Quando Maria de Lurdes Pintasilgo foi primeira-ministra de um governo da iniciativa da Ramalho Eanes, antes de sair do seu posto resolveu aumentar as pensões sociais de certas camadas de pensionistas. Foi um aumento considerável. Sá Carneiro, na altura a preparar a AD,
criticou fortemente esse aumento. A AD ganhou a seguir as eleições e foi para o governo, com Cavaco Silva em ministro das Finanças. Não tardou muito e fez novo aumento dessas pensões, o que fez com que num só ano essas pensões tivessem aumentado cerca de 45%. Começou aqui o descalabro despesista do Estado. Mas, como o preço do petróleo entretanto tinha subido muito, de 12$/barril, para perto de 40$/barril, e como Sá Carneiro faleceu no acidente de Camarate, e era depois Pinto Balsemão o primeiro-ministro, Cavaco Silva, prevendo mau tempo no canal para a economia mundial e portuguesa abandonou o barco da AD e recusou ser ministro do governo de Balsemão. Este ficou amuado e com o tempo se veria que nunca lhe perdoou este abandono do barco em pleno naufrágio. A AD, esfrangalhada por lutas intestinas e pela crise económica que levou o país à beira da bancarrota, acaba por perder as eleições em 1983 e dá lugar a um governo de salvação nacional presidido por Mário Soares, com Mota Pinto em vice-primeio ministro. Foi o governo do bloco central.
criticou fortemente esse aumento. A AD ganhou a seguir as eleições e foi para o governo, com Cavaco Silva em ministro das Finanças. Não tardou muito e fez novo aumento dessas pensões, o que fez com que num só ano essas pensões tivessem aumentado cerca de 45%. Começou aqui o descalabro despesista do Estado. Mas, como o preço do petróleo entretanto tinha subido muito, de 12$/barril, para perto de 40$/barril, e como Sá Carneiro faleceu no acidente de Camarate, e era depois Pinto Balsemão o primeiro-ministro, Cavaco Silva, prevendo mau tempo no canal para a economia mundial e portuguesa abandonou o barco da AD e recusou ser ministro do governo de Balsemão. Este ficou amuado e com o tempo se veria que nunca lhe perdoou este abandono do barco em pleno naufrágio. A AD, esfrangalhada por lutas intestinas e pela crise económica que levou o país à beira da bancarrota, acaba por perder as eleições em 1983 e dá lugar a um governo de salvação nacional presidido por Mário Soares, com Mota Pinto em vice-primeio ministro. Foi o governo do bloco central. *
Mário Soares teve de recorrer ao FMI para resolver a situação, com a ajuda do seu ministro das Finanças, Hernani Lopes. Em 1985 as contas públicas estavam recuperadas e o caso deu brado nos meios financeiros internacionais. Portugal passou a ser um
exemplo de bom aluno do FMI. Mas esta recuperação das finanças públicas custou popularidade a Mário Soares e ao PS, que na altura fez outra grande reforma, a do arrendamento, matéria tabú para os governos anteriores. E o PSD, com Cavaco Silva, sobe ao poder. Iniciava-se na altura a recuperação da economia mundial depois do choque do petróleo de 1980/81, com a descida forte do preço do petróleo. Cavaco Silva, bem infomado sobre os ciclos económicos, viu que teria um período de vacas gordas par fazer figuraço, até porque Portugal se preparava para entrar na CEE e iria receber chorudos fundos comunitários. Cavaco Silva passou então a governar com três Orçamentos, o geral do Estado, o dos fundos comunitários e o das privatizações da banca, seguros, etc. Foi um fartar vilanagem, dinheiro a rodos para distribuir pela clientela, incluindo centenas de milhares de funcionários públicos. O despesismo estatal no seu melhor! Fez obras, sim senhor, incluindo o CCB, que era para custar 6 milhões de contos e custou 40 milhões, segundo se disse na época. O rigor cavaquista no seu melhor!
