Se ainda houvesse dúvidas sobre o que valem certos destes "liberais", o André Azevedo Alves e o Claudio Tellez encarregam-se de as desfazer. Publicam no Insurgente não um, não dois, não três, não quatro, não cinco, mas seis posts de descarada defesa de Pinochet e do seu legado, onde não se coíbem de chamar "rotitos" aos manifestantes de Esquerda em Santiago. O mais curioso é que me dá a impressão que a diferença entre estes "liberais" e estes "liberais" é que têm a coragem de dizer alto o que os outros apenas sussurram. Assim cai a máscara da pseudo-modernidade: os ditos não passam de uns snobes e arrogantes meninos, herdeiros da velha Direita pura e dura convertidos por conveniência às maravilhas do capitalismo hard. Que lhes faça bom proveito. Mas a nós, que somos de Esquerda, talvez nos fizesse bem pensar sobre se serão verdadeiros democratas, e o que seriam capazes de fazer se nos vissemos numa situação semelhante à de Santiago do Chile em 1973.
Corrigido- ver explicação nos comentários
7 comentários:
Mas que democratas?!!!! Pessoas como o Alves do insurgente não deixam dúvidas sobre as suas tendências nazis nem aos mais cândidos!
ao menos podias ler os posts...
Li-os todos, salvador. Queres que eu tos descreva?
O primeiro descreve-nos os milhares que desfilam em pranto pelas ruas a chorar o general. Chama-se "Há quem tenha memória histórica".
O segundo, com o mesmo nome parte 2, noticia a "grande tristeza" da sra. Tatcher com a notícia.
O terceiro, que eu comento no post abaixo, fala-nos de como Allende destruiu o Chile, e de como Pinochet o salvou, após chamamento inadiável do congresso e para salvar o país do caos (mea culpa- este post não é do André mas do Claudio Tellez)
O quarto sustenta que o que se escreve sobre Pinochet nos jornais não passa de "propaganda fácil" de esquerdistas.
O quinto, que, mea culpa mais uma vez (vou corrigir isto no post) também é do Cláudio, chama-se "leituras recomendadas" e remete para dois textos: o primeiro diz que o verdadeiro assassino era Allende; e o segundo que Pinochet só é criticado, não pelas mortes, mas por ter sido liberal na economia.
Já para não falar de um anterior do Claudio Tellez, singelamente intitulado "Adeus General Pinochet", que é um verdadeiro elogio fúnebre (vou também colocá-lo no post). Este merece ser transcrito:
«No que diz respeito à sociedade chilena, o descontentamento fez-se presente durante todo o governo de Salvador Allende. Criminosos que participavam de atividades extremistas e que praticavam atos de terrorismo eram indultados pelo Executivo, o que provocou uma situação de profunda insegurança. Jornais e rádios que se opunham ao governo foram ilegalmente fechados. Jornalistas opositores a Allende foram ilegalmente presos. Grupos armados de extremistas de esquerda tinham ampla liberdade de ação, porém o direito de reunião dos cidadãos que não estavam ligados ao regime da Unidade Popular foi reprimido. Inúmeras pessoas foram aprisionadas por razões de índole política e houve flagelações, torturas e execuções sumárias de pessoas que se opunham à via chilena ao socialismo.
(…)
Os militantes e simpatizantes da Unidade Popular eram apelidados de “upelientos”. O núcleo da mentalidade upelienta é o ressentimento social, que pode ser constatado na virulência com que os detratores de Pinochet agora comemoram o seu falecimento. Atitudes dessa espécie apenas servem para evidenciar que os upelientos sempre foram e continuam sendo o rebotalho moral da sociedade chilena. Porém, independente do quanto gritem, pulem e se fantasiem, não poderão negar que o que mais lhes dói é saber que Pinochet morreu em paz, cercado de seus familiares, ao lado da esposa que amou por toda a vida e consciente de ter cumprido com o seu dever como militar e como chileno. A atitude do governo da Sra. Bachelet, que recusa as honras de ex-chefe de Estado ao General Pinochet, é apenas mais uma demonstração da deterioração moral e da pobreza de espírito e de caráter dos que hoje encabeçam o governo do Chile.»
Tu, Salvador, leste-os? E uma vez que te consideras liberal, não achas que isto são más companhias?
Conheci como muito próximos chilenos emigrados. Essa ideia que foi uma Guerra contra os Esquerdas está muito mal contada.
Aliás, o P.C. chileno, dentro da boa tradição, ocupou o lugar dos Socialistas como Liderança e Vitima.
Enquanto a URSS fazia negócios com o Pinochet!!
Foram todos contra o Governo de Allende, o PC , os maoistas, os direitistas radicais, os sindicatos tipo BE, e a CIA do BUSH paizinho e patricio.
Ordenou a matança de camaradas militares patriotas.
Só para ter um tacho da CIA.
O Grande Kissinger também, se lerem a história da época: subcontratou massacres humanos em série, recebeu o Nobel da Paz , e o Pinochet, que só desgraçou aí um milhão é que é o cabrão, apesar de ser um simples assalariado bem pago.
Foram muitos os de Esquerda que foram assassinados e Exilados, mas também houveram muitos de Direita - não podiam ser?- que se exilaram, e conheci as suas amarguras.
Pinochet foi um traidor á sua Pátria, um asssassino em série, e ladrão do Chilenos.
Se Pinochet governou o Chile com mão de ferro, o braço era de Henry Kissinger. Que é apenas o maior criminoso do século XX. Por sorte, os historiadores do futuro terão à sua disposição gravações audio e vídeo para poderem traçar os perfis psicológios das personagens destes tempos mais recentes.
Gostava de viver até aos 200 anos, para saber as verdades. Esse kissinger, é de longe, como bem diz o Táxi Pluvioso, o maior assassino do séc XX.
kissinger não pega dente de leite perto de lênin-trotsky-stálin-mao-fidel-e-o-resto do lixo marxista-bandista.
nem hitler chega perto dos assassinos citados aí em cima.
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