O jornalista investigador, prémio Pulitzer, S.Hersch, obriga o antigo espião a desvendar as hipóteses que existem dos USA e Israel bombardearem o Irão...GW Bush foi armadilhado pela direita integrista israelita, o lobby judaico americano e a paranóia dos guerrileiros do Pentágono...Com a vitória eleitoral dos Democratas nas Intercalares de Novembro, o que é que se pode alterar, uma vez que o Irão tem os ateliers de pesquisa nuclear desactivados? Vem tudo no Truthout.News Politics.Com. A não perder.
O blogue Truthout. com. torna o mundo menos perigoso. Porque o torna mais inteligível e nos dá força para o transformar. Um diálogo fabuloso entre dois peritos mundiais da Contra-Informação. Um antigo agente muito especial da Cia e o temível e incorrupto jornalista da The New Yorker, Seymour Hersch. Falam da constituição de uma célula americano-israelita para tentar identificar e localizar os sítios de fabrico nuclear no Irão. Israel há muito que tem espiões a operar no Irão, a que se juntaram diversos comandos especiais disseminados e disfarçados de aldeões nativos...
Os USA infiltraram um grupo paramilitar iraniano, o MEK, que se diz de oposição ao regime dos mollahs, e se apregoa como terrorista, apesar de fazer o frete aos americanos. Mas a história conduzida por mão hábil e ágil de S. Hersch é fabulosa: põe o antigo alto espião a declarar que o Mossad controla tudo na A.I.E.A.O , em Viena de Áustria, e que a direita israelita com o lobby judeu americano levam a melhor sobre a paranóia de G.W. Bush e os seus antigos muchachos predilectos no Pentágono. E mais: é falso que o Irão tenha planos militares de índole nuclear avançados.
Scott Ritter desvenda que a Cia tem um bureau- Serviço de Notícias e Informações Internacionais - que traduz tudo o que surge na Imprensa mundial e nos fornece literalmente uma perspectiva ampla do que se passa." Por isso, se se lê a Imprensa do Azerbaijão, depara-se com o facto de que o Mossad (secreta de Israel) realiza imensos esforços para criar lá uma antena. E porquê? Porque a secreta israelita misturou-se com o povo azerb., uma vez que o governo de Telavive reenviou para lá antigos judeus emigrantes que servem agora a Mossad. Isso vem tudo na Imprensa azerb. Há lá boas pistas que é preciso ler. É preciso ler também a Imprensa turca, porque nos revela detalhe do que se passa no Azerbaijão e no Irão. Isso fornece-nos os pontos principais", frisa.
" Como já não estou no activo, revela Ritter, reenvio esses tópicos para antigos colegas da Cia. E depois bebemos um copo e trocamos informações. Ficamos a saber sempre mais qualquer coisa. E eu próprio descobri que os comandos dos Guardas Revolucionários iranianos estavam muito a par do que se passava, bem como a Mossad israelita tinha também muitos dados sobre o Irão e o Azerbaijão, e o que a Cia tencionava fazer ali. Não adianto muitos comentários no meu livro - " Objectivo Irão: a verdade explicada sobre os planos da Casa Branca para mudar o regime persa "- para não pôr em cheque muitas pessoas no terreno. " Não porei ninguém a descoberto ", frisa.
E Ritter avança: " Um dos maiores problemas relaciona-se - e aí vai a granada - com Israel. Assim que se menciona a palavra " Israel ", a nação Israel, muita gente da Imprensa americana fica com medo. Não podemos criticar Israel e, sobretudo, que a defesa dos interesses israelitas ditem a política americana. E também não se pode dizer que o estamos a levar a cabo no Médio Oriente não reverte a favor da segurança dos USA, mas, sim, a de Israel". E revela, com ironia, os sucessos mediáticos do lobby pró-Israel dos média americanos, que misturam com sagacidade os interesses dos dois países...
Seymour obriga o antigo agente da Cia, que trabalhou quatro anos com a Mossad em Israel, a desvendar o ponto de Tolerância zero do Estado hebraico: "Israel não tolera o plano de tecnologia atómica e de armamento nuclear do Irão!". O sumo da questão é, no entanto, o seguinte: parece que o Irão tem as fabriquetas de tratamento de material nuclear escondidas no subsolo, à maneira norte-coreana. Não há provas que laborem, mas existe um regime político que as pode pôr a funcionar do ponto de vista militar. Por isso, Israel anda a tentar convencer os USA de que só uma acção armada poderá pôr cobro ao regime que, eventualmente, pudesse usar militarmente armas atómicas, a serem feitas...Esta a grande incógnita do Médio Oriente para 2007: Israel e os EUA poderão tolerar por mais tempo os volte-faces ensurdecedores do PR iraniano, Ahmidnejda, quanto ao bluff nuclear?
FAR
6 comentários:
Espero que comece a guerra. Um mundo sem guerra é como um jardim sem flores, uma cabeça sem cornos, um bolo sem cereja, uma cerveja no inferno sem espuma...
Para se perceber Israel basta, tal como na filosofia cartesiana e contemporâneos, encontrar o lugar que deus ocupa nas suas mentes e práticas sociais. Compreender o clima intelectual europeu que conduziu à ideologia nacional-socialista ajuda. O que Marx escreveu sobre este peculiar povo quando tinha 18 anos ainda é actual.
Até uma criança percebe que a imprensa internacional (que eu não leio) encetou uma campanha negativa contra Ahmanidejad (não deve ser assim que se escreve mas agora não posso ir à procura da grafia correcta, receio perder tudo o que escrevi). Que aquilo que os jornais dizem que ele disse soa a propaganda favorável aos desígnios de Israel.
