segunda-feira, 7 de junho de 2010

À felicidade da Teresa e da Helena


Teresa Pires e Helena Paixão casaram-se, quatro anos após a primeira tentativa. O papel destas duas corajosas mulheres no processo que culminou com a legalização do casamento homossexual não pode ser menosprezado. Elas trouxeram o problema para a ribalta mediática, da maneira mais eficaz: transformando "o problema", em abstracto, num problema concreto que afecta pessoas concretas. O que lhes sucedeu depois, o inacreditável ostracismo a que foram votadas, terem perdido os empregos, forçadas a mudar de cidade para escapar ao assédio que as perseguia como "as fufas" que tinham tido a coragem de dar a cara, mostra bem como o machismo homofóbico neste país é um problema muito mais sério que na maior parte dos casos se supõe, assim nos disponhamos a afastar-nos das nossas relações sociais e conhecer o "Portugal profundo".

9 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Maus tempos estes, em que é preciso muito pouco para fazer corajosos, mas isto põe os portugueses na rota certa, finalmente poderão soltar o que lhes vai na alma. (Isso do machismo homofóbico é má compreensão desse tal de Portugal profundo - dá-lhes uns copos de vinho e depois conta-me onde está esse machismo homofóbico).

André Carapinha disse...

Não concordo. A atitude delas foi muito corajosa. Quanto ao Portugal profundo, recomendo-te que esqueças o das tabernas (esse é passado) e te concentres no dos subúrbios e transportes públicos.

Táxi Pluvioso disse...

Ora, ora, é exactamente aí que eu ando (e sempre andei, mas falo com as pessoas, não me limito a "olhar", frequento festas, associações culturais, igrejas, etc.). E o álcool não é necessariamente "a taberna" mas um desbloqueador de vocações (neste caso da rabichice luso-latente: um autêntico drama).

André Carapinha disse...

Ok, ok... fiquemos então para já com a ideia de que talvez seja a "rabichice" latente a causadora (pelo mecanismo psicológico da negação) da grosseira homofobia que tanto prejudicou a vida das duas citadas no post.

Anónimo disse...

Esqueceu o sentido
E o resto que ignora

Rolando o administrador vai a todas.
MACPIPPI
O movimento de apoio à criação poética pós-intimista e anti-intelectual continua a acompanhar a produção poética do censor-administrador

Anónimo disse...

Enganei-me na sigla é só MACPIPI. Isto é Movimento de Apoio à Criação Poética Intimista e Pós-Intelectual. Não é anti-intelectual, mas para o poeta tanto faz.
Tu não aderes?
Vá lá aproveitem agora que o censor está distraido

Anónimo disse...

Este coveiro/censor tem uma enorme falta de graça; não vale o esforço de aderir a movimento com sigla tão complexa. Ainda se fosse "Rolando e Alegre o Mesmo Combate" ou "Rolando, o da Ode Erguida", ou mesmo "Rolando prá Jamaica, já!"...
De qualquer modo, caro anónimo, isto está morto, com gente estranha ou sem gente estranha, com anjos giros ou sem anjos giros...
Só o Táxi, que, segundo o administrador carapinha, não anda de transportes públicos mas frequenta tabernas, parece ainda não ter percebido.

André Carapinha disse...

Mas olha, ó anónima, que para quem "não vale o esforço" não poupas no esforço.
O que é verdadeiramente espantoso é que não percebas o ridículo em que cais continuamente. Mas isso já não é comigo.
Estranhava o teu silencio, mas já adivinhava que regressarias quando se notasse que não conseguiste afastar todos os colaboradores do blogue, e que ele continua vivo e de saúde (como te deve custar...). Terias de voltar a lançar o teu veneno, e, como no comentário antes deste, tentar voltar as pessoas umas contra as outras com insinuações (isso é a tua especialidade, não é?).

Da minha parte, a partir deste momento, apenas terás o silêncio de quem te ignora porque te despreza.

Anónimo disse...

Camarada Carapinha, saiba que o ódio provoca acne e, no seu caso, como não é o Sena, também prejudicará certamente a sua veia poética (e tantas odes ainda para dar à luz...).
Controle-se, rapaz, controle-se e coma chocolates.
Ou então siga o exemplo corajoso cantado neste post (que tb. devia ter sido dedicado à gente de cabeça erguida) e... case-se! Para lua-de-mel sugiro a Jamaica como destino.