domingo, 20 de maio de 2007

Um trânsfuga de alta-voltagem chamado Bernard Kouchner

Membro proeminente do staff da candidatura de Ségolène Royal, o French doctor alude a desemprego para explicar aceitação de convite de Sarkozy todo-o-terreno...

Ele foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros. Foi esquerdista e, nos anos 80, depois de ter criado a mundialmente famosa ONG, Médicos sem Fronteiras, foi progressivamente escorregando para a direita. Ajudou a fundar o Partido dos Radicais de Esquerda, que mudou de sigla para ser aceite pelos socialistas no poder. Depois saiu e colou-se a Michel Rocard, quando este tinha força política e foi primeiro-ministro. Nunca se comprometendo muito foi participando em vários governos PS, foi deputado europeu e membro de alta voltagem do Tout-Paris, com Cohn-Bendi a pensar fazer dele o sucessor avisado de Rocky depois da entronização de Lionel Jospin como n° 1 do PSF.

Com 67 anos e no desemprego técnico, Kouchner atira com tal estatuto para defender a sua colagem à nova direita incarnada pelo frenético e apocalíptico Sarkosy, um émulo refinado de GW Bush, mas com sonhos europaistas contraditórios. Escravo do grande capital, o Financial Times lançou já sérias dúvidas sobre o seu( N.Sarkosy) programa económico. Mas ele é capaz de tudo e do contrário, com a aparência de um maquiavel de bairro chique e bimbo...Clicar aqui para ler relato do Libération.

Quando a jornalistagem pariseense começou a descobrir que Kouchner estava a ser aliciado por Sarkosy, com a confirmação via a France Press, os dirigentes do PS francês não queriam acreditar e começaram a descompô-lo ao telefone. D.Strauss-Khan, o grande e pérfido rival de Ségo, fala de "traição a si próprio" para explicar a atitude de Kouchner. Este dizia na campanha que Sarkosy "não tinha vergonha em pescar nas águas da extrema direita" e dava-o como "particularmente perigoso e completamente irresponsável" pelas expressões do PR agora eleito sobre a pedofilia.


"«Trahison». Plus acerbe, DSK a jugé que «ce n'est pas obligatoirement la meilleure solution pour quelqu'un qui a été ministre de la gauche de servir aujourd'hui une politique qui ne peut pas être la même». Pointant «le risque d'une trahison de soi-même». D'autres mettent en avant les propos que l'ex-ministre de la Santé a tenus, durant la campagne. Kouchner parlait-il de Sarkozy comme d' «un homme qui n'éprouve aucune honte à pêcher dans les eaux de l'extrême droite». Le présentant aussi comme «singulièrement dangereux, voire complètement irresponsable» quand il commentait ses propos sur la pédophilie."
FAR

1 comentário:

Anónimo disse...

O Kouchner, o tal que ia para a selva africana banhado em perfumes Dior, escreveu ontem um breve comentário no Le Monde, a explicar a sua viragem-de-casaca. Diz que é social democrata e vai no governo do PR Sarkosy, que nomeou tudo e fez os convites expressos para os 15 ministros e o PM,defender essa convicção. O Canard Enchainè é que já tinha alertado para os tampões e minas & armadilhas que Sarkosy tinha colocado no Ministério dos Negócios Estrangeiros para lá colocar o Kouchner, um arrependido de péssimo caracter e um vaidoso sem coluna vertebral a caminho da mais infâme senilidade. Como a coluna do novo MNE saiu ontem, sábado, edicao Week-End, aqui fica o registo. FAR