terça-feira, 8 de abril de 2008

Alexander Solzhenitsyn: À beira dos 90 anos luta para escrever!

É uma das grandes imagens-força do autor do Arquipélago do Goulag, a saga que completou a crítica do sistema soviético no princípio dos anos 80: a obsessão descomunal contra o marxismo-leninismo e, paralelamente, a paixão pela escrita.. Numa entrevista ao The Observer, a edição semanal do The Guardian, a mulher e o biógrafo do taumaturgo russo desvendam alguns lances da vida actual do Nobel. E anunciam que, até ao final do ano, Dezembro será o mês do 90° aniversário do escritor, estarão à venda 12 dos 30 volumes dassuas Obras Completas, sem ainda as Cartas e as Notas inerentes…

Solzhenitsyn vive numa cadeira de rodas durante o dia. Raramente sai da datcha, sita na zona Oeste de Moscovo. A mulher Natália diz que ele não sai à rua há cinco anos. Não votaram nas Presidenciais de Março, portanto. Tem relações normais com Putin e os seus colaboradores. Admira a força do PR russo por não deixar alienar o prestígio da Rússia, agora que a NATO quer alargar o circulo dos seus membros até às fronteiras da nação.

O povo russo recomeçou a ler A.Solzhenitsyn, diz o seu biógrafo DM.Thomas. Apesar de algumas polémicas azedas e inconsequentes sobre o misticismo e o irracionalismo integrista, o Nobel é fervoroso adepto da Igreja ortodoxa russa. Esconjura tanto o secularismo do Ocidente como o comunismo. O autor de "A Roda Vermelha", mesmo com grandes dificuldades e saúde abalada, procura sem fraquejar, "tudo o que se relacione com a tragédia da repressão na antiga URSS, o arquipélago do Goulag e outros campos de internamento e a perdição dos deserdados, trabalhadores do campo errantes que, após o final da II Guerra Mundial, Estaline transformou em escravos, sem dó nem piedade", frisou a sua mulher Natália ao jornalista Luke Harding, em Moscovo.

FAR

4 comentários:

xatoo disse...

esse idiota útil que tem um biógrafo anglófono que o publicita na CNN deve -se sentir feliz no seu estado actual de liofilizado pelo zeitgeist; foi usado e deitado fora, como merecem todos os pulhas - a História nunca falha.

Táxi Pluvioso disse...

A morte, e sobretudo os anos perto dela, é momento de pagar o que se fez no mundo. O cristianismo relegou para o after death a retribuição, mas é antes de sair do mundo que se paga.

Não li o Júdice e admira-me que ele escreva algo que valha cansar os olhos.

Anónimo disse...

Mr Xatto: As coisas não são, felizmente, como as pinta. O Nobel escreve e tenta pôr em sentido o homem mais rico da Europa, Wladimir Poutin! Acha pouco?!!FAR

Anónimo disse...

Mr (Mrs) Xato...infelizmente a história não falha tão pouco como pretende...Há muitas pulhas que viveram e escaparam , que vivem e escapam impunes e felizes da vida...pulha e idiota como quem? como aqueles que denunciam o que se passa no Tibete ? Como os skinheads que negam o holocausto ? pulha e idiota ? Quem ?