exemplo de bom aluno do FMI. Mas esta recuperação das finanças públicas custou popularidade a Mário Soares e ao PS, que na altura fez outra grande reforma, a do arrendamento, matéria tabú para os governos anteriores. E o PSD, com Cavaco Silva, sobe ao poder. Iniciava-se na altura a recuperação da economia mundial depois do choque do petróleo de 1980/81, com a descida forte do preço do petróleo. Cavaco Silva, bem infomado sobre os ciclos económicos, viu que teria um período de vacas gordas par fazer figuraço, até porque Portugal se preparava para entrar na CEE e iria receber chorudos fundos comunitários. Cavaco Silva passou então a governar com três Orçamentos, o geral do Estado, o dos fundos comunitários e o das privatizações da banca, seguros, etc. Foi um fartar vilanagem, dinheiro a rodos para distribuir pela clientela, incluindo centenas de milhares de funcionários públicos. O despesismo estatal no seu melhor! Fez obras, sim senhor, incluindo o CCB, que era para custar 6 milhões de contos e custou 40 milhões, segundo se disse na época. O rigor cavaquista no seu melhor! *
Anos depois vem a guerra do Golfo, com implicações económicas fortes a nível internacional, e Cavaco Silva, prevendo período de vacas magras e já com ele em andamento, resolveu abandonar o barco e parar de governar e entregou o testemunho ao seu ex-ministro Nogueira. Este perdeu as eleições para Guterres e em 1996 iniciava-se a recuperação da economia mundial. Foi um bom período para Guterres, que continuou o despesismo de Cavaco Silva, já que este último tinha deixado o campo minado por sistemas automáticos de aumento da despesa pública, o MONSTRO cavaquista de que viria a falar Miguel Cadilhe, além de milhares de contratados a
recibos verdes no aparelho do Estado, que Guterres teve de integrar nos quadros do Estado para não ter de mandar para a rua gente que há anos não fazia outra coisa senão trabalhar para e dentro do aparelho de Estado. Foi este o percurso do despesista Cavaco Silva, o que como ministro das finanças da AD aumentou num ano, pela segunda vez, milhares de pensionistas, e o que, como primeiro ministro, aumentou a despesa pública de tal ordem que os défices públicos da sua governação, se limpos das receitas extraordinárias, subiram tanto (chegou a 9% do PIB) que o actual défice das contas públicas é apenas mais um no oceano despesista inventado por Cavaco Silva nos longínquos tempos da AD e continuado nos tempos em que foi primeiro ministro, depois da recuperação heroica dos tempos de Mário Soares e Hernani Lopes, nos anos 1983-85. É neste despesista disfarçado de rigor que devemos votar para PR?
recibos verdes no aparelho do Estado, que Guterres teve de integrar nos quadros do Estado para não ter de mandar para a rua gente que há anos não fazia outra coisa senão trabalhar para e dentro do aparelho de Estado. Foi este o percurso do despesista Cavaco Silva, o que como ministro das finanças da AD aumentou num ano, pela segunda vez, milhares de pensionistas, e o que, como primeiro ministro, aumentou a despesa pública de tal ordem que os défices públicos da sua governação, se limpos das receitas extraordinárias, subiram tanto (chegou a 9% do PIB) que o actual défice das contas públicas é apenas mais um no oceano despesista inventado por Cavaco Silva nos longínquos tempos da AD e continuado nos tempos em que foi primeiro ministro, depois da recuperação heroica dos tempos de Mário Soares e Hernani Lopes, nos anos 1983-85. É neste despesista disfarçado de rigor que devemos votar para PR? Desculpem, se quiserem propor Hernani Lopes para PR, podem contar com o meu voto. Mas como ele não aparece a candidatar-se a PR, vou votar em quem o ajudou a salvar Portugal da bancarrota provocada pela AD de Cavaco Silva. E esse alguém é Mário Soares. Estes os factos. E eu voto em factos, não em mitos e miragens. Mário Soares tem um brilhante CV em controlo da despesa pública (governos de 1977/78 e 1983-85). Cavaco Silva tem um brilhante CV no descalabro das contas públicas.Qualquer economista, se intelectualmente honesto e conhecer um pouco da nossa História recente, rejeita liminarmente este embuste chamado Cavaco Silva. Se ele for presidente da República, como pode ele pregar moralidade económica quando ele foi e é ainda o pai do MONSTRO? Monstro que agora Sócrates se esforça por abater com as reformas profundas que está a fazer. Para os mais novos aqui fica a radiografia do embuste chamado Cavaco Silva.
