quinta-feira, 3 de abril de 2008

SF: A era da turbulência gera a moral do imprevisto

Sem tirar nem pôr. Criar vagas psicadélicas e fazer fé no mercado auto-regulado. Bancarrota à vista? Hipotecar títulos do tesouro no estrangeiro e enfraquecer o dólar. Tudo no segredo? Sem dar nas vistas? Como nos livros/filmes de Ficção Científica, é evidente! Vamos ver a loucura - a palavra mágica - que incendiou as primeiras páginas dos grandes diários económicos mundiais, via Fórum dos Economistas do Financial Times. E é só um " cheirinho"…

No auge da crise do mercado financeiro anglo-saxão, Alan Greenspan escreveu um artigo surrealista no FT, onde dizia preto no branco que jamais se conseguem evitar os riscos na economia de mercado; e que ele, o mercado, se constrói e avança por si. Alice Rivlin, economista próxima dos Clinton, ataca: o pecado não reside nos modelos imperfeitos - de controlo de gestão dos empréstimos- mas, isso sim, sublinha, não sendo necessários modelos extremistas, urge perceber o que acontece quando" o preço das casas cai e o seguro dos empréstimos desaparece" na volatilidade complexa da economia, dando surgimento ao ciclo recessivo e à destruição do mercado de trabalho e da competitividade industrial.

"O colapso nos mercados de crédito não constitui nenhuma surpresa para os estudantes de gestão e de crédito bancário. Ele deriva da errância dos incentivos e de um paupérrimo estilo gestionário", assevera por seu lado Mary Schranz, economista do Citigroup, que ante visiona para o consumidor norte-americano tempos difíceis: "A inflação vai ser bastante alta, o valor da moeda tenderá a ser fraco e o fundo dos problemas financeiros acabará por permanecer inalterável ",ante visiona sem pestanejar. E no resto do Mundo?

Martin Wolf, o economista-editor-em-chefe do FT, entra na discussão. "Existe uma grande quebra na regulação". E " os riscos geram má gestão " em cadeia dos agentes e entidades da concessão do crédito, incluindo as agências, os bancos e sociedades de investimento "E esta farpa directa a Greenspan: "Não poderemos ignorar por mais tempo as acções de cruzeiro (Hedge Funds). Temos que observar cautelosamente todos os incentivos em acção no interior do sistema financeiro- um assunto que Mr Greenspan evita. Isso não é só ignorância. Constitui, isso sim, uma obstinada e tendenciosa ignorância". A era da turbulência gera a moral do imprevisto, com efeito.

FAR

1 comentário:

Anónimo disse...

Até parece um grande frete aos clintonianos, mas não é! O que é então? É uma entrada fracassante no Mundo Louco da Economia Mundial, onde até os pequeninos/médios países nada contam para as centrais invisíveis da Banca. E era preciso derivar...do pesadelo orgiástico e cruel( a edição mundial de papel de ontem do NY Times trazia uma foto do casal Mugabe, ela com uns 4o aninhos vestida pela Dior...)do Zimbabué e fazer partilhar os nossos leitores da Alta Esquizofrenia do Cifrão. Como diz o nosso benfeitor JP Pereira, a malta anda a ficar muito radical...e o Menezes tem que sair da direcção do PSD, nem que seja à bomba... Isto anda tudo ligado,com efeito.Bom vento FAR