O Pr. russo foi o convidado especial do Dia Nacional indiano, perfazendo quatro visitas de Estado. A chuva de contratos é esmagadora: rede de reactores nucleares - a Rússia já tinha construído dois - grande avanço na cooperação militar com a construção de mísseis, tanques e armamento sofisticado... Incluindo um porta-aviões mega-potente. Em troca, a Índia propõe construir uma refinaria na Sibéria.
A visita de dois dias do Pr. russo ultrapassa tudo o que era de temer. Com efeito, o tratado unilateral concedido pelos USA para o desenvolvimento da pesquisa nuclear na Índia, assinado há poucos meses, não perturbou o excelente nível de cooperação entre os dois Estados. " O nosso relacionamento com a Rússia não pretende atacar os USA e a nossa relação com os USA não afectará a nossa contínua cooperação com a Rússia ", frisou em declarações ao NYT, o ministro do Comércio indiano, Jairam Ramesh.
Acima de tudo, a Índia " está impaciente por aceder e investir maciçamente na exploração das imensas reservas de gás e petróleo russas ", dizem as autoridades. Putin permitiu-se mesmo "arreliar" as autoridades norte-americanas, pois, " propôs aos seus anfitriões a construção de um oleoduto que alimente a Índia com hidrocarbonetos do Irão, com passagem pelo território paquistanês ".
A guerra geopolítica é insofismável: Ahmadinejad, o populista Pr. iraniano, está em queda livre política, sem recursos e com graves problemas para o investimento industrial incontornável na exploração petrolífera. A Rússia inclui a Índia como parceiro no auxílio aos iranianos e, capciosamente, tenta afastar a paranóia israelo-yankee da ameaça nuclear estimulada pelos mollahs (falsa: repete e insiste o NY T).
FAR
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