
Um excelente artigo do José Pestana, da Agência Lusa, sobre o caos em Nova Orleães e as questões de raça e classe.
A calamidade causada pelo furacão Katrina trouxe à superfície as divisões raciais e de classe que continuam a ser uma característica da sociedade norte-americana.
Se é verdade que as câmaras de televisão podem distorcer a verdade ao concentrarem-se num aspecto de uma realidade mais vasta, em Nova Orleães não se pode contornar o facto de serem negros e pobres a esmagadora maioria dos deslocados que não têm para onde ir. Centenas, senão milhares, de norte-americanos de todas as raças perderam os seus haveres e familiares em várias zonas do Alabama e Mississipi, mas são as imagens da cidade de Nova Orleães com milhares de negros isolados, desesperados e em alguns casos a pilharem lojas, farmácias e lojas de armas de fogo que têm enchido os noticiários das cadeias de televisão, fazendo lembrar cenas até agora vistas em locais distantes como a Libéria.
Isto reflecte claramente a pobreza da população negra nas grandes zonas urbanas dos Estados Unidos, tornada mais visível em Nova Orleães por ser uma das cidades norte-americanas onde a maioria da população é negra e onde 33 por cento
da população total vive na pobreza. "Nova Orleães é uma cidade dividida em duas: uma relativamente rica, pequena, e bonita, que é predominantemente branca, e outra que é pobre, grande e feia e é quase totalmente negra", escreveu o comentarista Eugene Robinson.
Dados estatísticos indicam, com efeito, que 67 por cento por cento da população de Nova Orleães é de raça negra. Das sete zonas mais afectadas pelas inundações, cinco são de maioria negra e a pobreza, aí, abrange 34,6% da população, segundo as estatísticas oficiais. Estes números, no entanto, não reflectem os altos níveis de pobreza em certos "bairros negros" da cidade afectados pelas cheias. Na zona central da cidade (Central City) que está debaixo de água, 87 por cento da população é de raça negra e 50 por cento vive na pobreza. Na zona de "Lower Ninth Ward" 98 por cento da população é negra e 36 por cento vive na pobreza. Em "Bywater" 61 por cento da população é negra e 39 por cento é pobre.
A única excepção nesta tendência é o bairro de Gentilly Terrace onde 70 por cento da população é negra e o nível de pobreza é de 16%, um nível muito abaixo do dos outros bairros de maioria negra mas mesmo assim acima da média nacional de pobreza de 12,4 por cento.
Quando se compara este quadro com o dos "bairros brancos" afectados pelas cheias, as diferenças são notórias. Assim, por exemplo, no bairro de Lakeview, submerso pelas águas, 94 por cento da população é branca mas apenas 5 por cento é considerada pobre. Houve destruição nessa zona mas os habitantes há muito que estavam em segurança noutras partes do estado ou do país, beneficiando de uma maior mobilidade dada pela sua maior riqueza e demonstrando que, ao contrário do mito, as tragédias naturais não tratam todos por igual. "Esta catástrofe serviu para deitar luz sobre a miséria e constitui um comentário infeliz sobre raça e classe," escreveu o comentarista Bob Faw
21 comentários:
Só para referir que esse número de 12,4% de taxa de pobreza nos EUA é extremamente discutivel. Vários autores (recordo-me de Chomsky) já o refutaram com sucesso. É que nesse número não são incluidos: os sem-abrigo (centenas de milhar, senão milhões); aqueles que não estão inscritos na assistencia social (igualmente em grande número). De igual modo há uma subtieza estatistíca: aqui na Europa, p. ex., uma pessoa que ganhe 49 % do ordenado médio é considerado pobre mas tem educação e saúde gratuitas, enquanto nos EUA uma pessoa que ganhe 51 % não é pobre mas tem de pagar seguro de saúde e escolaridade (a não ser que prefira o sistema estatal de miséria- obviamente ninguém o prefere) o que reduzirá o seu rendimento para, digamos, 40 %, mas continuando a ser considerado "não-pobre". Mas o essecial da contestação a essas estatísticas são mesmo os "excluidos do sistema". Num artigo que já não me lembro do título (estou sem tempo nenhum, depois vou investigar), Chomsky apontava o tal número de 25 % como a taxa mais provável de pobreza.
