A experimentada correspondente do Libération em Moscovo, Lorraine Millot inclina-se para a tese de terem sido os s.secretos russos, FSB, numa de mostrar serviço e meter medo que aspergiram umas moléculas do Polónio 210 numa bebida do seu antigo companheiro. Todo o mundo espera as revelações da Scotland Yard, o mais depressa possível...
A famosa e experimentada correspondente do Libé na capital russa desvenda mais algumas sequências do assassinato do agente secreto russo, Alexandre Litvinenko, refugiado em Londres. A jornalista ouviu um parecer de um físico eminente, Peter Zimmerman, do King´s College , que frisou ter sido " uma opção genial e perversa " o uso do Polónio 210 para o primeiro assassinato radioactivo do Mundo.
Lorraine Millot garante, segundo a explicação avançada pelo físico atómico inglês, que uma vez absorvido pelo organismo o Po-210, na base de um micrograma, provoca radiações devastadoras." Chegado ao aparelho intestinal de Litvinenko, o polónio matou rapidamente as células das paredes dos intestinos, que se soltaram, provocando náuseas, diversas hemorragias internas e dores enormes. Foi como se esses órgãos internos tivessem sofrido golpes de sol, e pelado ".
A veterana jornalista francesa revela ainda que o polónio está à venda livre nos EUA, mas com teor mais baixo. E indica, sem medo, que tudo o que se sabe do inquérito promovido pela S.Yard e as autoridades russas, cada uma de per-si, " parece apontar para a inculpação dos serviços secretos russos, rebaptizados FSB, que consideravam Litvinenko um traidor, merecendo os piores flagelos. Neste caso, a escolha de um veneno tão espectacular obedeceria ao propósito de celebrar a potência restaurada dos serviços s. russos, lançar o medo e ainda intimidar todos os outros renegados ".
A Justiça russa anunciou, na última semana de 2006, que um antigo homem da confiança de Khodorovsky, das ex-refinarias Youkos, Leonid Nevzline, poderia estar implicado no assassinato de Londres. E requereu também a possibilidade de ouvir Boris Berezovski, o multimilionário e ex-amigo de Putin, e de Akhmed Zakaiev, líder dos independentistas tchetchenos.
FAR
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