No meio do caos e da devastação da maior tragédia urbana de que há memória não podemos vestir a máscara da solidariedade hipócrita quando ela só nos serve para não pensar, para tratar tudo como uma inevitabilidade. Temos de questionar. Temos de afirmar que está tragédia é um retrato da falência da América. Temos de dizer que esta tragédia põe a nú as brutais assimetrias sociais de uma sociedade: os ricos fugiram, os pobres, os milhares de pobres, não puderam fugir, e são eles que sobrevivem no meio do lixo, dos escombros, da urina e das fezes do Dome, são eles que fogem dos tiros, são eles que atiram, são eles que tentam salvar os filhos, os pais, os avós, que passam fome e sede. E são milhares, milhões, como sabe toda a gente que se informa sobre o que são realmente os Estados Unidos da América para além da propaganda e do irrealismo das luzes cinemáticas e televisivas. Este país tem uma taxa de pobreza na ordem dos 25% (superior, imagine-se, a Portugal); este país tem uma educação e serviço de saúde públicos miseráveis, enquanto quem pode pagar tem acesso ao que de melhor existe no mundo; este país não tem qualquer tradição de assistencialismo social, o que se reflecte em todo o processo pré e pós passagem do Katrina. E este é o país que uns querem tomar como modelo, inebriados pela força, pelo poder, pela opulência, pela aparência, esquecendo-se que não há sociedade sem pessoas e que estas deveriam ser a razão de ser daquela, e não o contrário. sexta-feira, 2 de setembro de 2005
Reflectir sobre o caos (Parte I)
No meio do caos e da devastação da maior tragédia urbana de que há memória não podemos vestir a máscara da solidariedade hipócrita quando ela só nos serve para não pensar, para tratar tudo como uma inevitabilidade. Temos de questionar. Temos de afirmar que está tragédia é um retrato da falência da América. Temos de dizer que esta tragédia põe a nú as brutais assimetrias sociais de uma sociedade: os ricos fugiram, os pobres, os milhares de pobres, não puderam fugir, e são eles que sobrevivem no meio do lixo, dos escombros, da urina e das fezes do Dome, são eles que fogem dos tiros, são eles que atiram, são eles que tentam salvar os filhos, os pais, os avós, que passam fome e sede. E são milhares, milhões, como sabe toda a gente que se informa sobre o que são realmente os Estados Unidos da América para além da propaganda e do irrealismo das luzes cinemáticas e televisivas. Este país tem uma taxa de pobreza na ordem dos 25% (superior, imagine-se, a Portugal); este país tem uma educação e serviço de saúde públicos miseráveis, enquanto quem pode pagar tem acesso ao que de melhor existe no mundo; este país não tem qualquer tradição de assistencialismo social, o que se reflecte em todo o processo pré e pós passagem do Katrina. E este é o país que uns querem tomar como modelo, inebriados pela força, pelo poder, pela opulência, pela aparência, esquecendo-se que não há sociedade sem pessoas e que estas deveriam ser a razão de ser daquela, e não o contrário.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
17 comentários:
Só tenho uma palavra: Gostei.
Outra palavra: Solidariedade. Praticam pouco por lá... não têm o hábito... Arrogância dos que querem, podem e mandam.
Asriel, devo dizer-lhe que considero o seu pos no Telescópio (a que já respondi) completamente demagógico. Utiliza a minha citação "ver a América para lá da ilusão cinemática e televisiva" como se me estivesse a referir à devastação do Katrina, o que, como compreenderá qualquer pessoa que leia o meu post, não é verdade. quem ler o seu post fica com a impressão que eu digo "vejam, o caos, é a América a desfazer-se!" o que não é de todo verdade. O que eu estou a dizer, e é pena ter de o estar sempre a repetir, é que o Katrina revela a nú as desigualdades sociais varridas para baixo do tapete de New Orleans como das outras cidades americanas durante tanto tempo.
Não posso deixar de meter a minha colherada:
O marketing da Direita anda a trabalhar bem. Houve-se cada mais gente a dizer, com um ar altamente convicente da bondade das suas palavras: "Sou a favor da Liberdade, da Propriedade e da Solidariedade".
Uns verdadeiros "sans-culotte"
Mas esquecem-se de que não estão rodeados de vazio mental, como pensam que estão, e que muito mundo sabe que Propriedade não rima com Igualdade e que Solidariedade é uma atitude institucional de "piedade cristã" muito diversa da Fraternidade.
