domingo, 9 de março de 2008

NY. Times: Não haverá perestroika em Cuba!

O famoso jornal acabou finalmente por analisar o que se está a passar em Cuba. E o que nos diz para nos acalentar a esperança? Que Raúl é mais um “ pragmático do que um agente de mudança” e que Cuba - o sistema político, principalmente - continuará a ser inflexível sobre as liberdades políticas. E a depender da ajuda “ pequena “ dos seus amigos, em especial da Venezuela, que lhe envia 92 mil barris de ouro negro/ dia e lhe deu 2 biliões de dólares a fundo perdido, nos últimos dois anos, de acordo com um artigo rubricado por Ian Bremer, politólogo associado do matutino nova-iorquino.

A China é o segundo parceiro solidário, com trocas bilaterais a dispararem em flecha. Os chineses introduziram grandes melhorias nas comunicações e no sistema de Transportes, por forma a invadir a ilha com os seus gadgets técnicos e de vestuário, subentende-se perfeitamente o estilo também usado em África.

Outros parceiros importantes no processo de desenvolvimento cubano são a Espanha, o Canadá e o reino árabe do Dubai. A Espanha investiu a fundo no Turismo na ilha, tirando partido de uma relação cultural muito forte. Tudo corre sobre rodas e o superavit comercial é muito animador. O Canadá investiu no sector mineiro e o Dubai prepara-se para construir um grande porto comercial que poderá dominar as Caraíbas.

Como frisa I. Bremer, na actualidade o “mandato de Raúl Castro parece desenrolar-se sem vagas”. Vai tentar melhorar o nível de vida, mas mantendo o controlo e a vigilância política. Ele não tem a envergadura de Fidel e, se tentar lançar reformas na Economia, a liberalização à chinesa, como se apregoa, a paciência do povo pode esfumar-se se as coisas se agravarem ainda mais nesse plano, aponta o politólogo. Por outro lado, tem que manter o “moral” nas Forças Armadas, que controlam apertadamente certos sectores económicos e não permitirão que alguém os tente privatizar.

FAR

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