Só mais uma achega: nos EUA uma pessoa apenas pode receber o equivalente ao "rendimento mínimo" durante um total de 5 anos da sua vida (fonte: Viviane Forrester, "Uma Estranha Ditadura"); daí que hajam milhões de pessoas que não se inscrevem na assistencia social e vivem como "tarefeiros", para "gerir" a possibilidade de, num momento de maior aperto, optarem por essa possibilidade. Esses, obviamente, também não estão contabilizados nas estatisticas. Aliás, lembro-de de Chomsky dizer nesse artigo que, para quem conhecia a realidade americana, a surpresa negativa era o espantoso número de pobres "oficiais".
Há acontecimentos-espectáculo tão aberrantes e chocantes como estes números.
Perante a catásfrofe, o repórter de uma estação americana diz: "Os que não foram evacuados antes da chegada do furacão, ou pelo menos a maioria, foi porque não quiseram"!
Foi por que não PUDERAM! Stupid! (que nesse dia teve mais um aumento de poder no jornal ou de ordenado)
Basta ver as imagens e percebe-se bem quem é que "quis" ficar:
Aqueles muitos milhares que até das evacuações são excluídos.
Aqueles que, ascendentes e descendentes, estavam, estão e estarão OUT!
Um número que aumenta a um ritmo tanto mais impiedoso (politicamente correcto é dizer assustador)quanto mais selvagem for o capitalismo.
Outra declaração embasbacante e, esta sim, assutadora, foi do inenarrável Bush:
"O desastre foi grande, mas temos a situação controlada. Ontem metemos lá (!) 12 mil soldados. Hoje redobramos e metemos mais 12 mil soldados. Tudo faremos para acabar com as pilhagens. A segurança vigora."
Não é de certeza a segurança dos excluídos, que passaram a ter um estatuto: refugiados.
O Guterres tem alguma cois a ver com eles?
Essa era boa: a ONU a prestar auxílio humanitário aos Estados Unidos.
Uma das melhores coisas do sonho é podermos sonhar.
Que tal perguntar aos 52 por cento de americanos que votaram no desmiolado Bush se consideram o Protocolo de Quito um passo importante para ambientar mais o Homem à Natureza.
Quem me conhece sabe que quando me perguntam as horas eu começo logo a descrever o relógio, a explicar o motor, a caracterizar o couro da pulseira, patáti, patátá, de tal forma que acabo por ficar sem saber se o outro acabou por saber as horas ou não.
Meus caros, este Blog está a ficar 100% anti-americano, com a desculpa, da culpa ser do " Bush ", ou seja, o " povo americano " é " bestial ",e não tem culpa nenhuma, o Bush é que não presta. Meus caros companheiros de Blog, comentários destes, ao comentário "base", é de quem conhece a realidade política, sociológica, económica, laboral, etc, de "ler", e não de " viver " a realidade, in loco, no dia a dia, e sem traumas de esquerdismo ou do revanchismo primário que deriva dessa opção politica. Nem vou comentar mais, porque é de bradar aos céus...O conhecimento da realidade norte -americana aqui exposto é no mínimo muitissimo básico e tendencioso. Lamentável...
Passei agora pelo Abrupto, por mero acaso refira-se, quando não deixei de ficar estupefacto com as barbnaridades do ex-camarada. Vem agora acusar os média de distorcerem os facto em New Orleans. Diz:
" É difícíl imaginar noticiário mais sectário do que o que acabou de passar na RTP1 sobre o furacão Katrina. A lista dos adjectivos é um manual do que não se deve fazer em jornalismo e as frases valorativas, sem nada de noticioso, são repetidas ad nauseam. Tudo para transformar o que aconteceu em Nova Orleães num panfleto contra a guerra do Iraque. Não me lembro de um tratamento noticioso de uma catástrofe qualquer, ocorrida fora de Portugal , feito desta maneira puramente acusatória. Só puramente acusatória, para atacar Bush e a guerra" (...)
