sábado, 19 de abril de 2008

Maio 68: "O vulcão não está extinto"

Sucedem-se os números e edições especiais de livros, revistas e jornais sobre os 40 anos de Maio 68. Intensa polémica circula e todos os "chiens de garde" do sistema tentam minimizar ou deturpar o valor inovador do grande acontecimento. Só comparável à Revolução Francesa e à Comuna de Paris, quase dois séculos depois. Existe uma efectiva novidade e radicalismo no Maio 68 gaulês: a revolta saltou dos anfiteatros de Nanterre e da Sorbonne para as fábricas, provocando a maior Greve Geral do séc. XX. Os exemplos norte-americano e alemão parecem "casos menores " de sociologia estudantil comparados com a "explosão" social, cultural e política causada pelo Maio francês. Só os aprendizes de feiticeiro ou os lacaios do sistema despótico podem tentar lançar cortinas de fumo inconfessáveis sobre tão radical diferença e singularidade. Isso mesmo se pode ler neste diálogo entre dois historiadores da nova vaga, hoje dada à estampa no Libération, clicar aqui.


Se Pierre Encrevé destaca o "momento inacreditável de Maio 68, um grande mês de suspense, onde tudo parece mudado, suspenso", Fréderik Keck avança com a tese sobre as mutações teóricas e políticas criadas pelo fim da Guerra da Argélia em 1962. "Maio 68 é origináriamente uma reacção de revolta contra o autoritarismo politico longamente suportado. Os estudantes que militaram contra a Guerra da Argélia não esqueceram os argelinos deitados ao rio Sena, em 1961, nem os mortos perpetrados na estação de metro Charonne, em 1962” .

O artigo fala dos bloqueios sádicos da sociedade francesa, que Maio 68 estilhaçou. E destaca o papel inovador da teoria . No final da época de ouro do Existencialismo, começam a surgir os pensadores ensinados por Canguilhem, Koyré e Bachelard. O trabalho de sapa erguido a golpes de audácia por Foucault, Lacan e Althusser ou Claude Lévi-Strauss, começa a dar frutos para a "descontrução das legitimidades dominantes". Maio 68 é um grande momento de optimismo cultural e politico, frisa Encrevé.

« La peur est un terrible frein à la pensée…

P.E. : C’est un universel largement imposé, médiatiquement transmis en permanence. Il y a une construction systématique de la peur à l’appui d’un ordre social et politique international sans fondement éthique.

F.K. :Ce qui fait que l’héritage de Mai 68 est difficile à recevoir aujourd’hui, c’est la différence entre l’insouciance des étudiants de 1968 par rapport aux problèmes de la vie matérielle et la précarité des étudiants quarante ans après. Aujourd’hui, les étudiants se demandent surtout s’ils vont avoir assez d’argent à la fin du mois ou un emploi après leurs études. Dès lors, contester la société en général et s’enthousiasmer pour des discours politiques unifiants est plus difficile.

P.E. :Il y avait probablement plus de pauvres en 1968 qu’aujourd’hui. Les salaires des employés et ouvriers étaient extrêmement bas et les bourses étudiantes aussi maigres que rares. Pourtant, Mai 68 est un grand moment d’optimisme culturel et politique. Il y a une jubilation, en dépit de moments très violents. On expérimente la fraternité dans la liberté, avec l’espoir d’avancer vers l’égalité…
Vous me rappelez une réflexion de Mark Twain : «Ils l’ont fait parce qu’ils ne savaient pas que c’était impossible»…

P.E. :Et Max Weber : «Si on ne s’était pas toujours et encore attaqué à l’impossible, on n’aurait jamais atteint le possible». Une des réalités frappantes de 68, c’est le surgissement, pour un temps bref, du rêve d’un désordre juste… En 2008, dans la société française, il est interdit de ne pas interdire, dans tous les domaines. La politique judiciaire est de plus en plus répressive. Si Foucault voyait les prisons d’aujourd’hui, il n’en reviendrait pas. Sans compter l’incompréhensible violence faite aux travailleurs sans papiers, dont l’apport à l’économie est pourtant indispensable. Aujourd’hui, le monde entier expose un désordre profondément injuste, qui joue sur la peur pour se perpétuer. Je veux penser que cet universel peut se déconstruire. Que l’exigence de justice et le désir de liberté peuvent toujours ressurgir par surprise, que le volcan n’est pas éteint.
F.K. : L’université n’est plus le lieu auquel on peut s’attaquer pour faire surgir un désordre juste. C’est même un des seuls lieux où reste un semblant d’ordre dans une société régie par le désordre injuste. L’école et l’université reprennent la fonction remplie autrefois par l’Eglise, consistant à protéger des menaces du monde extérieur. Cela ne joue sans doute pas en faveur du savoir et de la transmission.
La révolution technologique actuelle a-t-elle pu contribuer à cette peur ? En quoi transforme-t-elle la transmission des savoirs ?

