sábado, 9 de fevereiro de 2008

Telegramas

Itália: Veltroni e Berlusconi “condenados” a entenderem-se? - Tudo parece mudar no múltiplo campo político italiano: depois da fundação do Partido Democrático, agora chefiado por Walter Veltroni, Berlusconi pensa mudar a sigla da sua instável coligação, a Forza Itália, para a de Povo da Liberdade, inquietando os seus aliados da extrema-direita. Nos mentideros da vida política de Roma, segundo a Imprensa norte-americana, fala-se insistentemente das “destemidas” conversações entre os dois tenores rivais. Estarão cúmplices, agora que Prodi se afastou para sempre da política politiqueira?

Por outro lado, o que resta da Democracia Cristã pensa agregar os seus apaniguados num grupo, a “Coisa Branca”. No lado oposto, o mäestrom socialista , os ecologistas e franjas dispersas também pensam constituir uma coligação, a “Coisa Vermelha”. Tudo porque, as sondagens, indicam que as coligações de Berlusconi e a de Veltroni podem ter resultados não muito divergentes. E os italianos já experimentaram quase todos os sistemas de voto possíveis, uninominais ou proporcionais. Mas che coza!!!

Para aplanar as dissonâncias e contrastes entre as duas grandes formações da Direita e da Esquerda -o espectro de uma Grande Coligação ganha peso e apoiantes. Segundo Wolfgang Munchau, expert de Eurointelligence, um governo bicolor presidido por Mário Draghi, governador do Banco de Itália, seria ouro sobre azul para resolver os problemas cruciais para o futuro do país. A reforma e qualificação do Sector Público de Estado, constitui mesmo um dos maiores desafios de um qualquer novo governo,

Segundo o especialista Francesco Giavazzi, professor de Economia da Bocconi Universidade de Roma, Prodi não conseguiu impor uma política económica alternativa, sobretudo nos rendimentos . “O governo de Prodi talvez tenha defendido o poder de compra dos seus apoiantes mais próximos, mas as classes mais desfavorecidas não foram beneficiadas de forma nenhuma. Como líder da Esquerda, foi um fiasco. Como um reformador, foi um desastre”.

Rússia: sistema Putin reforça controlo na Economia - Os dois grandes enviados especiais permanentes em Moscovo, Neil Buckley e Catherine Belton, do Financial Times, realizaram uma enorme entrevista com Mikhail Khodorkovky, o antigo capitão-de-indústria preso há perto de dez anos e agora num antigo goulag na Sibéria. A entrevista realizada na prisão, é um longo e terrível grito de dor. Khodorkovsky continua a declarar-se inocente e repudia as novas incriminações criminais sobre o desvio de petróleo. O que faz com que se arrisque a levar com mais vários anos de cárcere siberiano.

Tendo-se convertido à obediência religiosa dos Ortodoxos russos, Khodorkovsky tem força moral para recomendar coragem e vontade ao mais que provável sucessor de Putin no Kremlin, Dmitry Medvdev. “Será tudo muito dificil para ele. Nem posso imaginar. O peso das tradições e o estado das mentalidades, a acrescentar ao vazio de forças capaz de suportar qualquer movimento em direcção ao Estado de Direito, tudo isso, são coisas contra ele. Por tudo isso, meu Deus concedei-lhe a capacidade para tudo realizar. É tudo o que podemos desejar-lhe”.

Catherine Bolton descreve o campo de batalha orquestrado por Poutin, para redistribuir os “peões” e homens de mão pelos postos mais sensíveis do aparelho produtivo, a valer quase 500 biliões de dólares, actualmente. Assim, Igor Sechin, chefe da Casa Civil presidencial, vai ser nomeado para a Rosneft, a gigantesca petrolífera estadual única. Por seu turno, o actual PM, Viktor Zubkov, deve ir dirigir a Gasprom. O temível rival de Medvedev, Sergei Ivanov, vai dirigir o consórcio da aviação comercial.O que parece uma despromoção, pois, Viktor Ivanov, ajudante de Putin, ficará responsável pela aeronáutica militar, a balística e a construção de mísseis.

FAR

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