quinta-feira, 26 de abril de 2007

Um mundo é uma rua

Shican dançando...

Por vezes, imitam sons de estrangeiros pássaros aos quais quase se adivinha o colorido das penas, através das suas vozes, bem como algum deles dança, ora dobrado sobre si ora de braços estendidos em adoração a uma realidade alheia ao nosso imaginário. Entre as danças, figuram a dança da Chuva ou dos Espíritos ou do Sol.

Usam instrumentos curiosos. Condor ensina-me o nome de vários deles, ali presentes; entre as flautas de diversos tamanhos, existem as maltas, os toxos, a sampona, o quenacho, a flauta de pau da chuva... chocalham também um objecto chamado chochas, constituído por unhas de cabra e guisos - e sopram também a ocarina.


Condor revelando o som da ocarina


Este apetrecho musical chama-se Chochas

Escuta-se na portuguesa tarde, a canção do Búfalo Branco e a do Condor passa...
Entre as dificuldades desta vida itinerante, apontam uma; para tocarem têm de tirar uma licença nem sempre fácil de conseguir e pagar, apenas por espalharem aquela alegria que aprenderam a partilhar pelas ruas do mundo.

Não resisto, sempre gostei mais dos índios nos fimes de cowboys e destes últimos, apenas as botas fazem parte do meu inesquecível.

Obrigada, pelos preciosos momentos musicais e visuais, Shican, Luigi e Condor !!

Vou ver o mapa, outra vez!!
Do Equador, as cidades de Quito e Otavalo espreitam teimosamente.
Alguns de seus músicos são os causadores desta inquietude feliz.

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