quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Mar

São as húmidas e incertas paragens.

O novelo da espuma e o clamor, sempre aquele clamor...

O medo vem da incerteza da vaga, da confusão do olhar.

Imensidão líquida, baloiço da intranquilidade.

Lá em baixo a incerteza do olhar; o peito, aflito, à procura da saída.

Uma quilha a perfurar as manhosas esquinas das ondas.

Vê-lo de longe, ao longe, na firmeza da terra. Sabê-lo ali, ao alcance dos sentidos.
O mar.

3 comentários:

MiE disse...

Gostei!!!

Belíssimo poema.

Fica bem

Anónimo disse...

"Ao alcance dos sentidos", o poema também. Gracias.

O clamor do mar não descasa os sentidos de uma alheia e intrínseca quente mão, se amado em escuta, mesmo que em prórpia morte, ainda quando tempestuoso a incitar fragilidades, quanto mais se na vida souber a sedosa pele de mundo.

Bj
Gabriela

MiE disse...

Tive a ousadia de levar esta poesia para o meu Roads, e é claro que o identifiquei.

Quando o li, tinha acabado de fazer um "desenho" e hoje....levei-o emprestado.

Espero que não se aborreça.

Obrigada

Fique bem