sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Liberais yankees criticam erros estratégicos dos homólogos russos

Quem segue apaixonadamente a evolução da conjuntura russa, não pode perder um artigo de análise ontem publicado no NY Times, da autoria de um especialista em temas russos, Nicolai N. Petro. Ainda não tive tempo de analisar os textos que no Público saíram assinados, só para ver as modas. De qualquer das formas, o blogue bate-se na linha da frente para tentar perceber as grandes mudanças da Geopolítica mundiais. A folgada vitória de Putin - e o F. Times diz que ela pode ser a sua consagração ou calvário - beneficiou dos erros estratégicos da Coligação Liberal - Outra Rússia- que englobava a nata da inteligentzia moscovita e alguns famosos experts do big-business, Ryzhhov, Irina Khakamada, Gregory Yavlinsky, Kasyanov e Boris Nemtsov, de braço-dado com Garry Kasparov é o chefe-de-fila do gang etno-nacionalista, o famigerado Eduard Limonv, de tristíssima e fedorenta aura de assaltos e perversões xenófobas pró-russas.
A análise de N.Petro é de grande amplitude, conjugando valores essenciais das sondagens de longo alcance e descortinando o "oportunismo"ideológico das alianças contranatura dos liberais com o nacionalista Limonov. Até parece que houve sabotagem premeditada no seu envolvimento na coligação "Outra Rússia", de acordo com as teses sibilinas do autor. Há três anos que Limonov se tinha "colado" à coligação, sendo temido e respeitado pelo "poder de fogo" das suas milícias, com provas dadas... Houve cisões por causa da adesão de Limonov - as de Yavlinsky e Kasyanov - mas Gasparov, Ryzhkov e Nemtsov continuaram. E as sondagens e audiências, que tinham partido de valores altos. cairam a pique, como também sucedeu com os outros partidos "liberais", União das Forças de Direita e Yabloko.

"The problem, it seems, is not that the opposition cannot get its message to the Russian public- nor even the message itself. The problem is with the messengers, who have managed to alienate their natural constituency- RussiaŽs growing middle class", assinala o articulista, que adianta ainda outra razão de tomo: " The party of V. Putin, which has pleged to continue the policies that have increased average salaries from 80 dólares to 500, a month, which has dramatically increased social spending and reduced the poverty level from 27 percent to 15 percent".
"Far from indicating a retreat from democracy, the Russian electorate’s rejection of the current opposition may be a sign of the countrie’s progress toward a mature democracy", observa o autor, depois de lamentar as observações de Boris Berezovsky, no exílio londrino, sublinhando a "manipulação centenária das autoridades russas que transformaram o povo num rebanho de mentecaptos".

FAR

2 comentários:

Anónimo disse...

Poverty level, where? Maybe in Moscow, not on mainland Russia, where the level of poverty is extraordinary and sadly very high. Those monthly incomes are related to Moscow, and in some extension to S. Petersburg, but never forgetting that today Moscow for example is probably the most expensive town in this planet, where USD $ 500 is the survival roof for the inhabitant of Moscow. With about 12 million people living in the great Moscow, 15% or 20% of poverty is a huge concentration of people, with a large contribution for social stress, crime, etc, etc, and adding to this the two digits rate of full alcohol dependant people, problem that is far to be exclusive from the poor, we arrive to a very high level of concern. Well Boris Berezovsky, a multi billionaire and an intelligent Jewish, is not far away from the truth.

Anónimo disse...

Estes anónimos nao teem emenda. Digam e contestem, sff.Mas de cara destapada. Aprecio que exercem o v. direito de crítica. Putin parece que escolheu o CEO da Gazprom para lhe suceder...FAR