terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Schizos e paranos (1)

Vamos tentar expôr algumas chaves para “matar” o real, segundo Félix Guattari. Tentar constituir uma tábua anárquica para transformar a “prisão” de um real e de uma realidade, cada vez mais insuportáveis. Uma certa dose de provocação acompanha esta tentativa de fixação de um núcleo de conceitos revolucionários


“O desenvolvimento das forças produtivas nas sociedades industriais (e é verdade tanto para o capitalismo como para o socialismo burocrático), implica uma libertação crescente da energia do desejo; o sistema capitalista não funciona - só ou unicamente – pondo a trabalhar o fluxo de escravos. Ele precisa de modelar os indivíduos às suas conveniências e, para isso, de propôr, impôr os modelos de desejo: põe a circular modelos de criança, de pai , de mãe, de amante…Lança esses modelos, como a indústria automóvel lança as suas novas séries."

“O importante é que permaneçam sempre compatíveis com a axiomática do capital: o objecto de amor deverá sempre ser um objecto exclusivo participando do sistema da propriedade privada; a equação fundamental, é: ter gozo= possuir. O indivíduo é talhado para se adaptar, como uma engrenagem, à máquina capitalista; no coração do seu desejo, e no exercício do seu prazer, deve encontrar a propriedade privada, deve investir o ideal: da produção pela produção, não deve desejar senão os objectos que a produção mercantil lhe propõe; não deve unicamente baixar-se à hierarquia, mas deve adorá-la enquanto entidade”.

“A máquina do poder familiar, rectificada pela psicanálise, funciona a partir de duas peças essenciais: o falo simbólico e a castração”. (continua)

FAR

6 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Não falo simbolicamente, e para não castrar, coloco aqui o comentário sobre o post anterior:

A conversa sobre a Carla Bruni parece puritanice contra o direito de uma mulher ter uma vida sexual. Despachou fulano, despachou sicrano e beltrano molhou o bico, também. Devo dizer, desde já, que concordo com os “intelectuales” do Libération.

O lugar da mulher é na cozinha e deve ir virgem para o casamento. Apenas o esposo, consagrado pela Santa Igreja, tem o direito de receber o seu tesouro. Como sou de esquerda Libération aceito que possa ter tido um, e apenas um, parceiro sexual. Aquele primo sacana, lá na terra, que na festa do santo padroeiro, entre licor e bailarico, a enganou. E como sou de esquerda extremamente radical, até aceito que ela possa ter gostado e ceda mais umas vezes,(poucas), com o mesmo primo está bom de ver.

Se era pai adoptivo não percebo onde está o incesto. Fónix, ainda não entrou em vigor o acordo ortográfico e o meu dicionário já está avariado.

Anónimo disse...

"Liberation" = a "Olá" de "esquerda".
Punheteiros.

Anónimo disse...

Meus caros:O "TrutOut.Com§ está parado; o "Cinco Dias" está parado; a famigerada recessão americana e as Directas 2008-USA deram cabo das páginas de Opinião dos grandes Jornais do Mundo, há umas semanas. Saiu um artigo sobre Itália no FT; um dia destes: claro, vou fazer peça sobre isso nos próximos dias. E ando a reler, a reler, o fabuloso Guattari...FAR

Táxi Pluvioso disse...

Nem de propósito encontrei esta:

Carla e Sarkozy conheceram-se em Novembro passado em casa do publicitário Jacques Seguela. No final de um jantar em que o presidente só teve olhos para a cantora, Sarkozy ofereceu-se para a levar a casa no carro oficial. No caminho, segundo os autores do livro, Sarkozy propôs uma paragem no Palácio do Eliseu, para um cafezinho ou qualquer outra coisa... Levou uma nega: "Nunca na primeira noite...", respondeu Carla Bruni.

Na primeira noite good girls não fazem. Nem no palácio de Saddam (antes dos americanos destruirem o nosso querido mármore de Borba) quanto mais na barraca do Eliseu.

Anónimo disse...

Oh, T.P., Essa agora, tem piada, a pôr as mãos no fogo pela Carlinha!!! Conhece aquela estória do Mick Jagger: nem olhava para as fans, em doses sucessivas, nas suites dos hotéis, por esse Mundo fora...O Sarko arranjou-a bonita: pôs a Carlinha na cama, mas não pára de descer nas sondagens...FAR

Táxi Pluvioso disse...

Não defendo ninguém. Apenas faço notar o que dizem da mulher. No meu tempo uma gaja com esse comportamento levava com a palavra de quatro letras e não arranjava marido. Disseram-me que as coisas agora eram diferentes, pelos vistos enganaram-me.