Caros companheiros de Blog, a Fraternidade, Solidariedade, etc, são mais velhos que a "guerra ao soco", não são propriedade de ninguém, por muito que "marketing de esquerda e de direita" nos queira convencer dos "direitos de autor", e muito menos dos "sans cullote"...
É "propriedade" da civilização, das pessoas civilizadas...No meu "portfólio" de Amigos, tenho de todos os "quadrantes", mas todos tem esse denominador comum que é a Civilização, onde os valores morais e sociais acima mencionados são expôntaneos e naturais. Pessoas educadas e civilizadas, de esquerda , direita, do meio, do alto, do baixo... Porra, chega de "esquerda-direita"....
O reaccionário em todo o seu esplendor!
Gostava de ficar por aqui, pois, por mim, está tudo dito. Mas, como nas nossas cabeças inviezadas, tal atitude é considerada uma escandalosa falta de argumentos e sinal de fraqueza, de limitação tipo "atira a pedra e foge", tenho que ser pleonástico.
Ao anónimo ignaro, quero dizer-lhe que considero o seu discurso de uma actualidade tremenda, quer na forma quer no conteúdo.
Imagino que para estar tão... como dizer, "à la page", tão "in" deve ser leitor assíduo do "24 Horas", do "Correio da Manhã" e da "Maria", mas esta deve ser só por causa das "Cartas dos Leitores".
Escusa de corar...
Apetecia-me dizer que o sr. zemari@, é o comuna em todo o seu explendor, com a tradicional falta de fair play, e com a arrongância daqueles que se consideram os "guardiões da verdade e da sabedoria", e com um vocabulário que demonstra um excelente conhecimento da língua portuguesa, mas não ajustado ao presente " local ou sítio", onde estamos a ter esta troca de opiniões.Mas cada um escreve o quer e como quer. Esta atitude é muito comum na esquerda,( excepto no vocabulário), porque pelo seu estilo, você deve ser o " Comissário Politico Nacional" da sua facção ou partido de esquerda. Normalmente, são sempre aqueles que vêm das melhores familias, que tiveram acesso ás melhores tertúlias culturais e não só, mas que nunca fizeram a ponta de um corno na vida, porque conhecem bem o "sistema". Como qualquer bom "Comissário Politico Nacionai", de partidos de esquerda nacionais ou estrangeiros que estiveram ou não no poder, normalmente exercem esta "profissão" para se redimirem ou sobreviver ás mudanças da história a qualquer custo,e vão para a vida politica, escolhendo a antagónica ao seu estilo de vida e "berço", mas com uma inegável bagagem cultural, que é normalmente de muito boa qualidade, como é o seu caso. O problema é que se transformam nums autênticos " Bérias politicos e culturais" de "trazer por casa", ( olhe que também sei o nome completo do Béria, e respectiva data de nascimento e falecimento do mesmo, para pôr entre parênteses, ou aspas, como você gosta de pôr...), porque com a boa bagagem que trazem, têm tempo para "marrar" todo o tipo de informação, e de a manipular a seu belo prazer, de forma a serem sempre os que dizem "esfola", quando os outros dizem para matar. Meu caro, o tipo de literatura que você menciona, conheço de nome, é óbvio, porque onde compro a minha, estão expostos os títulos que você menciona, mas quando você afirma que eu devo ser um leitor assíduo dessa "literatura", é porque a conhece bem,(estou quase a perguntar qual é a sua profissão, se é mesmo Comissário Politico, ou talvez um importante membro de um sindicato, mas como controleiro, para ter todo o tempo do mundo para ler todo o tipo de coisas),porque, e voltando atrás, você não é do tipo de fazer afirmações gratuitas, ou seja para afirmar que o meu discurso corresponde a um leitor assíduo daqueles títulos, é porque você os lê ou devora com toda a certeza as "Marias" e os "24 Horas"! De outra forma, teria que lhe dizer que você era um leviano ou que então andava nas drogas, o que não acredito, porque não encaixa no perfil "mental" que estou a desenhar e a "construir" de si,( você por vezes avalia mal as coisas, mas isso é humano). Adoro fazer este exercício mental..Os blogs são excelentes para fazer estes exercicios de "profiling" remoto...Cada doido tem a sua mania....., e esta é uma delas..Tenho outras...
Caro Anónimo
Receber um post deste quilate e eloquência é, para mim, um deleite, como imagina.
