quinta-feira, 3 de maio de 2007

"Liberais"

Inevitavelmente, distinguem-se naqueles que se chamam a si próprios “liberais” dois campos que de vez em quando aparecem como irredeutiveis: aqueles para quem ser “liberal” significa ser pelos interesses dos ricos, a manutenção do status quo com o pretexto intransigente da propriedade privada, mesmo que estes se disfarcem por vezes uns como conservadores defensores de uma herança histórica cristã ou "ocidental", e os outros como revolucionários em que a revolução é a mesma herança histórica cristã ou "ocidental"; e os Liberais, para quem ser "liberal" sngifica antes de tudo a herança liberalistica da burguesia, ou seja, que se preocupa genuinamente com a liberdade do ser humano face ao Estado e os demais constrangimentos impostos à sua vontade de viver a vida como quer.
É importante perceber aos socialistas modernos que nada nos aproxima dos primeiros, mas que muitas coisas nos assemelham aos segundos.

2 comentários:

zemari@ disse...

"[...] viver a vida como [se] quer" é um ideal por que eu, tu, ele, nós, vós, eles devem(os) lutar para que seja uma realidade o mais breve possível.
Mas não pode ser panaceia para tudo.

Os únicos factos que me assemelham a esses tais "liberais" de pacotilha requentada é termos a mesma forma de membros, tronco e cabeça, embora esta seja um bem muito escasso entre os ditos cujos.

Além disso, reafirmo com veemência que o empregar hoje, na língua portuguesa, o termo "liberal" é abusivo, revela ignorância e só remete para um discernimento mentecapto, pois é pertença, como diz o "post", da política Oitocentista.

Apesar do arco-íris e sem ser maniqueísta profundo, acho que só há duas cores: a Direita roxa e a Esquerda vermelha.

E quanto às ideologias, aprecio-as como a fruta: há a boa e a podre.

Filipe Brás Almeida disse...

Reconheço infelizmente que muito do que está aqui escrito possa ser verdade, embora pessoalmente não me reconheço nessa descrição.