sexta-feira, 21 de março de 2008

5 anos

Perco demasiado do meu tempo a ler blogues de direita. É um exercício quase cristão,de sofrimento por tanta falta de racionalidade junta.
Quando li estes posts, não tive remédio senão rir-me. Afinal, esta gente diz que o perigo era Saddam, que o mundo corria perigo. O mundo hoje, dizem eles, corre menos perigos. Morreram 150 a 600 mil pessoas, mas isso são danos colaterais que não devem ser muito importantes. Mais, dizem que agora é fácil - com os números na mão - refilar. Claro, só o Professor Karamba é que advinhava que numa guerra morre muita gente. Pelos vistos, Paulo Tunhas não o conseguiria fazer: "Hoje, com tantos cadáveres às costas, e vários erros trágicos evitáveis, é da praxe dizer que não."
É, de facto, perder tempo. Porque esta gente finge-se mais estúpida do que é (e, em alguns casos, é uma proeza extraordinária). Esta gente sabe muito bem que estas guerras têm um interesse económico claro e só a defendem porque isso favorece este sistema que as beneficia. O resto é conversa.
Mas fica uma lembrança e um aviso: o nosso país é invasor do Iraque. O nosso governo patrocinou a chacina que ainda lá corre. Ora, se o meu país fosse invadido (mesmo com este cretino no governo) e me matassem a família, acho perfeitamente lícito responder. Aliás, a resistência francesa foi isso: resistiu-se a um país invasor. Portanto, se um dia um destes atrasados mentais estiver a andar de metro e explodir uma bomba, tenham a bondade de não perguntar "Porquê?". É a consequência de uma guerra que aprovaram.
Podem agora chamar-me nomes e exultar com a extrema esquerda e com a sua violência. Violentos são vocês, seus filhos de uma grande puta (Ai, tão malcriado que ele é! Vão-se foder, seus cabrões! Mais vale ser filho da puta e aprovar que uma guerra onde há gente a morrer do que dizer "filho da puta"?).
Há gente que morre pelo sistema que vocês defendem, há guerras para sustentar o santificado mercado. Isto é responsabilidade vossa.

3 comentários:

zemari@ disse...

"Se não conheces bem o inimigo perderás todas as batalhas..."
Carl Von Clausewitz (1780-1831).

Quanto ao Iraque, sem ironia, pergunto-me porque é que o Bando dos 4 que se mancomunou nos Açores não está a ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional da Haia.
Não lhes vejo diferenças substantivas em relação a Milošević.

Só quando estava a escrever Haia é que me recordei que os Estados Unidos não subscreveram o tratado que instituiu o TPI. Tsht!

Vieira Calado disse...

Pois sim. Esses filhos da puta vão continuar a fazer guerras.
E nós a ver.
Um abraço.

Wyrm disse...

Eles vão continuar a fazer guerras sim...
Mas já não é tão certo que nós fiquemos a ver...