quarta-feira, 2 de maio de 2007

Por Ségolène Royal e contra Sarkozy

Alguns dos maiores cientistas e filósofos, escritores e actores da França actual tornaram público um Manifesto de Apoio à Candidata da Esquerda. O filósofo, Jacques Bouveresse, o cineasta Costa-Gravas, o escritor Philippe Sollers e o cientista Axel Khan, englobam um colectivo de mais de sete dezenas de subscritores que o Liberation, clicar aqui, publicou.

"Por: porque Ségolène Royal assume a palavra e a promessa de uma Esquerda que aprendeu com os seus erros e divisões, que se questionou, reinventou e renovou. O seu Pacto Presidencial, a sua campanha participativa e os seus objectivos socialistas mostraram: ela incarna uma França que não renunciou nem aos seus valores sociais nem às suas ambições democráticas, uma França em movimento, aberta e criativa. Por: porque ela coloca a questão social no centro das suas preocupações estratégicas, perturbada com o futuro dos trabalhadores e fazendo barragem à oligarquia financeira. Porque ela se engaja também por uma renovação profunda das Instituições, querendo pôr fim aos abusos do poder presidencial e, dessa feita, restaurando a democracia parlamentar. Porque também representa uma França nova, feminista e ecologista, multi-étnica e universalista, protectora e dinâmica. Porque quer uma República para todos e sem discriminações, associando o interesse geral aos direitos das minorias, solidária dos desprotegidos e apostando no combate pela paz no Mundo."

"Contra: porque Nicolas Sarkozy incarna uma direita monolítica e radicalizada, sofrendo a pressão da extrema-direita, dos seus pavores e raivas. A sua campanha, os seus excessos e as suas provocações mostraram tudo isso, como já o tinha anteriormente demonstrado na violência que empregou contra os rivais do seu espaço político. Os seus discursos oportunistas e as suas promessas falaciosas não iludem: tudo lhe serve para conquistar o poder. E de tudo se servirá para o guardar. Porque sabemos de experiência feita: enquanto não forem alteradas as regras do poder de Estado, a Presidência da República permanecerá um forte inexpugnável. Confiar a mais alta magistratura a um tão exacerbado demagogo, é correr o risco de uma prolongada confiscação do poder para o proveito de uma casta, de um grupo e de um clã. Contra: porque longe de acalmar as crises que afectam a França, a eleição de Nicolas Sarkozy teria tendência para as agravar. Em primeiro lugar, agravar-se-ia a crise social, porque ele entende dar ainda mais aos que já possuem muito, aumentando os privilégios privados e reduzindo as solidariedades públicas. Depois agravar-se-ia a crise política, porque deseja reforçar o poder presidencial, acaparando os plenos poderes em detrimento dos contrapoderes. Por fim, a crise da identidade nacional não seria poupada, porque tem uma visão étnica, comunitarista, digamos religiosa, da política, a que alimenta o choque desastroso das civilizações."

"Aos eleitores do Partido Comunista e da extrema-esquerda, que assumem uma exigência social e internacionalista, aos eleitores dos Verdes e de José Bové, que operam numa postura ecologista e altermundialista, aos eleitores de François Bayrou, que defendem uma exigência democrática e ética, aos eleitores da direita e do centro, que se definem por uma exigência de seriedade e de moderação, nós afirmamos que só a eleição de Ségolène Royal pode garantir a abertura desses objectivos principais e o diálogo consequente e permanente, no respeito da diversidade".


FAR

1 comentário:

Anónimo disse...

O povo nao concorda. A segolene vai perder....