terça-feira, 15 de maio de 2007

Era bom ter um pouco de vergonha (3)

A curiosidade (ou talvez não) de ver um "liberal" defender a pena de morte (aqui e aqui). Para os «sequestradores, raptores e comerciantes de crianças», claro está. Mas com resposta à altura da SV nos comentários a ambos os posts.

Editado após comentário do autor citado.

5 comentários:

Anónimo disse...

Leu mal, como de costume. Como ressalta de qualquer um dos três textos, não são os pedófilos que estão em causa, mas os sequestradores, raptores e comerciantes de crianaças. Entendido?

RA

André Carapinha disse...

Não li não.

«Por isso, se deu como exemplo de um tipo legal de crime merecedor da pena de morte, a violência extrema exercida sobre quem não pode defender-se – as crianças, que significa raptá-las para fins abjectos como a prática de actos de pedofilia, isto é, condenar seres inocentes e indefesos a um horror que me parece francamente impossível de ultrapassar.»

De qualquer modo, são pruridos. O essencial é que se defenda a pena de morte, seja lá por que crime for.

André Carapinha disse...

No entanto, e para que não restem dúvidas sobre o que eu quero dizer, vou alterar o post para «sequestradores, raptores e comerciantes de crianaças», pode ser que o sentido do mesmo mude assim de repente...

Táxi Pluvioso disse...

Mas que diabo de liberalismo é este que condiciona a pena de morte a certas condições? Eu sou liberal e a pena de morte deve ser aplicada a todos os crimes sem excepção. Um criminoso que rouba um pacote de Cheetos no Continente merece a morte, tal como um homicida de adultos ou crianças, ou um contista do vigário, ou um evasivo aos impostos. E até não deveríamos gastar dinheiro em julgamentos. Deveríamos executar todos porque Deus depois escolherá os inocentes.

A civilização exige apenas que sejamos cuidadosos na execução do castigo. Como cidadãos ecologicamente conscientes não devemos usar a cadeira eléctrica por causa do co2. No caso de Portugal o apedrejamento seria aconselhável. Somos um país de fraguedo e calhaus.

candida disse...

como se pode defender a pena de morte!?