F.K. : Il faut se méfier de cette révolution technologique, car elle risque de détruire l’université au profit d’un savoir entièrement virtuel. J’en prends pour indice le fait qu’en préparation à l’éventualité d’une pandémie de grippe aviaire, tous les cours ont été enregistrés pour que les étudiants puissent les suivre chez eux. C’est très bien de garantir la continuité de l’enseignement, mais il me semble que cette université virtuelle réalise un des rêves de Mai 68 : un enseignement sans maître. C’est un rêve dangereux. Mai 68 montre que la relation maître-élève est nécessaire, même si elle est potentiellement oppressive, justement parce que, en tant que relation personnelle, elle ouvre la voie à la contestation. Il est plus facile de contester l’autorité d’un maître que celle d’un ordinateur.

P.E. :Quand j’étais étudiant, seul le professeur avait accès aux textes qui permettaient de fonder une parole magistrale. Il était difficile d’entrer dans la bibliothèque de la Sorbonne et interdit aux simples étudiants d’aller dans les rayons. A Paris, jusqu’à Vincennes, il n’y avait pas de bibliothèque universitaire en accès libre. Mais cette question est radicalement transformée par Internet, qui intervient désormais massivement dans la distribution des ressources qui fondent le savoir. S’instaure une vraie démocratisation de l’accès aux sources, mais sans la transmission personnelle typique du système d’enseignement, inséparable de l’autonomisation du sujet.

F.K.: L’autonomie, qui est un des buts de 68, n’est pas donnée, elle suppose des conditions sociales qui doivent être construites et soutenues.
P.E.: Mai 68, dans sa vivacité non repérable, résonne toujours comme un appel à ne pas renoncer à devenir sujet de son histoire, individuellement et collectivement. Mais le mode d’emploi est sans cesse à réinventer.»
Libération

FAR

15 comentários:

Anónimo disse...

09 November 2007
DE QUE LADO SOPRA O VENTO?
(retomando a partir daqu
http://lishbuna.blogspot.compe-do-mundo-mo-morta-h-j-muito.html



Na televisão do "lobby" do hotel de Lisboa em que — de viagem entre a capital, Braga e Paris, onde há ano e meio reside — estacionou para falar sobre o novo álbum dos Mão Morta, Adolfo Macedo (aliás, Adolfo Luxúria Canibal) não pode deixar de reparar nas imagens obsessivas de um pobre país "moderno" a exibir a sua fundamental ruina, em directo de Castelo de Paiva, com um autocarro semi-submerso como metáfora tragicamente apropriada para as canções de um disco intitulado Primavera de Destroços. Não admira, por isso, que disco e conversa incidam essencialmente sobre o mal estar endémico do mundo contemporâneo e sobre essa difusa barbárie que volta a incubar novas gerações de "revolucionários" e obriga a reflectir sobre o lado de que o vento sopra.

