terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Seminários "Pensamento Crítico Contemporâneo"

A partir do próximo dia 8 de Março, e sempre aos Sábados, uma excelente proposta na Fábrica do Braço de Prata: os seminários Pensamento Crítico Contemporâneo, com organização do Le Monde Diplomatique e da Númena (Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas). Um mágnifico leque de autores e temas, com a maior actualidade, abordados por especialistas portugueses de reconhecida competência. Atente-se no programa abaixo:

8 MARÇO: A Arte de Governo em Michel Foucault - Jorge Ramos do Ó (FPCE-UL); Benedict Anderson e os Estudos sobre Nacionalismos - João Leal (FCSH-UNL)

15 MARÇO: E.P.Thompson e a Cultura Plebeia - Fátima Sá (ISCTE); Debord e o Estranho Jogo da Internacional Situacionista - Ricardo Noronha (FCSH-UNL)

29 MARÇO: Gilles Deleuze e a Micropolítica - Nuno Nabais (FL-UL); Alain Badiou: Pode a Política Ser Pensada? - Bruno Dias (NÚMENA)

5 ABRIL: Do Feminismo a Judith Butler - Miguel Vale de Almeida (ISCTE); De Edward Said aos Estudos Pós-Coloniais - Manuela Ribeiro Sanches (FL-UL)

19 ABRIL: Rancière e a Partilha do Sensível - Manuel Deniz Silva (FCSH-UNL); Fredric Jameson e o Marxismo Dialéctico - Miguel Cardoso (Birkbeck College – Universidade de Londres)

10 MAIO: James Scott e a Força dos Fracos - José Manuel Sobral (ICS-UL); Bourdieu, Classes e Gosto - Nuno Domingos (SOAS – Universidade de Londres)

17 MAIO: Giorgio Agamben e o Homo Sacer - António Guerreiro (FL-UL jornalista do Expresso); Toni Negri e John Holloway: Comunismos pós-1989 - José Neves (ICS-UL)

24 MAIO: Georg Simmel e os Estudos sobre Tecnologia - José Luís Garcia (ICS-UL); Jacques Derrida e a Política da Desconstrução - Silvina Rodrigues Lopes (FCSH-UNL)

31 MAIO: Slavoj Žižek – Bem-vindos ao Deserto do Real - Nuno Ramos de Almeida (comentador do RCP); Dois Anarquismos, Chomsky e/ou Feyerabend - Rui Tavares (EHESS-Paris cronista do Público)

FÁBRICA BRAÇO DE PRATA - MARÇO/MAIO 2008 - SÁBADOS das 17H-20H. Inscrições: cursopcc@gmail.com Tel.: 213 536 054. Atenção: Lugares limitados! Preço do Curso: 25€, 15€ para Estudantes (Acesso a Todas as Sessões e a Materiais de Leitura). Preço por Sessão Avulso: 4 €
Organização: Le Monde diplomatique – Edição Portuguesa e NÚMENA.

A Fábrica de Braço de Prata. Projecto das livrarias Eterno Retorno e Ler Devagar, é uma livraria com 12 salas e 3 ateliers que ocupa uma área de 700m2. Construído em 1908 para ser uma fábrica de material de guerra, o grande edifício do Poço do Bispo transformou-se num centro de cultura com cinema, ateliers, galerias de arte, salas de concerto e livrarias. Tem também um bar, uma esplanada ampla e inúmeros lugares de estacionamento. Fica situado em frente aos correios de Poço de Bispo. Mais informação aqui.

A não perder.

(informações via Arrastão)

6 comentários:

André Carapinha disse...

Segundo o post do Arrastão, "O seminário destina-se ao público em geral (...) dispensando-se qualquer tipo de formação académica prévia".

Anónimo disse...

Todos os pensadores/ multiplicadores de ideias do nosso Blogue, a serem discutidos na Livraria do José Pinto, em Braço-de-Prata: Vamos e iremos para discutir e animar.

Com as devidas proporções, isto faz lembrar a Lisboa dos finais dos anos 60, apòs a morte de Salazar. Uma extradordinária vitalidade criativa,uma maravilhosa febre pelas ideias, os livros clandestinos da Teoria Revolucionária a circularem, quase tolerados...;e cinco anos depois, o 25 de Abril.

A näo perder, portanto. FAR

Anónimo disse...

Eu diria mais... "a não perder,
portanto".

Ana Cristina Leonardo disse...

Com as devidas proporções, isto faz lembrar a Lisboa dos finais dos anos 60, apòs a morte de Salazar.

esperemos que o pensamento crítico tenha evoluído alguma coisa desde então, senão, estamos tramados

Anónimo disse...

A.C.L.: Sem a euforia teórica e prática de Maio 69, de Lisboa e Coimbra, o 25 Abril tinha sido impossível, como é bom de ver...e sentir, minha cara! FAR

0.03 disse...

O seminário sobre Deleuze estava a abarrotar. Se existiram verões quentes no final dos anos 70 em portugal, era assim que eu os imaginava em termos intelectuais: interesse, sede de saber, discussão crítica, planos de imanência.
Todos de parabéns, em especial o N Nabais pela clareza brilhante de exposição e capacidade organizativa.