No primeiro período, sem me elucidar (a mim e ao Mundo, pois estamos na blogosfera) do que é que eu disse ou escrevi que mereça tamanha truculência, afirma (!) que sou isto e aquilo e não sei que mais, nem me interessa.
Obviamente, que não me reconheço nas suas “espadeiradas” de poltrão.
Se sou arrogante ou não, não sei. Mas se a minha arrogância não interfere na vida de ninguém, qual é o problema?
Quanto a ser um dos “guardiões da verdade e da sabedoria”, não posso falar pelos outros porque só soube agora da sua existência. Mas há uma coisa que deve ficar ciente: se os outros não são exponencialmente e em todos os sentidos o Mundo está feito num oito, corre perigo iminente.
Mas eu percebo a sua confusão:
De facto, toda a minha vida passada, presente e futura, foi, é e será, inquestionavelmente, uma incessante busca da verdade e uma continua aprendizagem.
No segundo período da sua prosa, como que para me pôr KO depois deste 1º ataque demolidor, nomeia-me um não-sei-quê da não sei quantas, uma coisa, que mesmo de depois torcida e retorcida, não quer dizer nada.
Deve dar muitas dores de cabeça exercer com mestria um cargo daqueles.
Se há coisa que odeio são dores de cabeça.
Continuando a descascar o seu comentário e perante raciocínio tão imaturo que não verbalizar nada a não ser pisar e repisar a mesma ladainha: e lá vem o inesgotável Béria, a acusação totalmente subjectiva: “se trabalhasse como eu trabalho não falava assim, você nasceu com o cu virado para a Lua e isto é aquilo (ainda falam da cassete do Cunhal) culpabilizando os outros de serem a causa de infelicidades próprias e incompetências várias. Já não se trata de inveja. É questão de ananismo mental.
E não me venha com a teoria da falência do Estado Social, porque isso é chamar-me estúpido, coisa com que afino deveras por que isso rompe o meu balão proxémico.
Já agora, permita-me que lhe fale deste balão.
Todos nós estabelecemos no quotidiano distâncias que variam consoante o interlocutor -- a uns aperta-se a mão, a outros dá-se um beijo, etc. --, as condições ambientais e as situações sociais e culturais. Em Marrocos, por exemplo, dois homens de mão dada é um gesto de amizade. Nós achamos que é uma promiscuidade e, sentimo-lo, figuradamente, como um “violação grave” do nosso balão proxémico. São esses e outros “ataques” que nos levam a ser anti-marroquino. Logo, anti-árabe, anti-muçulmano, anti-homem. Mas fique tranquilo, pois não luto [prosápia!!] ou dou o meu melhor para que seja obrigatório saudarmo-nos, entre homens, com beijinhos, como na União Soviética.
Resumindo: o meu balão proxémico limita um espaço que para mim é inviolável. Comprovadamente, quanto mais uma pessoa é anti-social mas expandido é o seu balão. Também se vai dilatando mais e mais à medida que a sociedade atropela os direitos do Homem. “Os comunas e outros cães raivosos nunca entrarão no meu balão proxémico. Só por cima do meu cadáver!” (Depois, são todos muito melodramáticos).
A raiva mesquinha que o seu texto patenteia desde o início, vem num crescendo até que passa a ser uma girândola de patacoadas, boçalidades, ideias idiotas, raciocínios poliomielíticos e conclusões trengas.
Se ainda não percebeu que o “perfil ‘mental’” que est[eve] a desenhar e a ‘construir” de [mim] é uma aberração que não encaixa em mim nem em ninguém, então o seu chorrilho de nonsenses está justificado.
Tente perceber o que é quer dizer, o que é que significa, cada palavra que diz ou escreve, e talvez ainda tenha umas vagas possibilidades de perder uma ínfima parte do seu ar de “cobrador de fraque”.
Passa-se dos carretos por questões que são minhas, são uma parte fulcral da minha maneira de ser e estar, que não têm nada a ver consigo nem com ninguém. Estou a prejudicá-lo ou alguém nalgum aspecto porque sou curioso (e um pouco coscuvilheiro) e leitor compulsivo, por querer saber as causas e os efeitos do que aconteceu e vai acontecendo no mundo, por tentar ver qualquer questão por todos os ângulos possíveis, sobretudo do ponto de vista dos outros porque do meu já eu sei qual é?