Agora que, há ano e meio, vives fora de Portugal, isso proporciona-te uma outra perspectiva para os textos que escreves sobre (como dizia um amigo meu a propósito da história do autocarro de Castelo de Paiva) "este país de onde até os mortos emigram"?
Tenho uma imagem de Portugal que não tinha e, estando em Paris, começo a ter. Um filósofo português que vivia nos Estados Unidos e de que não recordo o nome falava de Portugal como tendo o trauma de ser pequeno e a arrogância de ser grande. Mas, de cada vez que venho a Portugal (e venho muitas vezes), tenho a sensação de que Portugal está todo virado para dentro, só fala de si mesmo, é completamente paroquial, raramente há uma perspectiva maior. O tratamento dos assuntos, como o da segurança (lá, como cá, lançado pela direita), é completamente diferente: foi pela imprensa francesa que pude saber, por exemplo, que, na Europa comunitária, Portugal e a França são os países que têm maior número de polícias por habitante, com Portugal à frente! Lá fora sente-se muito essa ideia de paróquia e compreende-se por que motivo os emigrantes estão tão distanciados de Portugal e Portugal está longe deles. Instituições como o Instituto Camões ou as embaixadas que deveriam fazer alguma coisa, não fazem nada. É chocante como Portugal vive de fachadas, de palacetes, de grandes banquetes e ambientes de fausto e depois não tem dinheiro para fazer rigorosamente nada de concreto, prático e real de apoio à cultura portuguesa.



E, por causa dessa distância, existe neste disco dos Mão Morta alguma ruptura em relação ao que vinha de trás?
Não. Este disco foi feito num espaço de três anos. O Latrina era um bocado claustrofóbico, parecia que não havia fuga. E surgiu a ideia de utilizar a "Primavera de Destroços" que era um bocado da pré-história dos Mão Morta (dos Au Au Feio Mau) como saída, com um arranjo de cordas do Zé Mário Branco. Essa oportunidade perdeu-se. Depois, há quatro textos tirados de um espectáculo de "spoken word", há experiências musicais e samplagens do Miguel Pedro que ele foi guardando. Houve um momento em que decidimos que seria um disco de canções soltas, não conceptual, virado para o subjectivismo e para uma recepção epidérmica à realidade. Há um trabalho disperso. Existe uma continuidade de escrita mas todas as composições derivam do piano ou de samplagens.

Este disco foi um pouco uma finta à ideia mais recente dos Mão Morta como autores de albuns conceptuais com o Müller e o Latrina. Nos anos 70, os álbuns conceptuais eram obrigatórios, nos anos 80 foram o anátema, e, depois disso, quem quis fazê-los, fez, e seria melhor que fossem bons. Os vossos eram muito bons. Porquê desistir agora?
Não há mal nenhum em fazer álbuns conceptuais e a melhor prova é que os fizémos e já desde o OD que era mais temático do que conceptual. O pior é o rótulo, o cliché. Havia que tentar outras formas. Se o álbum conceptual não é mau em si, porque não um álbum de canções?

No entanto, tanto no Müller como no Latrina, o conceito que lhes estava por trás funcionava como uma espécie de lupa que focava muito mais precisamente toda aquela vossa violência, ira e agressividade, definindo um inimigo nítido em relação ao qual as vossas balas se dirigiam. Neste disco, parece que os contornos da imagem desse "inimigo" voltaram a ficar um bocado difusos...
Não estou de acordo. Nos primeiros álbuns (e aí concordo) não havia uma definição clara do inimigo porque, se o fizéssemos nos anos 80, nessa época de pujança e de vanglória do capitalismo, seríamos catalogados e postos à margem. Qualquer pau na engrenagem seria um pau que se partia a menos que fosse um pau subtil. A partir de certo momento sentimos que as circunstâncias tinham mudado — quando começámos a trabalhar no Latrina ainda antes do Müller —, com o aparecimento de vários movimentos de contestação da globalização liberal e do mercado sem freio em todo o mundo. Não nos enganámos acerca do lado de onde soprava o vento e, finalmente, o vento soprava a nosso favor. Pudemos assumir e definir mais claramente o inimigo no Latrina do que no Müller. Agora podemos voltar à recepção epidérmica a esta realidade, tornar a mostrá-la na sua crueza mas de uma forma mais subjectiva em vez de ser do ponto de vista de quem, acima dela, teoriza.



