A razão essencial do meu voto SIM a 11 de Fevereiro:
Lamentavelmente, mas previsivelmente, ouvimos e lemos muito ruído sobre este tema. Muitas conjecturas de pretensões científicas, sobre o momento inicial da Vida, como se isso se pudesse conjecturar assim; tão curioso que sobre tema tão grande de repente tanta gente se julgue especialista. A minha questão é outra.
Eu voto Sim por esta razão: pelas mulheres. Pelo direito das mulheres ao seu útero. Parece-vos pouco? Que o direito da "vida" que se desenvolve no útero será superior ao do útero ele mesmo? Então deixem-me lembrar-vos algumas coisas:
Não sei se se recordam, ou se querem recordar, mas há muitos e muitos e muitos séculos que as mulheres são prisioneiras do seu útero. Por isto as venderam e emprestaram e arranjaram para casamento, e continuam a fazê-lo.
Esse útero, esse mistério, que gera a Vida, está impossível do meu entendimento enquanto homem, que pelo menos eu sei que não posso saber, nem sequer imaginar, muito menos julgar, o que será ter um útero. Mas imagino a Liberdade.
Por esse útero gerador de Vida, as mulheres foram e são obrigadas ao seu útero. Para que outros, nós, os homens, possamos dissertar com a maior das impunidades sobre "a Vida" e outros temas tão essenciais.
Chega de o útero ser dono das mulheres. Não é uma metáfora. Foi assim, é assim, e será assim ainda mais algum tempo, enquanto não conseguirmos a Igualdade. Mas eu acredito que conseguiremos, e que aí a mulher possa ser, finalmente, dona do seu útero.
15 comentários:
Este é um texto igual para vários blogues:
Caros autores de "2+1=5"
Por ter decidido criar a “Escola de Astrologia Nova-Lis”, mantendo ao mesmo tempo, a minha actividade de editor do “Anjo Dourado” necessito de TEMPO para me dedicar àquilo que mais gosto: os livros e a astrologia.
Por isso, decidi apagar o meu blogue “Postais da Novalis” no próximo dia 5 de Fevereiro. Não o faço mais cedo, porque nesse mesmo dia ainda farei o post colectivo da “Rede de Blogues Espirituais”.
Sou dos que entendem que, quando se desiste de um blogue, se deve apagá-lo completamente, para que não fique por aí a vaguear, criando energias paradas, que se vão transformando em restos energéticos negativos.
Como entendo que uma coisa leva à outra, também venho solicitar o favor de retirar este meu blogue da sua lista de linques, de modo a que o seu sítio fique energeticamente limpo e bem arejado.
Agradecido,
António Rosa
Eu era a favor do Sim mas algumas coisas não me cabem na cabeça.
Eu acho que o sim, potencialmente, vai trazer algumas coisas más.
Sim, a mulher é dona de si própria, mas é geradora e portadora de vida. Se não houver uma culpabilidade social e até judicial, a número de abortos poderá até aumentar.
Despenalizando o aborto, estes vão acontecer ao Deus Dará e conforme as mais mirabolantes razões.
Não pode ser bem asSIM.
Favourite Books
Tio Patinhas. O código Da Vinci. Harry Potter.
lol
andre deixe de escrever com os copos, por favor!
«andre deixe de escrever com os copos, por favor!»
Porquê? Fernando Pessoa também escrevia com os copos...
E se me saissem sempre textos como este, v. devia era pedir para escrever mais com os copos. Ou com mais copos, se calhar.
Não ligues, André.
Apesar de ligeiramente confuso, o teu texto vai direito ao assunto. Há pessoas que não podem imaginar um mundo em que TODOS os seres humanos são livres, pois é de liberdade, de poder decidir, de poder escolher, que no fundo se trata.
Cuidado! Com uma lei diferente desta é o fim do povo português, as portuguesas, que para alguns são todas umas levianas, vão a correr para o hospital ao primeiro sinal de uma gravidez para abortar.
Bem... Eu moro num país (Luxemburgo) onde a lei sobre a IVG é mais branda que a portuguesa (ver quadro comparativo aqui: http://www.planning-familial.org/themes/theme03-avortement/fiche05Precision03.php), mas onde a comunidade portuguesa regista o maior numero de nascimentos de todas as comunidades residentes...
