Então quero ser esse, no seu alvoroço laranja.
A pedra não tem desamparo?
Então desejo tanto no fundo, ficar ela.
A nuvem não tem dentes?
Então acolho essa nebulosa gotejante confundida em pássaro.
O medo volta sempre?
Então seriamente só estou morta, se não mais temer.
O mar convida à dança?
Então nesse azulento véu , tenho par com ele.
O homem é uma infância?
Então feliz guarido nele, nos carinhos do espanto.
O amor é ralharento com os limites?
Então, da imensidão acordada, desluto nele.
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