Sabe, dá imenso trabalho e custa imenso dinheiro ser culto. É preciso bulir muito para se ganhar o necessário para poder estar sempre a investir em meios de produção que não dão uma mercadoria palpável nem um lucro visível.
Quem não percebe nada disto (nem de nada) e se recusa a perceber e até tem ódio a quem percebe, não diz “investir”, diz “gastar”, ou melhor: “Que desperdício, meu Deus!”
Viver em sociedade é estar disponível para uma permanente troca de ideias.
É claro que só um atrasado mental é que não reconhece o talento, o profissionalismo e a beleza única e irrepetível das obras da cineasta do regime nazi (não me recordo do nome dela e não estou para ir à procura dele). É a mesma razão porque aprecio sobremaneira os escritores russos e não conheço praticamente nenhum (pelo menos agora não me lembro) dos autores do período soviético. Mas isso é natural, pois não devem ter ficado muitos depois dos assassinatos despudorados e dos genocídios. É a mesma razão porque recordo que poucas décadas antes do terror soviético, o Custer e outros heróis da Conquista do Oeste americano dizimavam tribos de Índios que viviam nas montanhas e nas pradarias há milénios. Como não eram “exportáveis” para a Sibéria, acantonavam-nos em reservas inóspitas (goulags) e tratavam-nos (e tratam) com uma selvajaria inaudita (documentada).
Mas, tudo isto, sendo fundamental, é acessório.
É claro que, com muita incomodidade, convivo com benfiquistas e com outros reaccionários, em quem aprecio esta e aquela qualidade, do mesmo modo que eles gostarão de uma ou outra minha. Podemos estar de acordo sobre “n” coisas e em desacordo sobre outras tantas, conversar sobre isto e aquilo, e eu pelo-me por uma boa converseta porque acabo sempre por aprender qualquer coisa.
Mas, na hora do verdadeiro confronto (dos muitos que ainda virão, como toda a gente sabe, porque é deles que é feita a massa da História) entre o Capital e Homem, eu vou estar do lado do Homem, frente a muitos amigos que me deram muito, mas que defenderão o Capital.
O nuclear de uma vida na Terra é a atitude que se tem perante a exploração do Homem pelo Homem.
Eu voto contra. E tento aproveitar todas as oportunidades para fazer com que haja cada vez mais gente a votar contra.
Quem quiser que vote a favor, mas no momento da verdade, se algum dia o vivermos, não seremos adversários, seremos inimigos.
Concluindo:
Não lhe passa pela cabeça o gozo que tive quando percebi que o meu post lhe tinha “destapado a careca”. Não se mortifique: já fui praticante, com grande sucesso, até tenho obra publicada, de várias artes/ciências divinatórias.
Errata ao seu texto:
Na 1ª linha, na 1ª palavra, onde se lê “Apetecia-me” deve ler-se “Apetece-me” para haver concordância com o resto da frase.
Na 2ª linha, onde se lê “explendor”, deve ler-se “esplendor”.
Ao seu dispor se algum dia os trilhos das nossas vidas se encontrarem.
Nota:
Nos dias de hoje, escrever um relambório deste tamanho é "suicídio" -- ninguém lê. Ficou o prazer de o ter escrito.
