sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

As terras são minhas

As terras são minhas, ó camarada
eu sou mais ou menos o dono delas
talvez devesses tirar da ideia essas parvoices
no fundo não passas de um tolo
e, deixa-me dizer-te, as tolices não se pagam
tá bem que não faz mal andares por aí
a pregar essa musiquinha aos peixinhos,
ninguém te liga. Não faz mal, só aborreces
um pouco às vezes, mas no fundo
já estamos todos habituados às tuas merdas

Já agora: uma vez que tocámos no assunto
olha que por ora, estamos quietinhos
mas tempos houve em que tu e os outros
filhos da puta teus iguais
fizeram muita merda, e isso não se perdoa
andaram por aí a dizer que as terras não eram
minhas, seus cabrões, mas de quem haviam
de ser? Vossas é que não são, que nunca
fizeram nada por isso, foi o meu bisavô
que aqui plantou o primeiro pé de laranjeira

Tem em atenção que essas coisas não se esquecem
se te toleramos é porque não fazes mal
a ninguém. Mas nós não nos iludimos;
sabemos muito bem que um dia destes
outros iguais a ti vão começar com as parvoices
do costume,e como sempre vão-se multiplicar
e serão centenas ou milhares, mas atenção:
já estamos muito bem preparados, ó cabrão
nessa altura não teremos o mais pequeno problema
em vos atirar para cima todas as bombas que pudermos

1 comentário:

André Carapinha disse...

Estive desde dia 23 de Dezembro, imagine-se!, sem PC, agora regresso ao vosso/nosso saudável convívio.