quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Presidenciais USA: A longa maratona de Obama…

Barack Hussein Obama está a pulverizar todos os mitos da política americana. Se perdeu a intenção de voto do NY Times, está a um breve passo de ganhar os favores do magnífico Grupo Editorial The Economist/Financial Times. O que é surpreendente, mas se situa fora da arena principal da maratona presidencial USA. De qualquer das formas, espera-se a intenção de voto do Washington Post e da cadeia de jornais, rádios e Tv´s que se lhe associam, para breve.

Num artigo do colunista Gideon Rachman( F.T.), datado de ontem, é escalpelizada, a sério, a estratégia política posta em acção pelo senador do Illinois. Nomeadamente, é dissecada a genealogia política das mais célebres frases de Obama. Os resultados são espectaculares: Obama, o terceiro afro-americano a ser eleito para o Senado, desde 1867, tomou cocaína na adolescência e doutorou-se em Direito por Harvard, onde dirigiu a prestigiosa Revista de Direito. Desde 2000, posicionou-se no Partido Democrático, ajudou John Kerry e montou um staff de operacionais muito politicamente incorrectos…

Obama, segundo o articulista do F.Times, accionou uma plataforma à la Pirro para conquistar a Casa Branca.. E indica que o antigo editor do The Times de Londres, William Rees-Moog, o considera tão inspirado como JF. Kennedy; mas, o espanto,”muito melhor orador” do que o antigo presidente assassinado em Dallas, em 1964.

Rachman jura que o staff de Obama “copiou” bem a essência dos pedaços de discursos e de palavras de ordem célebres de Churchill, Kennedy e Martin-Luther King. Mas o melhor está na descodificação que o colunista do FT opera sobre o refrão mundialmente famoso já, “Yes we can”. Assegura, pois, com a fórmula do duche frio, que Obama despojou um discurso de Peter Sellers, comediante inglês dos anos 60…

So Mr Obama is not (only) relying on empty exhortation because that is all capable of. It is a deliberate political strategy. And it makes sense. The more a candidate gets stuck into the detail, the more likely he is to bore or antagonise voters. Appealing to people´s emotion is less dangerous and more effective", sublinha.

FAR

5 comentários:

Anónimo disse...

O perigoso proteccionismo de Obama! Este o titulo de um artigo indispensável, publicado pelo economista e prof na London School of Economics,Willem Buiter. Tem já comentários de outros especialistas.Aliàs, a tendência para o Proteccionismo é uma das clássicas e perigosas respostas do Capitalismo Oligarquico e transnacional que nos domina, de uma forma cada vez mais ignóbil e mortífera. FAR

Anónimo disse...

Que interessam as eleições nos
EUA, se o pão sobe de preço e
os professores em Portugal estão
lixados? FAR... por favor...

Anónimo disse...

É possível que Obama seja um grande impostor, cheio de mensagens politicamante correctas, inócuas.
O facto de um preto estar na corrida das presidenciais USA, mas que não controla evidentemente o poder económico, remete-nos simplesmente para o simbolismo. Mesmo assim, a possibilidade de ele poder ser presidente, não me desagrada, nem que seja para desmistificar algumas ficções sociais. Tão-somente.

Do proteccionismo (económico?) de Obama, nada sei. Dos outros também não. De uma coisa estou convencido: os USA continuarão proteccionistas, a liberalização do mercado é só para os outros. Ninguém esquece a “revolta das tortillas” no México, resultado do dumping do milho vindo dos USA.
(Na União Europeia também se desmantelaram estruturas produtivas, fixaram quotas, etc. …mas isto levar-nos-ia a outra conversa.)
Cumprimentos.

Anónimo disse...

Insofismavelmente, as eleições Presidenciais de Nov 2008 nos EUA, mexem com tudo e mais alguma coisa.Isso mesmo, se detecta na expectativa das principais chancelarias mundiais, a começar pela Europeia. O laxismo e a brutalidade da bancarrota herdada de GW Bush, implicará profundas alterações no xadrez geo-estratégico mundial( e local...).A China não pode continuar a fazer dumping social, político e económico, claro. E a UE tem que coordenar de outra maneira a Política Económica integrada dos 15( ou dos 27...), se quer ter hipóteses de futuro. O artigo de Willem Buiter, da LS of Economy), que penso reproduzir amanhã, alerta para todos os fantasmas do proteccionismo...onde os mais fracos e indefesos perdem a valer...depois de terem sido enganados com hipotécticas benfeitorias. FAR

Anónimo disse...

As pessoas querewm é comer
e as palavras não enchem barriga.
Deixem-se de teorias e vão é
trabalhar, ok?