quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

De fazer corar o Insurgente

O alto profissionalismo da polícia política PIDE era reconhecido pelos serviços secretos ocidentais e pela Interpol.

É isso mesmo. O jornalista Milhazes, que salvo erro meu era correspondente da SIC na Rússia, agora é um free lancer pró - fascista. Ou, segundo os comentários, é uma pessoa que se limita a publicar o que outros escrevem. Os outros, por mero acaso, são uns fachos do piorio.
É importante que esta gente seja denunciada e exposta. A memória sobre o Estado Novo não deve ser adulterada e deve ser lembrada como um período negro da história. Chega de "era fascismo, mas era leve" e de que Salazar era um senhor muito pobre que chegou muito longe (esta é do meu amigo Pedro Varela: hão-de me explicar como é que uma pessoa pobre tirava um curso naquela altura se hoje já é o que é).

4 comentários:

DC disse...

Uma das melhores partes para mim é:

"(...) os aborígenes deixaram de ser vistos como cidadãos de Portugal, foi, de facto, impedida a sua entrada na metrópole. Em relação a eles começou a realizar-se uma política de assimilação."

a "política de assimilação" consistía em obrigar os moçambicanos a renegar oficialmente a todas as suas tradições e cultura, e a tudo o que vindo dessa cultura se pudesse traduzir nas suas vidas quotidianas. Só assim os "aborígenes" tinham acesso à metrópole e a trabalho.

Era um fascismo muito levezinho sem dúvida, e de racista também não tinha nada, tal como não é fascista publicar artigos deste género em blogues...

FernandoRebelo disse...

O Milhazes, tanto quanto sei, foi estudar para a ex- URSS com uma bolsa da UEC, ou do PCP ou da Associação Portugal - URSS. Enfim, foi. E depois deu-se mal como tantos outros portuguesitos que achavam que aquilo era o Paraíso.
Viraram anti-comunistas militantes. E, agora, andam numa de Zita Seabra que - caso vivesse num país decente - nem se atrevia a abrir a boca...
O Milhazes até pela TSF andou, devia fazer como aquele senhor que continua a ser comunista, que estudou na ex - URSS e que agora ajuda os emigrantes da Ucrânia e etc. que é professor numa Universidade algures no Norte de Portugal e que presta auxílio gratuito porque se sente reconhecido àqueles que o ajudaram a obter o seu grau académico...

Paulo disse...

Peço imensa desculpa mas branquear a História é o que os regimes pós 25 de Abril têm feito! Mas, como sempre, a História é (re)escrita pelos que vencem. Acho que estamos a assistir à "iluminação" do que chama de período "negro" e esse é que é o contributo do artigo para a História de Portugal.

Tárique disse...

O Pedro devia publicar mais ... grande pátria da cabeça ao contrário ...