terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Mambo 34

A minha pele Natal

Chocolate com passas ou sem elas, pelo buraco da boca.
Bem chegada, a ventoinha num sopro quente a desgastar-se na direcção do corpo em modo lânguido, pestanejando pelo ar algumas ideias em demora por aquietados desejos, nesse aflito tanto gosto pela vida como pela morte, que se confunde em festa, como areias que resvalam irmanadas na indisposição de montanha pouco enrochada.

Só querer oferecer esse resplandecer das manhãs, que pode ser a qualquer instante, numa desatenção à civilização, num não te crês.
Tão pouco, quase nada, só esse silêncio bom de uma haste ou arfável sonho.

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