segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Mambo 29

Sem desembrulhar

Quereria alongar e alargar um dedo, de forma a que este pudesse ser por ti calcorreado como sendo estrada, quando, com ele aponto sobre o que para mim é o fervor da vida.
Em vez disso, à tua beira exilo-me de vontades e aprendo a arte das ravinas com os seus temporários pássaros, ao sorver os teus não amansados entusiasmos.
O que, é parecido ante o coração e seu lago de inteiras verdades!
Mal se distingue, o que é desmedido em ti e o que é um fundo, que seja desejo meu.

Para um jovem filho

1 comentário:

FernandoRebelo disse...

É o menino à beira do mar aprendendo o som da onda,
ora meiga, ora chicote...

O som da onda...

Vou não vou
deixo-me ir

Tudo são perguntas.

Todo este ir e vir me aturde.

(Apetecia-me tanto ficar nesta calmaria de águas cálidas...)

Uma outra onda há-de chegar.

Vou com ela?...