sexta-feira, 9 de novembro de 2007

NY.Times: "Falcões" perdem terreno junto a GW. Bush?

John Bolton, o infeliz saneado da ONU como representante dos EUA, a trabalhar agora na pesada "máquina" de propaganda de ir-para-a-guerra republicana, o American Entreprise Institute, lançou um livro e fez declarações bombásticas no meio dessa publicidade infernal, reporta hoje o NY Times. Os "falcões" parece estarem em minoria...Mas nunca se sabe com tal gente, a cheirar a evangelistas e a petróleo pesado...

O interessante da questão prende-se, decisivamente, com o facto de um "incondicional" de GW. Bush, vir a público contestar a moderação da actual estratégia de política externa norte-americana. Ele acusa os "High Minded" da estratégia bushista, a pouco e pouco, a direito e de través, terem imposto uma política de "soft power" e movido todo o empenho de conquista e supremacia pela sua linha , "pelo controlo não só dos Média, Congresso, Departamento de Estado e ONU, mas também agora da Casa Branca".

As negociações com a Coreia do Norte para o desmantelamento do seu arsenal nuclear são um momento iniciático dessa estratégia moderadora. Que pode vir a influenciar a "dificílima opção" que os EUA e os seus aliados devem vir a tomar em relação ao Irão. Bolton não esconde a sua opção guerreira (e nisso talvez deixe mal Cheney e os seus muchachos do Estado-Maior...), ao mesmo tempo que desvaloriza o préstimo de Benazir Bhutto e elogia Musharraf como o "fiel" do controlo nuclear paquistanês. Sobre o Irão precisa: "Trata-se de uma questão dificílima e que tem que ser profundamente examinada. A opção não se coloca entre deixar estar o mundo tal qual hoje é, ou usar a força. A opção coloca-se entre usar a força ou deixar o Irão com armas atómicas". O NY Times apresenta o livro desta forma: "Bolton´s book. Surrender is Not an Option: Defending America at the United Nations and Abroad (Thereshold Editions), is no kiss-and-tell screed against Bush and his team, though he recounts with relish his conflicts with colleagues and rivals at the United Nations and in the State Department".

FAR

4 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

O NYT também diz:

Mr. Bolton, long viewed by liberal critics as a villain on the Bush team, has since emerged as the administration’s most outspoken critic from the right, rebuking his former boss in interviews, in op-ed articles and now in a book. For a man who rushed to Florida in 2000 to join the Bush campaign’s legal fight during the disputed vote recount, the disappointment sounds personal.

“I didn’t spend 31 days in Florida,” he said, “to end up where we are now.”

Uns vão para a Florida gozar os anos de reforma, outros para fugir de Cuba, e este lá foi para salvar o mundo.

Anónimo disse...

Oh, MG, eu não posso transcrever tudo do artigo. A referência já me causa complexos de culpa, se bem me percebem. O blogue precisa de desbravar novas análises e novos horizontes. O Monde tem blogues " quase " associados" e o NYT e a The Nation também. É-me humanamente impossível ler tudo. E comentar ou " aproveitar " todo o material de alta qualidade: não quero ser um super-homem. O que não quero é passar por parvo ou idiota. Forço os limites da minha capacidade, claro.Isso às vezes causa-me mal(es).
O Bolton tornou-se conhecido porque foi para a Flórida " ajudar " a recontar " os votos das presienciais de 2000, que deram a polémica e atrabiliária vitória a Bush contra Al Gore. Bis bald! FAR

Táxi Pluvioso disse...

Afinal eu estava enganado. A França ainda faz correr alguém. Deve ser a política Sarkozy de abana a cauda pour le maître U.S.A. produzindo os seus efeitos:

Some shoppers slipped as they rushed through a door to the Carrefour in Chongqing city when the store opened at 8:30 a.m., and those that fell were then crushed by other shoppers, the Web sites of the Xinhua News Agency and People's Daily reported.

The People's Daily said shoppers began lining up outside the store at 4 a.m. to buy discounted rapeseed oil used for cooking.

Seven of the 31 injured were in a serious condition, said Xinhua.

Police in Chongqing said they had heard about the accident but declined to independently confirm the media accounts. A doctor at Chongqing's Shapingba District People's Hospital said the emergency room was treating some of the injured but declined to give numbers.

Government officials ordered an investigation.

Telephone calls to government offices in Chongqing, to the Carrefour in Chongqing's Shapingba district and to French-based Carrefour SA's China headquarters in Shanghai rang unanswered.

The accident is the second-known supermarket stampede in recent weeks. Fifteen shoppers were injured in a Shanghai market last month. Both were apparently caused in part by sales of cooking oil, prices of which have soared by more than a third due to inflation in the past year.

As part of promotions to celebrate its 10th anniversary in Chongqing, Carrefour offered 20 percent off 5-liter (1.32 gallon) containers of rapeseed oil, the People's Daily said.

Anónimo disse...

Táxi Pluvioso, aliàs M.G.:andamos nesta guerra para vencer. E para vencer é preciso ter boas ideias e conceitos para trabalhar. E para ter tudo isso é necessário ler,perceber e ser humilde.Partir com a banda da chalaça e da futilidade, a todo vapor, com exacções e proclamações em pasta de papel, só nos conduz à derrota e à santa ignorância. O Carrefour é o segundo gigante mundial de distribuição de mercearias e artigos lar, logo a seguir ao Wall Mart dos USA. Neste capítulo,a Franca distanciou-se muito dos seus rivais europeus, se bem que a Alemanha disponha de um retalhista de prestígio popular, o Aldi, de grande pujança. Aproveito a ocasião para sensibilizar o mister M.G. para escrever artigos e desempoeirar as suas qualidades. Fico à espera, como penso que o Armando também: combine isso com ele de viva voz! Salut! FAR