Se observarmos o caso da França onde a lei é bastante "liberal" (ver quadro comparativo aqui: http://www.planning-familial.org/themes/theme03-avortement/fiche05Precision03.php), onde a mulher pode simplesmente pedir para que seja feita a IVG até às 12 semanas, regista há anos um aumento gradual do numero de nascimentos, passou em 25 anos de uma média de 1 filho por família para 2 filhos em 2006, situando-se hoje no topo da lista Europeia juntamente com a Irlanda.(ler em: http://www.liberation.fr/actualite/societe/228864.FR.php)
Julgo que o debate português sobre uma despenalização da IVG está cheio de falsas questões. Quem se aproveita disso é o governo, desviando a atenção do Zé Povinho de debates mais embaraçantes para este governo e para os precedentes.
Portanto, votem!
Despachem esta polémica, partam para outra tão ou mais construtiva que esta.
Quanto a ti, André, desejo-te a maior coragem do mundo, porque tu mereces.
Sr. Anónimo, peço desculpa pois esqueci-me de colocar "Sarcasmo e ironia" antes da minha lista de livros.
Mea Culpa.
Mais um mistério: Por volta das 7 horas da matina, imprimi uma opinião. Ela dizia: Belíssimo texto André Carapinha. Avanti FAR
Será algum Big Brother do " Não ",a curtocircuitar os textos?!? Fica de novo impresso.
Mas que raio, as mulheres nao sao assassinas. Ate parece que com a despenalizacao do aborto as geradoras da vida vao fazer greve. As mulheres, como os homens estao biologicamente programados pela Mae Natureza para procriar. Ha prazer nisso.Sim esse e o verdadeiro Deus e nao o que as relegioes por ai foram apregoam, mas se nao os puderem ter pelas mais diversas razoes, e uma fundamental e a de NAO QUERER, entao que abortem. A isto se chama Liberdade e direito a vida!
Pois é,imagina que eu sou mulher e conheço as mulheres e posso garantir-te que nenhuma de nós se imagina,se pensa,como útero,não faltava mais nada!Penso-me como mulher, ser humano, e não como uma possível geradora de novos seres humanos. Mas se me acontecer uma gravidez indejada,a decisão de deixar que um conjunto de células se transforme num filho é minha e só minha. Esta é a liberdade que eu reenvindico.Não reconheço a ninguém o direito de mejulgar ou condenar por isso.Por isso vou votar SIM
as mulheres são donas do seu útero mas não são donas do feto. o feto é uma realidade à parte da mulher, embora dependente delas.
Não haverá portanto, diferença, entre um útero vazio e um útero onde se formou já "algo" com um código genético individual e órgãos autónomos, cérebro incluído?!...
Não terá, portanto, esse "algo", que se encontra dentro de um útero, o direito a todos os seus órgãos - útero ou próstata incluídos?
Na ponderação entre o direito ao útero da mulher e o direito à vida desse "algo" com os mesmos órgãos de todos os seres humanos, a sua balança pende para o direito ao útero?
... e, já agora, entre o direito ao sossego dos pais e o direito a chorar dos seres acabados de nascer (que apenas se diferenciam dos que estavam dentro do útero porque já se vêem?)... também tende para o primeiro?
André, não é preciso ser tão macho.
O universo da mulher é o mesmo do homem - somos humanos - e a maior parte de nós quer ter filhos felizes, saudáveis e intelectualmente preparados.
Por isso é que um filho não pode ser fruto de um acidente.
Os adeptos do "não" que tenham filhos indesejados e aos quais não poderão dar aquilo a que eles têm direito - lamento que o façam mas podem fazê-lo.
Não obriguem os que não o querem fazer a dar à luz crianças condenadas.
Por uma humanidade livre, responsável e mais feliz votemos SIM. Não faltem.
Primeiro quero só dizer que estou aqui para uma discussão de ideias saudável, como acho que estão todos, e que respeito as ideias de cada um.
"Os adeptos do "não" que tenham filhos indesejados e aos quais nao poderao dar aquilo a que têm direito". Primeiro repare que os filhos não aparecem por magia, hoje felizmente existem diversos meios contraceptivos, e nos casos raros em que estes falham, as pessoas devem ser responsabilizadas, são vidas humanas que estão em jogo.
Quanto aos filhos terem aquilo "a que têm direito", o direito primordial que eles têm é o direito à vida, mesmo sendo fruto duma gravidez não planeada, poderão ser felizes...
E já agora pergunto-lhe se acha que as pessoas com dificuldades não deveriam ter filhos, já que estas não lhes poderão dar aquilo a que eles têm direito"
Cumprimentos
Só não falam em responsabilidade...
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