Mesmo com o "alibi" Situacionista de permeio, o que te impede de passar a uma qualquer forma de militância política activa?
Não me interessa nada. Já fui convidado e disse não peremptoriamente e sem pestanejar. Não direi que a desprezo mas a actividade política militante não me dá gozo nenhum. É uma questão mais de sensiblidade, de irritação, de não estar bem comigo próprio se não disser certas coisas do que um querer criar um movimento político de contestação, selvagem ou não. Esse movimento cria-se por si próprio, está a crescer. Eu sinto-o, em França, sinto-o mais do que cá. Eu digo isto com agrado: volta a haver putos de dezasseis anos marxistas-leninistas! Não acho piada nenhuma ao Lenine mas acho muita graça a isso. E não estão numa de 68, vivem no mundo actual, aplicam a teoria leninista à Constituição do Estado e aplicam sobretudo a análise marxista à interpretação do quotidiano e do momento presente. Não ficam fechados nos clichés dos pais ou dos avós. As pessoas têm a mania que os franceses são todos contestários mas a câmara de Paris era há 110 anos de direita e deixou de o ser.

Mas, pegando por aí, quando o Marx dizia que chega de explicar o mundo o que é preciso é transformá-lo, nos Mão Morta há uma exaustiva "explicação" e imprecação contra a imundice do mundo e da espécie humana que fica sempre aquém da "acção revolucionária"...
A "explicação do mundo" só fizémos no Latrina. O que apresentamos é um espelho do estado de barbárie do mundo. Nem sequer moralizamos. Se eu acho piada a haver putos de dezasseis anos marxistas-leninistas é porque, de repente, as coisas não são tão claras e límpidas como nos quiseram fazer crer há meia dúzia de anos. Não há uma vitória definitiva de uma ideologia única liberal e do capitalismo selvagem. As últimas badaladas ainda não soaram. (2001

Anónimo disse...

Boa intervenção. Continue, sr. anónimo.Se quiser mostre o rosto! FAR

Anónimo disse...

FAR, confessa que não leste a porra do post anterior. Tu queres é audiência.
Continua! aVANTI!

Anónimo disse...

FARE, vai mas é para debaixo do vulcão charrar-te como os gajos do post mais acima

Anónimo disse...

o homem não é FARE, é FAR
é muito feio trocar o nome das pessoas e acho que ele não charra, é assim ao natural

Anónimo disse...

Já vai em 5 comentários?!
Oh FAR! isto foste tu!!!
Olha que a malta controla os IPs. Os gajos são de filosofia mas percebem de site meter, pôe-te a pau senão o Maturino casca-te

Anónimo disse...

FAR, tu que sabes tudo, sabes quem é a penca?

Anónimo disse...

Armando: O nosso comum objecto de trabalho e o seu efémero sucesso - marcham.
Deixai que as flores desabroxem e que floresçam os comentários FAR

Anónimo disse...

Até que enfim que há coemtários de jeito neste blogue. isto é malta da marijuana

Anónimo disse...

O Marquês de Sade dizia que os romances- e a Vida é o maior dos romances...- só se fazem com as pessoas de quem se gosta...

Como diz o reverendo e indicible J.P.Pereira- coleccionador de falsos alertas e fellow distinto de GW Bush( Oh deuses, o que isso acarreterá?!?), a rapaziada anda a ficar muito radical. Esta é uma das melhores tiradas de sempre da Blogosfera Portuguesa. Realizada decorrer deste ano, já. Se bem se recordam...

Plano quotidiano de trabalho do FAR: Ler os 4 principais Jornais Mundiais. Fotocopiar os principais artigos de Opinião.
A Imprensa francesa adicional no Kiosk: desde o Nouvel Obs. até ao Courrier du Coeur de Mónaco...Foi chão que deu uvas, tirando o esforço do Jospin no Libération.

Como vêem, uns bons copos de Verde de Monção despertam os sentidos e evitam a melancolia e tristeza de ver a crise de valores, de ideais e de pertinácia a arruinar Portugal. FAR

Anónimo disse...

Mas e a penca?

Anónimo disse...

Mister anónimo: Deixe-se de insultar e incomodar as pessoas. Ou então mostre a cara. Eu sou dos que me inclino para o apagamento desses ditos incongruentes e maldosos.Que não têem nada a ver com a realidade; e lançando um manto de ignomínia e sedição sobre quem anda nisto com os cinco sentidos da Democracia e da Liberdade. FAR

Anónimo disse...

Se formos pelo apagamento ao gosto de cada um, tu FAR já eras!

Anónimo disse...

Sr. anónimo: fale do que sabe e revele o seu rosto, please! Nós pensamos saber quem Você é! O resto não interessa nada: o que diz ou pensa atingir, como é demais evidente. FAR

disse...

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