sexta-feira, 18 de junho de 2010

Porque se quer mexer nos feriados?

«Logo havia de dar um exemplo de uma data com significado histórico que ainda permanece na memória colectiva dos portugueses! O «25 de Abril» não é apenas o «Dia da Liberdade». É o dia de comemoração de uma acontecimento específico que se sabe ter ocorrido nesse dia.
Porque não ter dado o exemplo do 10 de Junho, «Dia de Portugal», que tanto pode coincidir com a morte de Camões como noutro dia qualquer?
Ou do 8 de Dezembro, «Dia da Imaculada Conceição», cuja relação com a vida da dita desconheço. Aliás  duvido que uma boa parte da população Portuguesa tenha noção a razão do feriado, aproveite para celebrar a Conceição, dando graças a calendário haver um feriado.»
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«Segundo a proposta, o 25 de Abril e o 1º de Maio são quando um homem quiser. Até podiam ficar os dois juntos e ganhava-se um fim-de-semana realmente prolongado. O Natal e o primeiro dia do ano ficariam como estão. Já o dia do trabalhador (ou será o “dia do colaborador”?), data celebrada em todo o Mundo ao mesmo tempo, podia ser num dia qualquer. Ricardo Rodrigues explicou que é mais relevante “celebrar o acontecimento do que celebrar o dia em que teve lugar o acontecimento”.
Para atalhar, e seguindo a lógica do deputado dos gravadores, podíamos celebras todos os acontecimentos no mesmo dia. Criava-se o Dia do Feriado Nacional. De manhã, os católicos mais praticantes iam para as procissões, as viúvas visitavam os cemitérios e António Costa discursava na Praça do Município, em Lisboa. À tarde, os trabalhadores subiam a Almirante de Reis, os militares de Abril desciam a Avenida da Liberdade e Cavaco Silva condecorava ex-combatentes. À noite, as famílias trocavam prendas e os foliões abriam garrafas de champanhe.»

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