domingo, 18 de novembro de 2007

Apelo de José Mário Branco

Aos meus amigos e conhecidos

Faço parte de um pequeno colectivo que decidiu lançar, este ano, um jornal político popular chamado MUDAR DE VIDA.
Um jornal de esquerda, em ruptura com o sistema, com uma clara posição anticapitalista, anti-imperialista e que critica o que chamamos "a esquerda do sistema".

O jornal-papel sai todos os meses (16 pág. A4), e não está nas bancas, sendo a distribuição exclusivamente militante.
O jornal online é actualizado diariamente.

Este jornal precisa da vossa ajuda para se aguentar, a ajuda de todos quantos reconheçam a sua utilidade para o movimento social.

Apelo-vos a que tomem conhecimento do jornal (na net) e do seu estatuto editorial, e façam uma assinatura (15 euros, donativo mínimo) na secção "Assinaturas" do site acima indicado. Com 500 assinaturas o jornal fica seguro.

Não basta dizermos que "isto está mal". É preciso fazer alguma coisa para re-politizar as nossas vidas, no sentido nobre que a palavra política pode e deve ter.

Posso contar convosco?

Um abraço,
José Mário Branco

P.S. O Mudar de Vida faz parte da nossa coluna de links Informação Livre, desde a última remodelação do nosso visual. Damos-lhe hoje o devido destaque.

6 comentários:

zemari@ disse...

Já está.
Faz de conta que fui jantar à "New Palhota", que penso estar cada vez mais mais "old", pelo que a cavaqueira deve estar "no ponto".

Mas devem agradecer ao blogger, que era Não-Socrático na faculdade e agora é Socrático Plus, para vergonha da filha e dos amigos (dele).

Armando Rocheteau disse...

Caríssimo zemari:
Era não-socrático na faculdade e continuo. Isto falando de Filosofia. Não há qualquer contradição no meu passado recente.
Falando agora de política sou socialista, soarista e socrático (q.b.). Isso não me impede de ter os companheiros de blogue que tenho e de ter orgulho na companhia. Tem sido rico o debate com eles.
Gosto do José Mário Branco e, como sabes, da sua poesia, que até já disse em recitais. Não gosto é de visões totalitárias.
Os amigos são amigos.Envergonhados?
Os filhos penso que estão numa de neo-liberalismo. Sinas do novo tempo?

Anónimo disse...

Para tràs mija...a burrice. E a mulice: Jogadas furtivas à James Bond.Com Imprimatur e selo carimbado.Isto só acontece em Portugal.E por isso,caimos no buraco onde caímos.As pessoas furtam-se ao diálogo e à crítica. Pensam só com os seus parcos maus sentimentos de impotência e calúnia. Nem sabem do que falam. Como diz Deleuze:" Tudo não convém a não importa quem. Se não existe emoção, não existe inteligência, nada de relevante existe, nada existe,portanto ". Já tentámos discutir tudo, com todos, sem facciosismos: e as pessoas fogem, têem medo, não querem saber como são enganadas, ludibriadas, corrompidas. Depois, saem com canivetes...sem ponta, nem mola. E, como diria Deleuze ainda: " aqueles que arriscam a sua vida pensam, geralmente, em termos de vida, e não de morte, de amargura ou de vaidade mórbida. Os resistentes são acima de tudo homens que amam a vida".E a vida é tudo, como se sabe: pensar, falar, tentar conviver e acreditar na mudança.Agora, a proposta de José Mário Branco deve ser discutida: o antigo maoismo-estalinismo de JMB foi chapa gasta e deitada ao lixo, ou liga-se a golpes de estado-maior artístico e político de duvidosa procedência? FAR

Anónimo disse...

Eu continuo a gostar muito da música do JMB. Mas o paleio dele não me convence muito. O do Deleuze também não, diga-se de passagem.

André Carapinha disse...

Carissimo FAR: eu não sou próximo das ideias do J. Mário Branco (que não da música, que considero genial), mas admiro-lhe a tenacidade, a entrega, o inconformismo. Não é muito comum ver, nestes tempos de cinismo militante, um homem bem instalado na vida perder tempo a escrever jornais de pouca circulação, não alinhados, e sem utilizar ou beneficiar do estatuto que tem. Quanto ao mais, e saindo até do objecto deste post, há que saber separar e há que saber unir.

Anónimo disse...

Caríssimo André: Só vendo o jornal!!! Será que toda a gente pode participar? Ou há pirâmide burocrático/repressiva na redaccao? A ver vamos. FAR