quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Depois da trovoada - ainda a propósito da bota a pisar o cravo...

Não há nada como uma trovoada...
Uma boa trovoada: ameaçadora, com chuva a preceito.

Um temporal assim anuncia o fim do Verão.
Um temporal assim é um sinal.

Como um decreto.

Em cada relâmpago havia a imagem do Senhor Presidente do Conselho,
em cada trovão a sua voz de papo enumerando as vantagens da sua governação.

Estamos inegavelmente melhores. Somos todos muito bons.

Não há nada como uma trovoada.

Não se espantem do tempo.

O tempo agora é outro. Do país do come - e - cala.
Das bocas que delatam. Dos que ouvem e vão contar.
O Presidente - o digníssimo Senhor Presidente do Conselho corre...
Chega à Cidade e vai formoso e muito seguro enquadrado pelas TV's e Seguranças.

Não há nada como uma trovoada para provar que os tempos andam muito mudados...

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