quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Silêncio sobre o sofrimento

Chegara
finalmente a uma certa praia
E nesse instante
as gaivotas
formavam a densa mancha
no céu crepuscular
um céu de vento e já sem cor
Na areia repousavam barcos pintados de
verde e outras inspirações
a proa curva muita alta
Pôde ainda reter o odor a peixe
admirar
as fachadas impressionantes
antigas moradias que morrem devagar
porque morre o dia porque morre
o equinócio
Apenas pretendia voltar a vê-la
a fresca face de outrora
Atrás dele
uma longa demorada estrada
silêncio sobre o sofrimento.

Mário Machado Fraião

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