Imagino, e disso também tenho a certeza, que lhe deu muito gozo escrever a resposta ao meu comentário. Acredito piamente. Sabe Sr.zémari@, o meu comentário deve lhe soado muito "pimba", tipo "Marco Paulo" a comentar ou a cantar a Paz, a Fraternidade e Solidariedade entre os Homens, de tão saloio que foi,o que para um homem com o seu gabarito intelectual e cultural, foi uma afronta; não só pelo contéudo, mas também, e provávelmente, pelo facto da "saloiada local" ter invadido um blog tão selecto e refinado como o 2+2=5, onde se pode ler do melhor que a inteligência humana pode oferecer. E dai, você não vai de modas, chama-me reaccionário, leitor da Maria, etc, etc. Naturalmente, e antes de escrever a minha resposta, dei uma "vista de olhos" muito rápida sobre os seus comentários a outros "posts", e percebi que tinha ofendido, e no minimo, um membro de "topo" da Nomenclatura intelectual e politica cá do "burgo". Francamente, não gostei dos seus mimos, nem me deleitei ou gozei com eles. Acheios desproporcionados, e até deselegantes,para não dizer mal criados, para tão nobre cavalheiro que anda numa cruzada pela busca da verdade. Eu posso também imaginar que não anda por aqui para "desmamar saloios", e a ensinar-lhes a "tabuada da politica", mas caramba, um pouco de pedagogia não cairia nada mal a tão brilhante intelecto, que afirma, " se a minha arrogância não interferir na vida de alguém, qual é o problema?" Olhe ze@, ( desculpe, é mais prático do que escrever todo o seu nome cibernético ), o problema reside precisamente ai, na sua arrogância, que na sua boa fé acredita que não interfere na vida de ninguém. Mas interfere, e o mais grave é que o zé@, já nem se apercebe disso, o que nos transporta para questões do foro patológico. zé@, vou-lhe confessar uma coisa, quando cheguei mais ou menos a meio da sua crónica, não resisti a adicionar mais uma patologia grave à anteriormente mencionada; você é de um narcisismo insurportável, o que me leva a compreender ainda mais e melhor, o gozo que teve a escrever este comentário. Acho que o ze@ por pudor, não chamou ao seu gozo, um verdadeiro orgasmo, com origem numa masturbação colectiva dos neurónios, da sua abundante massa cinzenta. Pois é Sr.ze@, eu enganei-me no meu jogo de "profiler", tenho de admitir que, se você escrever tão bem de culinária como escreve de politica, o José Quitério do Expresso fica desempregado. Prosa com uma fragância poética não lhe falta, e vocabulário qb, também não. Caro ze@, você na culinária ainda tinha mais sucesso, porque pelas suas "prosas" que vi por ai distribuidas neste blog, você deve acompanhar as suas refeições com uns cogumelos muito especiais, que devem contribuir decisivamente para a forma delirante com que faz os seus comentários. Custa-me classificar isto de patológico, porque a vida sem uns bons copos, uma boa comida, e porque não umas "viagens" no sofá, em vez das "espadeiradas" que você fala, ou melhor delira, só fazem é bem, e ajudam a esquecer ou compreender a pessoa que você é. Realmente pensava que ia esgrimir um bocadinho de politica consigo, chamei-lhe "Béria", Comissário Politico, Controleiro Sindical, etc, mas enganei-me. Saíu-me na rifa um comentador de cardápios politicos, um cruzado da verdade, em suma, um general da esquerda que nunca pegou na espingarda, mas com uma memória de elefante para o que lhe interessa, mas volátil qb , para não mencionar o que não lhe interessa. Uma coisa curiosa na esquerda de hoje, é o facto de um momento para o outro, sem terem transformado em pacifistas, ambientalistas, humanistas, e até, amnésicos crónicos, vulgo memória volátil, quando se fala do verdadeiro homem de esquerda, que assume sem complexos e rebuços, o passado glorioso dos gulags, das "Primaveras de Praga", das " Hungrias",dos "Afeganistões", de todo um rol de façanhas, que fazem do Pol Pot um menino de coro. Caro ze@, na pesquisa que fiz neste blog, vi umas "polémicas e troca de galhardetes" com um tal de "fradeoupadredealvalade" e um membro do Staff deste interessantíssimo blog, mas também lhe confesso que não estou interessado e disponível para esse tipo de folhetins. Para além da arrogância, do narcisismo e do consumo excessivo de cogumelos que produzem efeitos psicadélicas e delirantes, o ze@ é uma pessoa muito culta, até interessante, mas será sempre um general da esquerda que nunca tocou numa espingarda, e que nunca irá conseguir discutir os assuntos de uma forma descomplicada e descomplexada, um ídeologo com as ídeias baralhadas, (mas muitas vezes propositadamente, porque é uma pessoa inteligente e joga à defesa), mas por favor não chame reaccionário por "dá cá aquela palha ", porque, e para além de tudo o que que disse, estéticamente foi muito feio o que escreveu, sem dar o benefício da dúvida. Não resisto também a deixar-lhe uma breve nota, porque me esqueci, quando descrevia a "esquerda de hoje", de dizer que essa mesma esquerda só consegue ter aqueles elevadíssímos atributos, desde que os beneficiários de tais qualidades não sejam americanos, porque esses continuam a gozar dos mesmos instintos violentos e votos de desgraça total, do tempo da defunta URSS. O verniz cai depressa.....É pena...
Não sabia que era tão bom.
A minha arrogância passou a jactância.
Ve.xa não é um anónimo.
É uma cebola.
