domingo, 28 de agosto de 2005

Aristóteles e o Governo (o corpo do texto)


PONTO NÚMERO UM E PRIMEIRO: O governo é um governo que governa. Preocupa-se com a gentji. Isso parece-nos óbvio para partirmos para o ponto seguinte da nossa análise: QUEM É O GOVERNO?
Aqui temos de admitir que a questão se torna mais complexa. Afinal, pouco sabemos sobre o que é quem e quem é o quê, quanto mais o que é um quê tão complexo e subterrâneo como isso do governo. Mas sabemos o mínimo para saber, e isso já não é mau. Pelo menos, que: isso do governo é importante, e que logo: deverá haver um governo (pelo menos um) na nossa alma (na medida em que a alma é a matéria- não me vão pedir para explicar o Aristóteles, imagino. Tem todos mais que obrigação de ter tido no mínimo 16 nesse exame). Sabendo isto, a nossa análise deverá envolver outros paradigmas. Por exemplo: se é governo, porque governa? Ora, este é evidentemente um paradoxo dos governos sobejamente explicado, e é simples: o Ser do governo não tem de se compadecer com a miséria humana do Acto governativo (Aristóteles, again, obviously). Mas se é governo por Ser, ou seja, Governo, porque, então, governa? Nada de mais, porque, obviamente, se é Ser do Governo, é-o pelos seus acidentes, da mesma forma que os acidentes, esses, são-no pela forma de Governo. Daí que exista uma objecção teórica evidente em atribuir à palavra "governo" a inicial maiúscula que a torna "Governo". Esta é uma adjectivação qualitativa das mais complexas, que não deverá ser aplicada de ânimo leve.

4 comentários:

Anónimo disse...

ai...ai... (suspiro)...

Anónimo disse...

Afinal, o nome do cão é Governo, ou para se ser governo é preciso ser cão ( subentenda-se, fiel amigo que come à mão do dono )?

André Carapinha disse...

O nome do cão é Aristóteles.

Anónimo disse...

Para mim o mais correcto era viver numa anarquia, sem grandes nem pequenos. Cada um governava a sua própria vida, definia as suas regras, tendo sempre presente desde pequenos nunca entrar pela negativa no espaço do outro, seria a plenitude da liberdade. Hoje em dia o que esta mal são as pessoas e o seu Comodismo, ninguém quer mudar nada mas todos querem que mude, todos esperam, ninguém luta.