sexta-feira, 12 de março de 2010

Baile dos Bombeiros.1

Estou do lado de fora de Portugal. Que é dizer, na fronteira entre o Rectângulo e o Resto do Mundo, como acertadamente a hodierna politologia lusitana divide o planeta. Mais, o meu olhar sobre a res publica é assumidamente cândido. Avivado pela singular leitura das análises do camarada Táxi Pluvioso.
Para mim, qb para uma advertência prévia. Espreitemos a Cage aux Folles, como também é reconhecido o nosso Rectângulo.

Mais uma vez, o afortunado Portugal dá lições ao Resto de um Mundo que continua cativo da política pós-moderna. Numa demonstração inequívoca do seu alinhamento com a doutrina pós-pós-moderna, a tribo laranja atirou às urtigas a telegenia e o, chamemos-lhe, substancialismo. A orangerie vai escolher de entre três pretendentes aquele que haveria de derrotar o simulacro socrático que os apouca há cinco anos.
É só votar. Naquele que parece o Manelinho, da “Mafalda”de Quino, ou naquele que parece um lemur constipado ou, pior, naquele que parece um intelectual chippendale. Sem chip.
O baile promete. E a primeira dança está prometida: Marceau botará MãoNela.

Fabuloso rectângulo este, onde ainda poderá assistir a performances e frequentar fenómenos dignos respectivamente de um Houdini e do marreco de Mafra. Uma sugestão: Promoção da cartilha neoliberal, do endividamento cantante e do desnorte das contas públicas por...Jerry Pires Coxe. Acompanhado pelo coro conjunto das agências de notação, da banca islandesa e da internacional das remessas informais.
Fabuloso rectângulo de regresso às bases. Back to Basics. Alfaias agrícolas de madeira, sombra e água fresca.

JSP

2 comentários:

Anónimo disse...

Divino!

Táxi Pluvioso disse...

Ali, no PSD, há Sebastião. Esperemos pela Alcácer Quibir.