quinta-feira, 17 de abril de 2008

Terra

Somewildwish/30
O homem do cacilheiro não sabe que responder, se pela primeira vez lhe perguntam pela quantidade de energia e pelo real labor dos motores, que fazem com que aquela existência, longe de ser apenas deteriorável um dia, se sustenha para que tanto rume entre as margens.
Assemelha-se-lhe a questão, ao saber qual o volume de coração que deve soprar no desfiladeiro do amor, supondo que em derrocada deverá permanecer ágil.

5 comentários:

FernandoRebelo disse...

Mando-te apenas um execerto do poema de Gedeão, «Adeus, Lisboa»
"Vou-me até à Outra Banda
no barquinho da carreira
faz que anda mas não anda;
parece de brincadeira.
Pranta-se o homem no leme.
Tudo ginga, range e treme.
Bufa o vapor na caldeira.
Um menino solta um grito;
assustou-se com o apito
do barquinho da carreira.

Todo ancho, tremelica
como um boneco de corda.
Não sei se vai ou se fica.
Só se vê que tremelica
e oscila de borda a borda.

(...)"
Bonito, não achas?
E dá respostas...

Anónimo disse...

o texto da gabriela ludovice vale três poemas do fernando rebelo.

Gabriela Ludovice disse...

Obrigada pelo poema de Gedeão, reavivo uma viagem que fiz de cacilheiro.
Fernando, eu Gosto muito dos teus poemas..

Armando Rocheteau disse...

Gosto muito dos textos da Gabriela e também gosto muito dos pemas do Fernando.

Armando Rocheteau disse...

poemas