Post retirado da mesa do café, com a devida vénia

12 comentários:
Os eleitores já disseram, há 10 anos, que não achavam Cavaco Silva o melhor para presidente e que preferiam outro.
Agora Cavaco volta. Foi ele que melhorou, ou foi o eleitorado que piorou. Fez treino para presidente? E como é que se sabe se ficou melhor ou pior. O Al Gore perdeu por umas cagagésimas e saiu de cena. E não são os Estados Unidos o farol da democracia no mundo?
Quem é que não tem vergonha na cara: Cavaco Silva ou os que o recusaram há 10 anos e agora voltam nele?
Portugal está muito podre.
Não concordo nada com as vossas posições.
Em primeiro lugar, Cavaco perdeu as eleições há dez anos. Mas isso não quer dizer que ele fosse mau presidente. Apenas significa que a maioria dos portugueses preferiu, na altura, Jorge Sampaio. É preciso ve que Cavao tinha saído há pouco tempo do governo.
Quanto à análise de António Oliveira, cada um vê aquilo que quer ver. Essa análise sofre de vários erros de interpretação, que eu não tenho tempo nem espaço para rebater. Uma coisa é certa: a realidade económica não é assim tão simples que possa ser resolvida por este ou aquele político, por si só. Seja Soares ou Cavaco.
Quanto a Mário Soares candidato, lamento que ele não tenha percebido que o seu tempo de política activa já passou. Só não vê quem não quer, ou não sbe perder.
Antes que me acusem do que quer que seja, fica expresso que não sou cavaquista, nunca votei Cavaco nem PSD.
Mas tento olhar para a realidade na sua complexidade e não pelos olhos da ideologia ou partidarite política.
«Quanto a Mário Soares candidato, lamento que ele não tenha percebido que o seu tempo de política activa já passou»
E Cavaco, não? Porquê?
Votem Louçã e deixem-se de merdas!
Blá, blá, blá...
Respondendo a André Carapinha, parecem-me óbvias as diferenças de tempo entre Soares e Cavaco. Soares já deu muito a Portugal. O tempo é o que é e não deixa de passar para Soares.
Cavaco, goste-se ou não, ainda tempo activo para gastar.
Para o anónimo das 9.53, não sei por que carga de água haveria de votar Louçã. Será porque ele só diz coisas que nós gostamos de ouvir? Será porque ele sabe ser popular? E será que isso chega?
Entretanto, deixo de ser anónimo. Para que conste.
Não haverá em Portugal mais alternativas? Não me conformo que a disputa de que mais se fala seja Soares vs Cavaco, como se fossem as únicas alminhas a serem capazes de assumir a PR. Logo estes dois que por lá (no governo, entenda-se)andaram e por lá fizeram e desfizeram?
Ná...
Quanto ao Louçã, não tenho a certeza se me agrada o que ele diz, ainda que dê ideia de ter tido umas aulitas de demagogia com P.Portas. Any way, a mim apetece-me mais votar no Alegre.
O que eu digo é que Cavaco Silva é o pior de um naipe péssimo. A memória é curta, mas ele apareceu há anos na revistas de coração, da "Caras", da "Maria", etc. todo babado com a neta e a dizer que ia ser avô dedicado. Os seis candidatos são todos "vôvos" de idade ou de cabeça.
Diz-me quem eleges, dir-te-ei quem és.
Embuste é a merda de governo e presidente que temos atualmente.
Tenho dito !
Cavaco na Presidência será certamente uma das maiores vergonhas para o povo Português que já está a sofrer consequências das más orientações e passaria com Cavaco a ter um fantoche a representar Portugal e pior ainda com este a ser completamente manipulado pelo grande poder económico/financeiro que só precisa de nós para nos explorar no trabalho, impostos, compra de habitação, bens de 1ªnecessidade, etc.
Gostaria tambem de salientar que em Portugal nunca se faz nada com interesse real dos governantes para nos ajudar mas sim muitas obras megalómenas que são muito importantes pois servem para encher o bolso a toda uma grande parte da alta e média/alta sociedade que vive a bem dizer à nossa custa e que tem atitudes reveladoras do desprezo que tem pelo povo português que trabalha e que quer defender os seus direitos.
Eu odeio o Cavaco e quero vê-lo em Boliqueime... é lá é que ele está bem!
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