domingo, 16 de setembro de 2007

Da Capital do Império

Olá,

Vocês vão ter que me desculpar o longo silêncio. Mas como vocês sabem escrever cansa e eu prefiro descansar … lendo o que os outros escrevem.
De qualquer modo não pude resistir a ter que vos dar as últimas sobre a cimeira George/José a realizar-se segunda-feira na Casa Branca.
Em primeiro lugar tenho a dizer-vos que os “Yankees” insistiram em chamar à cimeira uma “reunião de trabalho” o que aparentemente causou alguma confusão aí do outro lado do charco.
“Trabalho? O que é isso?” foi a resposta que aparentemente foi dada por uma “destacada entidade” do governo Xuxa quando foi informado por um representante da embaixada da Lusitânia sobre o título oficial do encontro.
Depois mais confusão houve quando na quinta-feira os “yankees”’ informaram a malta da Lusitânia que havia que antecipar o encontro por 10 minutos. Aparentemente houve uma certa incredulidade por parte da diplomacia lusitana para quem – segundo me disseram – “mais dez minutos menos dez minutos” não chateia ninguém. Ou como disse alguém do governo Xuxa: “lá estão esses gajos com americanices”.
A minha fonte – de “alto nível” – manifestou certo nervosismo de que a “empatia” ou como dizem os “Yankees” a “química” entre o José e o George possa não ser boa o que pode estragar tudo. Como vocês se lembram o George dava-se muito bem com o outro José, aquele que é agora presidente da CÊ IÉ IÉ e cujo nome durante a recente cimeira do G 8 um jornalista romeno confundiu com a quiçá melhor região vinícola de Itália e insistiu por isso em chamá-lo Presidente Barolo. Durante dias não se falou doutra coisa …
Como vocês se devem lembrar antes do Barolo ter sido promovido para presidente de um país que não existe ele foi chefe dos lusitanos e dava-se muito bem como o George. Ambos tratam-se pelo primeiro nome e aparentemente quando se encontram estão sempre a contar anedotas um ao outro.
Vamos a ver se no fim da reunião o George trata o Sócrates por José embora eu receie que se isso acontecer o George acabe por confundir os nomes. Ainda por cima um José é presidente da Cê Ié Ié e o outro José é presidente “rotativo” da mesma Cê Ié Ié. Vocês têm que admitir que isso, mesmo sem ter em conta o Bush, é um pouco confuso embora me tenha sido explicado que é tudo muito simples: Um administra “tachos” o outro “problemas a curto prazo e alguns tachos”.
Aparentemente o José (o “rotativo”) quer em primeiro lugar discutir o Kosovo. Como vocês sabem o problema com os Balcãs é que os insoletráveis e os impronunciáveis produzem mais história do que conseguem consumir e aparentemente os impronunciáveis não estão a gostar nada da ideia de dar a independência aos insoletráveis no Kosovo
Fique impressionado com o facto do José (o “rotativo”) querer discutir isto com o George porque demonstra um certo cuidado senão mesmo uma certa acuidade política que – como disse o Bismarck - não passa da capacidade de ouvir o cavalgar distante da história antes dos outros.
Demonstra também que o José (o “rotativo”) sabe que tem que garantir que se houver batatada entre os impronunciáveis e os insoletráveis os americanos estarão lá para garantir que apanha tudo porrada. Aparentemente aí nos corredores de Bruxelas anda tudo à rasca porque como a situação no Iraque não pode ser desfodida há receios aí desse lado do charco que se houver batatada nos Balcãs os Yankees não tenham meios ou vontade para pôr os indígenas na ordem como aconteceu da última vez. (sem autorização da ONU mas com aplauso da Europa!)
O que me fez lembrar uma visita que o Jaime Gama (lembram-se dele?) fez aqui à Capital do Império quando o George foi eleito pela primeira vez já lá vão sete anos. O Gama vaio aqui a correr logo após o George ter sido eleito sob promessa de não envolver tropas americanas na “construção de nações” e lembro-me de que o Gama deu uma conferência de imprensa após conversações com o Powell (lembram-se dele?) todo satisfeito porque este lhe havia prometido que os Estados Unidos iriam continuar envolvidos nos Balcãs.
Se volvidos estes anos todos a NATO e os EUA continuam ainda a ter que garantir a “paz” entre os insoletráveis e os impronunciáveis nos Balcãs imaginem quanto tempo isso vai levar para garantir a paz entre os Ahmed que consideram Maomé profeta e os Amhed que consideram Maomé profeta. E então se os Khomeinis e Khameinis se envolverem a sério….
Eu sei que as superpotências – como disse um general romano cujo nome já não me lembro – não se devem envolver em guerras entre tribos, mas o problema é que na vida real e principalmente no topo raramente a escolha é entre o que é bom e o que é mau, mas sim entre o que é mau e o que é pior.
O José sabe disso: O mau é os insoletráveis andarem outra vez à porrada com os impronunciáveis. O pior é eles andarem à porrada e os Yankees virarem as costas.
Antes de terminar tenho a dizer-vos que ninguém aqui quer saber do encontro entre o George e o José. Da embaixada da Lusitânia disseram-se que só recebem telefonemas dos jornais a perguntar pela Madeleine e a PJ.
Abraços,

Da capital do Império,

Jota Esse Erre

2 comentários:

Anónimo disse...

Caríssimo JSR. Você- que nunca responde a comentários-podia ter a veleidade de saber, aí, na capital do Super-Império, se os USA vão mesmo bombardear o Irão. Há sinais inquietantes e jogadas múltiplas, entre os falcões e os aspirantes a tais. Os Democratas estão paralizados de medo pelos encargos que irão assumir em 2008. Hillary pode ser Presidente?!?

Será que o nosso pequeníssimo J Sócrates- o Sarkosy já destilou umas frases sobre as nações pequerruchas da Europa...- o que diz tudo para quem quer saber a realidade crua e cruel da UE, da NATO and so on...; pois,puderá o nosso Pequeníssimo PM apurar também de GWBush se as fabriquetas norte-americanas irão continuar a sair de Portugal e, em paralelo, os USA darão luz verde a Sócrates para a China se instalar em Sines?

Ciao e bom trabalho. FAR

Benamor disse...

Cê Ié Ié is EU.