Mesmo quando ele fala na "destruição do Estado judaico" não é bem isso que ele está a dizer, e o sentido não se perdeu na tradução, ela é feita assim de propósito.
As coisas acontecem de modo fulgurante. E isto anda tudo ligado. Ainda ontem o NY Times falava de um recrudescer da indústria de armamento russo, com destaque logo na página 5.
No artigo do Hersch/Ritter, conduzido por ele, o essencial é: Israel nao tolera o mínimo barulho nos subterrâneos industriais do Irão. O Mossada infiltra tudo e suplanta mesmo a potencialidade esmagadora da CIA ou das secretas francesas e inglesas, para nao falarmos da alemã...O texto vertido de uma entrevista radiofónica é anterior à vitória dos Democratas nas Intercalares norte-americanas. Claro, o cartesianismo não tem nada a ver com esta forma de abordagem da realidade(s). Tudo isto faz parte daquela onda de subversão infinitesimal que a teoria dos quanta incarna na destruição implacável da política tradicional. Hersch bem pergunta a Ritter, que cooperou durante 48 meses com o alto comando do Mossad, se ele era anti-judeu por jurar a pés juntos que os iranianos não estão a potencializar
as suas unidades industriais de tratamento de urânio... FAR
Um atalho para se compreender Descartes, Spinoza, Leibniz (e outros da mesma gangue) é ir directo à ideia de deus. Ideia principal dos seus sistemas filosóficos e que lhes dá sentido. O mesmo sucede com o povo judeu – que não é bem um povo mas uma tribo. O deus judaico é ciumento, não aceita outros deuses, e, sobretudo, não perdoa. Exige retribuição pelas ofensas. Sacrifício, sangue, o templo de Salomão a funcionar 24 horas por dia. Desta forma os judeus nunca aceitarão os árabes (ou outro povo) como seus iguais e iniciarão discussões sérias para resolver os problemas no Médio Oriente.
Israel sempre aproveitou a forte ascendência que tem sobre as Administrações americanas para sacudir inimigos e manter um papel de supremacia na zona. Na “home of the free” vivem 5 milhões de judeus, muitos (mesmo muitos) em lugares de destaque na economia do país. Quem paga as campanhas dos políticos são praticamente eles. E depois cobram os favores.
Com os democratas nada mudará. Apenas os europeus nutrem simpatias por eles e os consideram melhores que os republicanos. Os europeus são tolos e fazem uma disparatada associação mental: republicano=direita; democrata=esquerda. Não foi triste ver o português mais patético que alguma vez existiu, o Mário Soares, auto-convencido que Kerry iria ganhar Wbush nas últimas eleições? Isto dá uma ideia de como funciona a mente de “esquerda” europeia. Vive nas nuvens e chama “esquerda” a tudo o que lhe parece simpático.
Bill Clinton, que andou naquela correria até ao último dia de mandato para conseguir a paz na Palestina, foi dos que mais armamento mandou para Israel. E o senhor que se segue (ou senhora, se a Hilária vencer o queniano, e depois o candidato republicano) continuará fazendo a boa acção de não abandonar o 51º Estado americano. E não deixar que os árabes à volta se desenvolvam muito por causa das tosses.
Há dias meti no meu blog um texto com o dia exacto da independência do Estado palestiniano, que é nunca!
O plano do Iraq Study Group mostra alguma coisa: existem mesmo republicanos que criticam quase totalmente a herança nula de GW Bush. E quase tudo tem que mudar no Médio Oriente,sobretudo. Por isso, o Olmert recebeu logo o presidente da Autoridade Palestiniana, que recebe ajudas financeiras dos EUA para manter a Guarda Revolucionária, que lhe é fiel e indispensável...
Não nutro especial simpatia por Israel, as suas façanhas idiotas e um militarismo total cada vez mais vesgo. Sei que existem judeus que são contra a existência de um Estado.E que existe uma esquerda muito desenvolvida, a tirar partido
de uma direita judaica totalmente presa dos mecanismos e subtilezas do neo-imperialismo, estilo USA.
Vamos ver o que querem fazer os Democratas, onde existe sangue novo. Porque têm que responder a problemas novos colocados pela Mundialização, o desastre da ocupação do Iraque, a crescente ameaça/ rivalidade civilizacional que pode arrazar o Médio Oriente. E depois alastrarem rastilho incalculável com os problemas petrolíferos adjacentes- e aterradores para a economia dos 36 e tal países mais desenvolvidos- G8, OCDE,CEI-Rússia, China... Por isso, todas as hipóteses de análise e discussão devem evitar a
miragem das falsas soluções de limitado alcance e perspicácia. Vamos construir um puzzle com todos os dados? FAR
Vá lá a "gente" perceber todo este "carnaval"!!!
Anónimo das 2.44 TMG: Vossencia não me diga, credo, que chama Carnaval aquela perspectiva de ver a subida do barril do ouro negro- qualquer coisa de indispensável para qualquer economia...- para patamares da ordem dos 100/120 dólares?!? Por isso, para afastar essa hecatombe inaudita e incalculável, os USA andam a trocar as voltas a árabes, a judeus, a russos, a chineses, e tutti-quanti...É a acepção estratégica e diplomática da expressão nua e crua lusitana, do " jogar com um pau de dois bicos ". E como têm mesmo muito poder- geopolítico, militar e económico- andam a financiar os dois lados beligerantes no conflito israelo-palestiniano; e a tentar uma solução honrosa para sairem do Iraque, devagar devagrinho, na secreta esperança de deixarem uns homens-de-palha no poder para lotearem os campos petrolíferos com boas maneiras.FAR
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