quarta-feira, 25 de abril de 2007

Post intimista sobre o 25 de Abril

Foto: Eduardo Gageiro. Com a devida vénia ao Geração Rasca

Sempre comemorei Abril. Este ano num espectáculo em que participei, com direito a capitão de Abril e tudo. Tivemos a grande voz do Francisco Naia, música, dança e poesia. Deixei o convite aqui, a 15 do corrente mês. Hoje, para mim, é dia de autocrítica, introspecção, exame de consciência. Este blogue congrega entre ficha técnica, colaboradores, comentadores, quiçá grande parte dos nossos leitores, várias tendências de esquerda. Todos sabemos, aqui, que há diferença entre esquerda e direita. E também sabemos que somos, e viemos, de esquerdas diferentes. Continuaremos a aprofundar as nossas convergências e divergências. Dito isto, algumas constatações. Em Abril de 1974, o Fernando Almeida Ribeiro, o João de Azevedo, o José Pinto de Sá, o Jota Esse Erre, eram exilados políticos. O ZeMari tinha passado pelas prisões do regime. Aqui lhes deixo a minha homenagem. À guerra colonial baldámo-nos todos ou quase todos. O André Carapinha e o Manuel Neves não tinham nascido, mas com eles o debate de esquerda continua e cresceu. Que inveja tenho, por não ter a pedalada de outrora, dos novos tempos que Abril abriu. O João Neves faria hoje anos e o João Murinello, o José Barros, o Raul Ferreira vão faltar à festa. Muito vou ter que chorar, que rir, que beber, que fumar, nestes festejos. A luta continua!
Aqui fica para todos este cravo.

Beijinhos e abraços

7 comentários:

Anónimo disse...

O 25 de Abril não pode parar! Novos Marx, Bakounine, Blanqui e Che´s hão-de surgir e aprofundar a gesta dos capitães de Abril. FAR

zemari@ disse...

Saravá, Alex dos amigos.

Atracámo-nos quando nos vimos pela primeira vez em Évora.
Abril estava cada vez mais longe, apesar de ainda haver reminiscências de 1974.

As pedras da Praça do Giraldo ainda ressumavam a liberdade e a festa continuava, solta.
Dela trouxemos fiapos que perduram.

As cumplicidades não conhecem calendário. Só um sucedâneo de datas, gestos, frases e trocas de olhares memoráveis.

Num outro registo, obviamente, o blog “Estrada Poeirenta” também nos traz à memória, num relato feito de sketches de imagem e texto, os dias de morte que se tornaram dias de vida com o 25 de Abril.

Nelson Ngungu Rossano disse...

Grande Abraço Prof.

Vá ao meu blog tem lá uma surpresa para si!

Viva ao 25 de Abril!

Anónimo disse...

Comovente...
quase choro
p'lo 25 d'Abril!
Andei 3 anos na guerra
ninguém me dá por isso
e... ainda bem!
Salvei-me das homenagens!
Viva a Liberdade!
Abraços. J.A.

chita disse...

Meu querido Armando.
Obrigada pelo cravo.

Isabella disse...

Muito bonito o teu post à Vida e à Liberdade, Rocheteau! - pois não, o Raul não esteve, mas a João, mulher, faz amanhã 50 anos.
Um beijo, IO.

Anónimo disse...

Um pensamento muito doce pela memória do João Murinello.
Isabel