quarta-feira, 25 de abril de 2007

Mambas em extinção



"Moçambique extingue brigada especial da polícia

Eleutério Fenita
De Maputo

Cidadãos de Maputo queixam-se dos níveis de criminalidade

Em Moçambique, no que é visto como um sinal de capitulação as autoridades confirmaram a extinção de uma importante brigada de combate ao crime organizado.
A decisão segue-se a uma onda de assassinatos selectivos de agentes da chamada brigada Mambas, incluindo o seu comandante.
Informações não confirmadas falam da morte de mais de uma dezena de agentes dos Mambas.
Depois de algum mistério e todo o tipo de especulações em redor dos temíveis Mambas a Polícia da República de Moçambbique finalmente confirmal oficialmente o que já veiculava: a brigada foi extinta.
Situação insustentável
Sobre as razões para a decisão tomada as autoridades falam de missão cumprida, mas o que fica claro nas entrelinhas é que a situação poderá ter-se tornado insustentável.
Durante vários meses alguns dos mais destacados agentes dos Mambas form alvo de autênticas emboscadas claramente montadas por quem estava a par dos seus passos e poucos escaparam com vida.
De entre as vítimas mortais do que se concluí ter sido uma acção concertada de sindicatos do crime figuram, recorde-se, Isaías Tchavane, o próprio comandante dos Mambas.
Sobre alegações relacionadas métodos de trabalho pouco convencionais e até mesmo impróprios por parte da brigada Mambas o Comando Geral da Polícia entende que sería indelicado comentar sobre acusações de que os visados não se podem defender.
Entretanto as autoridades policiais asseguram que a extinção dos Mambas não deve constituir motivos de preocupação no que diz respeito à segurança pública.
Quem contudo continua a não se sentir seguro são os citadinos de Maputo, pelo menos a julgar pelo que alguns disseram à BBC. " Daqui.

2 comentários:

Anónimo disse...

A peça foi publicada na webpage da BBC para África e o autor é o seu correspondente em Maputo.
Isso deveria ser explícito, no final do texto.

Armando Rocheteau disse...

Caro anónimo das 4:41PM:
O texto está entre aspas, com nome do autor, refere a BBC e tem link.
Agradeço-lhe a lição deontológica.