A nova táctica comunicacional do governo Sócrates: tudo dizer como se estivesse a ajudar os pobrezinhos. Exemplos: o ministro da Saúde anuncia o fecho de maternidades. Razão? "A falta de condições das existentes". A ministra da Educação fecha escolas. Porquê? Pela "falta de condições" das escolas, em nome do interesse dos "meninos" (a ministra da Educação é mestre nesta estratégia). As soluções são assim apresentadas como inquestionáveis; e quem se atrever a sugerir alternativas está, é bom de ver, contra o interesse dos "meninos". Assim se leva a cabo a desqualificação de serviços públicos essenciais com o único objectivo de poupar dinheiro do Orçamento do Estado, perdão, de servir os interesses dos "meninos". Se as maternidades tem poucos médicos não se contratam médicos: fecham-se. Se as escolas tem poucas condições não se investe nas escolas: fecham-se. Isto, claro está, em nome do nosso interesse que, facilmente se vê, é mesmo esse, o de ter cada vez menos escolas e hospitais abertos.
Não nego a necessidade de alguma reorganização na rede escolar. Mas questiono o método, e o principio que lhe subjaz, que é o da poupança cega. Concelhos do interior com UMA escola primária? Crianças de seis anos a 40 km da escola mais próxima? De um governo socialista esperava-se um mínimo de noção do que é o interesse público.
5 comentários:
Se os deputados faltam às sessões da Assembleia da República, reduz-se o número das sessões (Alberto Martins dixit)
Pelo que percebi o problema das maternidades não está no número de médicos, mas no número reduzido de nascimentos. Por outro lado convém que se perceba que o que fecha é o serviço de partos de um hospital e mais nada. As outras valências de ginecologia e de pediatria mantêm-se em funcionamento.
Quanto às escolas é caricato haver algumas que funcionam com meia dúzia de alunos ou menos. Presumo que não seja saudável, para uma criança, a falta de colegas da mesma idade.
concordo que se acabe com tudo, que acabem as escolas, que sejam demolidos os hospitais, que os medicos se matem uns aos outros, TUDO.
SÓ PRECISO É DE UM AUMENTO NO SALÁRIO...
Caro André,
Saúdo o seu regresso.
Faz cá falta!Dito isto, o seu post erra o alvo.Podem-se criticar as políticas do governo nas mais variadas áreas. Mas as medidas que apontou são de simples bom senso. Bom senso, pelo menos desde Descartes, não se confunde com senso comum.
Tenha bom senso!
Abraço.
Ainda bem que não tenho salário.
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