Fiu ver o Jornal da Tarde on-line para ver a "coisa horribilis" que tinha acontecido e apenas vi profissionalismo.
Pacheco Pereira vem a terreno como ontem Valentim Loureiro o fez, para dizer que ele é um anjinho e a comunicação social é que é a má da fita.
PP tens os seus fans como o Quim Barreiros os tem, mas convinha conter-se nestas análises, completamente cabotinas.
Não gosta do Hugo Chaves? Por ele apenas dizer aquilo que todos os habitantes de New Orlens dizem: que estão desesperados e sem ajuda de ninguém? Que ninguém tomou medidas para esta tragédia não acontecesse? Como é possível isto acontecer no país que se considera a maior potência mundial?
Primeiro que tudo, Pacheco Pereira deveria revoltar-se contra os habitantes do Missipipi. É que eles dizem coisas mais fortes que Hugo Chaves e as televisões, que não têm Morais Sarmentos e a sua corja por trás, têm a obrigação de divulgar.
PP vá-se afogar longe. Pode ser no Mississipi.
PP - RIP
André:
As estatisticas são dados que têm como base uma série de regras. Essas regras são conhecidas normalmente. Em todo o mundo é assim.
Para as contestar temos que ser objectivos e explicar quais os dados ou as normas estatísticas que estão erradas e porquê.
Eu não conheço como foram feitas, em que base e contexto estas estatisticasforam retiradas . Mas, presumo, que devem ser as oficiais.
O que vens argumentar, e que tens todo o direito, passam para o campo da subjectividade e da análise pessoal. Que não contesto. Mas não podes contestar os números dessa forma.
Os pensadores de refêrencia podem sempre ser repescados, para virem em nossa ajuda, para reforçar as nossas posições. Mas para dados objectivos tens de contrapor com dados também objectivos.
Chomsky é apenas um intelectual onde te podes segurar, mas, se quiseres ir mais longe, há outros até mais radicais.
Espero que não culpes o jornalista de estar a soldo de George Bush.
Estes comunistas são realmente pessoas sem sentimentos.
Põem-se a celebrar três diias de grandes festejos quando a América e, portanto, o Mundo, está de luto.
Estes comunistas são realmente pessoas sem sentimentos.
Põem-se a celebrar três diias de grandes festejos quando a América e, portanto, o Mundo, está de luto.
Pimpão
hoje estás virado pró mongas ó quê?
Vê lá se te fazes perceber, ao menos.
New Orleans é conhecida pela "Big Easy", e para bom entendedor, meia palavra basta....Ela a atraía todo o tipo de fauna humana, tanto americana, como internacional,( incluindo a mim, que lá fui "n" vezes pelos mais diversos motivos, desde profissionais a pessoais), e como nas fitas de Hollywood, há os bons e os maus, mas pelos "santinhos", não transformem aquela rapaziada, nos "Mártires da América", numa espécie de "Bagdad do Louisiana"! Não me lixem ! A esquerda anda realmente com falta de imaginação, "agarrando" assuntos que mais valia estarem quietos..O mais grave é que esquerda em geral, está com um grande défice de cultura geral, e faz figuras muito tristes, confundindo "maçãs com rabanetes".
Óh jguitar, tenho de te confessar que, quando citas Pacheco Pereira, passo adiante.
O dito.. Olha! Ia adjectivá-lo, mas era dar-lhe demasiada importância, que é a unica coisa pela qual realmente luta.
Fala-se , fala-se....mas no dia a dia qual é a atitude destes dissertadores quando passam pela miseria humana que nos rodeia. Temos todos um pequeno Bush dentro de nós.... ou será que não? Quem atira a lªpedra
O anónimo conhecedor de Nova Orleães, uma vez que lá esteve, poderia ter fornecido mais dados e explicar melhor o seu pensamento.
