terça-feira, 22 de junho de 2010

History repeating

Através do Miguel Cardina do Vias de Facto, cheguei a este texto, no qual se dá conta de que a União Europeia se prepara para vigiar cidadãos com "opiniões radicais", ou, e cito, "suceptíveis de enfrentar um processo de radicalização", designadamente, e cito novamente, integrados em grupos de "extrema esquerda ou direita, nacionalistas, religiosos e antiglobalização".
Tudo, é bom de ver, em nome do "combate ao terrorismo", o cavalo de Tróia com que o sistema pretende silenciar os que ousem pensar em soluções ou valores alternativos. A máscara vai caindo, e esta democracia prepara-se para perder o último argumento sobre a sua "superioridade moral", o de, supostamente, permitir todas as opiniões, mesmo até as dos que a contestam. Alguns, infelizmente apenas alguns, sabem muito bem que isto é a maior das ilusões, e que a classe dominante, a oligarquia que efectivamente controla o poder e aterroriza todos os outros (agora de modo muito subtil, claro), com "o caos que está aí à espreita", aqueles que "querem destruir o nosso modo de vida", o "não há soluções fora deste modelo económico" e o resto das patranhas, essa classe, dizia, apenas permitirá a opinião divergente enquanto esta lhe for útil, ou seja, enquanto servir para alimentar a ilusão. Quando esta pode representar a mais pequena ameaça, e quando a nossa vigilância baixa a guarda, a história repete-se e a verdadeira cara do sistema mostra os dentes arreganhados.

1 comentário:

Táxi Pluvioso disse...

E os jornalistas são os soldados rasos deste novo regime, exactamente o que tenho de escrever no próximo post. Ando com certa dificuldade num termo exacto para descrever estas novas sociedades, mas creio que meta-fascismo se lhe adequa.