sexta-feira, 16 de novembro de 2007

I- Raoul Vaneigem: "Je veux me battre pour jouir mieux, non pour souffrir moins"

"Quand l´émancipation prolétarise, elle n´est que le masque de l´oppression. Un malade est incurable dès qu´il accepte la maladie, dès que sa volonté de vivre la tolère comme une implantation parasitaire que seul un traitement appliqué de l´extérieur peut résorber ou extirper. Parce que le processus marchand que la classe dominante gère et qui la gère est un processus de mort, tel est aussi son remède. La thérapeutique qu´elle préconise bon gré mal gré est ce qui la tue. Sa solution finale de la maladie de survie tient en une apocalypse de la marchandise universelle."

"Pour les prolétaires, au contraire, la liquidation du sytème marchand n´est qu´un effet de l émancipation des jouissances. Ils peuvent accéder directement à la fin de la prolétarisation- à la fin de la survie-, parce qu´ils ne sont pas gestionnaires de leur propre aliénation. Ils subissent la peine à vivre comme une opression de la classe dominante, et quand ils éprouvent en eux le conflit de la jouissance gratuite et de l´économie, rien ne les retient, au fond, de jetter par-dessus bord travail, contrainte, intellectualité, culpabilisation, volonté de puissance."

"Ce qui réprime le désir sera détruit para le plaisir. Sabotage, absentéisme, chômage volontaire, émeutes, grèves sauvages, propagation de la gratuité, les coups portés à la société marchande se multiplient et je me réjouis que n´y comptent pour rien les mots d´ordre et les incitations. La volonté de vivre n´a que faire des commis-voyageurs du refus et de la radicalité. Elle suffit à subvertir ce qui l´opprime et la falsifie".

In Le Livre des Plaisirs, par R. Vaneigem. Edit. Atelier du possible. France


FAR

12 comentários:

Anónimo disse...

Este artista tinha muita piada em 1967. Agora não representa grande coisa e o estilo é algo primário. Mas o Raoul sempre é mais interessante do que os pósmodernistas.

Anónimo disse...

O livro é dos anos 80. Vaneigem tem publicado imenso. E revelado muito mais. O mister anónimo perdeu a forma de contestar. Mas sempre é melhor do que nada, claro. Vá contestando...mas, pelo menos, conulte o Google, ok? FAR

Anónimo disse...

Eu nunca disse que este texto foi escrito recentemente. Mas confirmo que o "Traité de Savoir Vivre à l'Usage des Jeunes Générations" é muitíssimo mais interessante. Acrescento que quando li este livro não havia internet, nem computadores pessoais...

Anónimo disse...

Coisa linda:Sr. anónimo estamos a discutir o quê? E para quê?!? V. Excia errou. Pronto, é tudo. FAR

Anónimo disse...

Errar é humano, como se costuma dizer. Mas neste caso concreto gostaria de avaliar as dimensões desse erro. E repito que os textos mais recentes do Raoul Vaneigem são um atraso de vida. O mesmo se palica, aliás, à última prosa do Debord. A idade não perdoa.

Anónimo disse...

Errata:

No comentário anterior, onde está "palica", devia estar,evidentemente, "aplica". A idade não perdoa...

José Pinto de Sá disse...

Hoje, como sempre, "soyons réalistes, demandons l'impossible". Só a utopia vale a pena. Senão, fico sentado no meu canto a lamber as feridas, como velho cão que sou. Não me interessa muito a "historiciade" do texto; a vontade de "jouissance", essa sim, nunca envelhece. Obrigado, FAR, por nos lembrares que o desejo permanece na ordem do dia.
José Pinto de Sá

Anónimo disse...

Estes anónimos sao inacreditáveis. Querem nos enganar. A olhos vistos. Sem escrúpulos, anonimamente. Comeca a tornar-se insuportável. Só se avanca: lendo,discutindo,partilhando. Tudo com franqueza, com transparência.O Debord já morreu há mais de 15 anos. Sem o ler,reler, percebe-se muito pouco do estado do Mundo, da Literatura, da Política,de Hoje. O Vaneigem está vivo ainda, salvo erro, vive em Bruxelas. O " cancro" da questao, no entanto, é o seguinte: para ter o mínimo de eficácia, a resposta de um outro anónimo seria esta: eles já eram, mas eu conheco estes.. E indicava,preto no branco. Imperial..Caso contrário, os anónimos deste Mundo querem-nos fazer passar de parvos...e continuar a passear, ad, eternum, a sua imensa nulidade. FAR

Anónimo disse...

José Pinto de Sá: Salvé.Escreva e ajude-nos a carregar este fardo, please! Avanti. FAR

Anónimo disse...

José Pinto de Sá: Salvé! Escreva e ajude-nos a carregar este fardo. Please. Disponha, se necessitar de alguma coisa, onde quer que seja! Avanti. FAR

Anónimo disse...

Senhor anónimo: Compre o livro do Négri/ Hardt- O Império- e veja o que lá se escreve sobre DEBORD. Já nos basta a praga de anónimos, quanto mais ignorantes... FAR

caliban disse...

Preciso de alguma forma de entrar em contato com Vaneigem. Alguém sabe alguma pista? Ele vive em Bruxelas?