O facto de ser, para muitos, a cidade do pecado, e para outros a prova que a América dos filmes e das séries de televisão é só mesmo para fazer negócio, continuam a ser argumentos válidos. Se a catátrofe fosse no Massachusetts, Virginia ou Califórnia, as coisas seriam diferentes, tem de concordar comigo.
A realidade, explicada pelo artigo que se comenta, parece não ser rebatida. Há uns que pecam com Ferrer Rocher, há outros que pecam ao irem às putas de Nova Orleães, mas o verdadeiro pecado foi o estado a que a região sul dos Estados Unidos chegou.
Há pouco, na NBC, um canal da Land of the Free and the Brave, cortaram um directo de um Rapper, que acusava Bush que não fazer nada e de não gostar dos negros, que por acaso, são quase 80% da população da cidade.
Essa história da liberdade de expressão no país do Uncle Sam, também tem algo que se lhe diga, não acha?
PS. Essa dos comunistas é um pouco retro, tipo 24 de Abril, não lhe parece? O facto de ser do PSD não o deve envergonar. Coragem. Assuma-se.
Essa da 1ª pedra é boa.
Quando Jesus se pôs a defender a adúltera, dizendo "quem nunca falhou que atire a 1ª pedra", logo um mandou uma pedrada à mulher que ela caiu redonda no chão.
Jesus, eriçado, perguntou-lhe: "Tu nunca falhaste?"
"A esta distância,não!"
CUIDADO !!! Chegaram os marcianos.
Caro Xadrez, estou de acordo consigo, mas a esquerda tem um Estaline dentro deles..., ou seja dizem e fazem todas as barbaridades, e não são, ou não eram punidos...Os que tem um "Bush " dentro deles, dão um traque, e cai o "Carmo e a Trindade", tanto fora como dentro da América..Os que comentaram o Estaline estão na Sibéria.., enterrados..A superioridade da Democracia..., meu caro
Caro jguitar, posso explicar o que você quiser, pricinpalmente o negócio e o pecado..., que na América andam de mãos dadas.., e não só. Realmente na Virginia, California ou no Massachusetts, as coisas eram diferentes, por muitas razões, que vão desde as ambientais ás culturais, mas falando um pouco nas económicas, só a Califórnia é que "bate" o Louisiana; se está atento pelo menos aos noticiários,( e não é preciso ir lá ), deve ter realizado que o "grosso" da indústria da refinação de crude é nesse estado, e é só a porta de entrada e saída de quase todos os pipelines que abastecem os EUA, de gás, gasolinas e outros produtos refinados importados ou provenientes das plataformas do Golfo do México. Para ter uma ídeia do dinheiro que corre naquele estado, costumo contar um comentário de um amigo meu que me dizia que o melhor negócio do mundo era uma refinaria bem gerida, e segundo melhor era uma refinaria mal gerida..., e prinpipalmente quando só naquele estado o número de refinarias é um pouco menor, do que as exitentes na Europa. Quantos ás outras razões, e muito honestamente, os estados que mencionou podem não ter 80% de pretos, ( a Virginia anda lá perto ), mas falando especificamente de New Orleans,( as pessoas deviam falar de Biloxi, ou de outras cidades do Louisiana e do Alabama, que ficaram literalmente destruídas, com custos, e em proporção,mais elevados do que New Orleans ), New Orleans era mantida "assim", com aquela "arquitectura" colonial do tipo francês, uma espécie de "extravangância decadente", que era um paradoxo para com a América dos " arranha céus ", da alta tecnologia que " transborda" para os cidadãos que utilizam a cidade, que as transformam essa mesmas cidades, em perfeitos "blocos operatórios", tal como Singapura. Uma mistura de " Quartier Latin" francês, ou de uma "Alfama ou Bairro Alto" portuguesa, um " Red Light District" holandês americanos, é e foi algo que os habitantes, o governo estadual e federal quiseram preservar a toda o custo, porque já era uma espécie de "parque