membro dos Colectivos Unitários Antiliberais, contesta a eficácia das receitas do social-liberalismo para vencer a "violência do capitalismo mundial".
Cohn-Bendit "vende" a sua opção desta forma: "Os Ecologistas devem abandonar a sua cultura de isolamento e a sua paralisia interna, de modo a que sintam que as proposições que elaboram possam ser compreendidas muito para lá do seu raio de acção e se tornam decisivas para uma maioria da população. A esquerda antiliberal deve sair do impasse causado pela sua recusa prática em governar. O Partido socialista deve acentuar a mutação já iniciada e assumir uma opção claramente social-democrata que soube definir nesta campanha: aceitar uma mundialização controlada que se possa tornar, como se passa com os nossos parceiros europeus, uma oportunidade e não uma ameaça tão-só. O centro deve romper com a sua aliança histórica com a direita, que o forçou amiúde a esquecer que transportava uma mensagem de coesão social e de vitalidade democrática ".
Yves Salesse, dos dinâmicos Comités Unitários Antiliberais, admite que o social-liberalismo das apostas dos socialistas e seus aliados, "com a sua indefinição, as renúncias e a sua insuficiência como resposta", não podem fazer frente à ofensiva da direita no seio de uma realidade complexa e instável sob a pressão da " violência do capitalismo mundial". Para tal atira com um programa: "Resistir, desmistificar, convencer, construir. Organizar bem entendido a resistência aos golpes que irão surgir, com todas as forças disponíveis. Mas isso pode não ser suficiente. O desencanto exige um trabalho em profundidade. Isso não será possível verdadeiramente senão pela refundação de uma esquerda autêntica: uma esquerda da esquerda, uma esquerda de transformação social ". Onde terão lugar, como plataforma estratégica, as " 125 proposições " dos comités antiliberais, mas que " são insuficientes " para que a alternativa ao " liberalismo se torne maioritária em França e na Europa".

FAR

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