A primeira casca era alaranjada. A segunda era esbranquiçada, assim cor de raiva. A terceira é pró verde, do género exaspero.
Deve ser por isso que a prosa lhe caiu para a culinária.
O cerne desta questão é só um: insultei-o, chamei-lhe o que não é ou fui mal-educado. Não, não e não!
O que acontece é que Ve.xa ficou danado porque lhe chamei aquilo que realmente é : reaccionário, com paninhos quentes ou não.
O resto são cantigas.
Sou um gajo que se rege por valores.
Os meus, claro.
Tenho imenso orgulho na forma como os meus amigos vão à liça. E, respondem, com enorme qualidade, a anónimos que se batem bem e são derrotados.
Haja fair-play!
Armando:
Penso eu que este é um blog de liberdade sem limites (òbviamente com a porta fechada a xenofobias e valores afins).
Tanto como tu,tambem eu tenho orgulho nos nossos amigos.Não acho nada importante que ganhem as polémicas em que se envolvem.Basta-me lê-los.
PS. Será que estão estragadas as flores do vaso?
Caro Armando Rocheteau, não estou neste blog para ganhar ou perder causas ou batalhas. Estou aqui porque gosto do 2+2=5, e sou "anônimo" por opção, aqui e em outros blogs. Admito que por vezes sou provocador quando reajo, principalmente quando a adjectivação utilizada para comentar uma opinião minha, parece-me acima de tudo desproporcionada. em relação ao teor das minhas afirmações. Mais "reactivo" fico, quando o termo reaccionário é utilizado. O termo "reaccionário" foi, e pelos vistos ainda é, utilizado para classificar ou etiquetar pessoas como fascistas, retrógradas, anti-comunistas primários, inimigas do progresso, etc. Se o vosso amigo utilizou esse adjectivo, como habitualmente era/é utilizado, só tenho a dizer que sou um democrata, de direita é um facto, mas civilizado o necessário e ó suficiente para me sentir orgulhoso de ser chamado de "reaccionário" pelo ze@. São muitissimas razões pelas quais me sinto orgulhoso, mas gostaria de destacar o facto de nunca ter sido obrigado a "engolir sapos", e de ter a minha consciência muito tranquila e sem "esqueletos". A democracia e a civilização são a minha "politica". Há pessoas que utilizam o privilégio de viverem num pais que proporciona a liberdade e a democracia, para "catalogar" pessoas, mas se tal acontecesse nos países em cujos os regimes vigoravam as ideologias que vosso amigo parece ser um adepto confesso, para além de catalogado, estava sumáriamente lixado, para não dizer outro nome. Para mim o termo "reaccionário" não quer dizer nada, excepto quando me explicam a extensão e o`âmbito da aplicação deste adjectivo.
Caro Anónimo (Surfista?):
De direita? Óptimo! Faz-nos sempre falta um comentador de direita num blogue de esquerdalhos inveterados. É óptimo para espicaçar! (não estou a ser irónico).
Apareça sempre
«A verdade, verdadinha, é que o século XX, com os seus 100 milhões de mortos em guerras e genocídios, foi uma brincadeira.
Porque, nos séculos XVI e XVII, os espanhóis e portugueses dizimaram 150 milhões de indios na América do Sul. E nos séculos seguintes franceses, ingleses, espanhóis, holandeses e americanos independentes fizeram o mesmo a mais 50 milhões na América do Norte.
Faz ideia da façanha que é dizimar 200 milhões de pessoas à espada? Os nazis são uma brincadeira, meu caro»
Adaptado do filme "Invasões Barbaras"- um filme a ver, sempre.
Uma pequena adenda a este comentário pertinente.
Os genocídios nas Américas prolongaram-se por séculos.
O arcabuz existe desde o séc. XV.
Caro anónimo,
Devo-lhe uma resposta.
Gosto de despiques. Acho que perdeu o seu com o Zémari@.
Elogio-lhe o fair-play.
Rendo-me ao seu português, e, ao facto de gostar do nosso blogue.
Em termos políticos, penso que, pelo que acaba de dizer, estou mais perto de si, do que do resto da minha esquerdalhada. Sou um democrata de esquerda.
No hard feelings!
Caro Armando, "no hard feelings ".End of the story...Ao meu caro André, digo-lhe que um dia lhe satisfaço a sua curiosidade. A perspicácia é sinal de inteligência.
Enviar um comentário