sábado, 3 de novembro de 2007

Mambo 28

Nele, brinco de todas as maneiras; finjo ser pessoas diferentes, as que enlaçam com perguntas e as que com respostas matam, as que são paixão e as que ensaiam latejos à volta disso, as que perdem para sempre o habitáculo do tempo e as que se demoram a estar nesse acumular de enchimentos de tórax, as que quase nada percebem de tudo e as que se desiludem com hábil dificuldade.
O meu quintal é o mundo.
Nele sossego , como se estivesse na parte avançada da minha casa.
Quando o que suporta a varanda, desde onde é unicamente visível o nada, são os outros em amáveis pilares.
O meu quintal é o mundo.
Brinco no quintal, como que junto a uma árvore galáctica, sem que me aperceba de quantos mundos há; apenas a leve portada da casa, que bate com o vento em dias irregulares, me é funda angústia.
É o seu seco som de repetível fronteira, que me faz sentir só por todos os lados.

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