segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Há quem se queixe da época

Há quem se queixe da época. Vai ser Natal. Costuma ser um tempo de fecho do ano que finda e de esperança no novo ano. À volta da fogueira, aqui diz-se lareira, com entes queridos, entre morcelas, rabanadas, “fiéis amigos” no prato, com variações nas culturas familiares. Cá por casa é tempo de festejar a coisa. Com uma grande preocupação. O mais velho não se redime. Já prometeu que 2008 era a data do aparecimento do “homem novo”. Fez a barba, uma destartarização, usa uma roupita nova, diz que vai deixar o cigarro. Estará a prometer um amanhã que canta? Não vou nessa! Registo a sua inabalável esperança. Até em tempos foi às Taipas procurar ajuda. Apaixonou-se pela Psi e entendeu que não existiam as condições para que a cura resultasse. Deve ser da influência freudiana. Também é verdade que levou tratamento de allien. Lá só tratam os agarrados à dura. O meu pai deve ser dos moles, mas tem boa vontade. Haja paz na terra e esperança. Para mim e para vocês. Eu se mandasse internava-o. O Dr. Correia de Campos ajuda?

Josina MacAdam

4 comentários:

Anónimo disse...

Josina... não deixes o mais
velho destartirizar o marfim, não permitas que
ele acacabe com o fumo e,
sobretudo, não o mandes
para os alcoólicos anónimos.
Meu Deus, o que seria do
mais velho?
Beijinhos.

Anónimo disse...

Destartarização...

zemari@ disse...

Mudar de vida?!
Pensei que isso era só o título do jornal de José Mário Branco?

FernandoRebelo disse...

Só tu mesma, Josina para acreditares...
O mais velho nunca te facultou a leitura do "Diário secreto de Adrian Mole"...