temático", real e não construído de propósito como as " News Orleans que vemos nas Disneylandias", porque era o lado histórico, mas ao mesmo tempo decadente e pecaminoso da América de outros tempos, que atrai tantos milhões de pessoas, dentro e fora dos EUA. Penso que muito de nós que passearam em Bourbon Street, com a música nas esplanadas, bares, passeios, etc, os bares das "gajas", a comida "Cajun", combinação já por si picante o suficiente, para estimular não só as hormonas como o esvaziar rápido dos bolsos dos clientes...Por outo lado, o clima "puxava" a tudo isso..., não havia aquecimentos no inverno.., era só ares condicionados, e tal acontece em Portugal no verão, beber uns copos, ouvir música, e como agora os míudos dizem, " curtir ", é muito mais agradável do que no inverno. Em New Orleans, é verão o ano todo, tornando a cidade uma festa ao ar livre permanente. Meu caro isto vende, tal como vende o Patpong ou a Sumkunvit em Bangkok, etc. Nos estados que falou, para além de terem tido uma colonização diferente, o clima e a história não ajudam...Tanto do petróleo, da pesca e diversão o ano todo, o dinheiro que " rolava ", era suficiente para a manter os negócios legítimos e os "ilegitimos" a funcionar, com a respectiva fauna humana legal ou marginal a viver do sistema instituído. New Orleans era e é tão apreciada pelos europeus, que fiquei aterrado com a possibilidade do General Charles De Gaulle, fazer dizer o mesmo em New Orleans,do que fez e disse no Quebec, quando disse a célebre frase, " Vivre Le Quebec Livre" e como é natural, foi diplomáticamente corrido do Canada. " Shit Happens "..O negócio decorrente do natural gosto pelo "abismo" da raça humana, foi e será sempre fonte de receitas para o mundo e para o sub- mundo que gravita `volta dele...Imagine a "chularia" e respectiva corte, não receberem um chavo nos próximos 6 meses? É preocupante, não acha? Quanto há liberdade de expressão, é evidente que não estou de acordo consigo.., mas para isso é preciso ir lá ver e viver os milhares de jornais, publicações, rádios, TV(s) regionais e estaduais que lá existem, e muitas a malhar no Bush forte e feio, e outras em apoio dele. NBC, Fox, CNN, etc, são do aparelho e representam lobbies muito poderosos, e com "geometria variável" em termos de intresses, que hoje defendem e amanhã os enterram! Eu PSD ? Digo-lhe só que está 100% enganado.
Caro anonymous.
Gostei do seu olhar sobre o que se passa por lá. É uma perpectiva honesta e despojada. Acho que veio enriquecer muito este debate.
Há algo que acho muito curioso em toda esta polémica: quase ninguém (com excepção do anónimo-que-escreve-longos-textos, e que ao menos está de boa-fé nisto) comentou o objecto deste e dos posts anteriores, o facto de esta tragédia revelar quase "de repente" aquilo que existe e que uns não querem ver, a pobreza de uma grande parte da população americana, e dos negros em particular. Não, o que eles dizem é, à boa maneira de JPPs e JMFs, "lá estão os anti-americanos, aproveitam tudo para falar mal da América". Fazem lembrar uns outros há uns anos, que quando falávamos do seu paraíso na terra diziam "lá estão os anti-comunistas do costúme". Mas esses ao menos organizam uma festa porreira.
Caro André, a minha boa fé está e estará sempre presente em todos os meus comentários, e a partir de hoje assinarei o " surfista prateado ", seguindo uma sugestão do jguitar. Quanto à Festa do Avante, vou-lhe ser franco, nunca fui a nenhuma. Dizem que são boas, mas nunca fui, e não por qualquer preconceito politico ou de ordem ideológica, mas porque nunca me entusiamaram as festas organizadas por qualquer partido politico.
SURFISTA PRATEADO
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