sábado, 9 de fevereiro de 2008

Terra - Hiasse, ei Amigo

Hiasse/2 Sumbe (06)
Foto:G.ludovice

Curiosamente, um hiasse que se destine a mais longa viagem, extra cidade portanto, tem uma particular hora de partir.
Liga-se à estrada quando estiver sem vazios dentro de si, qual barriga depois do que a faça ser algo menos desatendida.
Quando há muita concorrência de azuis e brancos e as pessoas vão chegando como escassa chuva miúda, os moços dos carros litigam entre eles pelos seus passageiros, encaminham-nos num educar de passos para uma porta e não outra e se for caso ajudam nos volumes para assegurar a seguida dos donos desses custosos pesos. Algum alguém mais leve, ainda pode ir enganado no colo de um moço, como se bagagem esperneasse e ganhasse palavreados com unhas.
Por vezes, tudo são meios cheios hiasses e nenhum se decide a mexer destinos.
Os transeuntes na demora de se tornarem viajantes, aborrecem-se em faces e de um momento para o outro, arrancam-se aos interiores dos lategados animais pasmados sob as palavras aflitas dos candongueiros e num repente enchem o meio hiasse do lado, ventre inchado que empoeira os demais de invejas e finalmente o tempo, se torna na hora certa da partida e todos aqueles juntos, mostram fotografáveis contentamentos por terem dobrado o horário, às suas pacientes vontades.
Vamos chegar, então! É o pensamento começado no volante e acabado na porta dos fundos.

1 comentário:

Anónimo disse...

Quero um Hiasse que me leve até ti.